28.4.06

Ora então

reformulando uma coisita aqui, actualizando uma outra acoli.

É uma porra. Ao que parece, há cada vez mais gente neste fabuloso mundo blogosférico, que nunca me viu mais gorda, com a mania que conhece a Mar e que sabe e afirma e testemunha e assina em baixo, que eu é que sei, é assim sim senhor, vi eu com estes dois que a terra há-de comer, era um animal peludo, com três braços, duas cabeças e babava-se, por Nosso Senhor Jesus Cristo, ámen.
Ponhamos as coisas nestes termos, ricos: enchi. Saturei. Transbordei de enfado, bocejei.
Não há mesmo pontinha de pachorra nenhuma, como saberiam, se fosse verdade que me conhecem.
Posto isto, quem quiser mesmo muito ver o fenómeno ao vivo, no seu habitat natural, sabe onde me encontrar. O que não faltam, espalhadas para aí, são referências e coordenadas geográficas. Cá estou, para quem quiser conferir.
Saravah. Continuem a divertir-se muito. Eu garanto que farei o mesmo.
Tá declarado oficialmente o óbito, a hora certa é que é difícil precisar.

Mar

27.4.06

Post Prévio

porque, mesmo nos fins, há sempre o gozo que nos dá fazer o que apetece. E, a mim, sempre deu, garanto-vos.

Cabeças No Ar - A Seita Tem Um Radar
by Vários


No meio dos amigos, aprende-se muito mais;
Do que em todos os manuais, histórias de fazer corar;
Coisas da vida reais, que nos querem ocultar
Quando os dias incertos, franzem o seu sobre-olho
E ate os céus mais abertos, nos correm o seu forrolho
Quem é que não nos enjeita,
só a seita, so a seita

Refrão
A seita tem um radar, que apanha tudo no ar,
Na seita não ha papão, tudo tem explicação

No meio das amigas, aprende-se ainda mais
Vai- se mais longe que os sonhos e que a imaginação
As ciencias naturais, cabem na palma da mão

Refrão
A seita tem um radar, que apanha tudo no ar,
Na seita não ha papão, tudo tem explicação


E ei-los, enfim, todos juntos, saltitando alegremente de nenúfar em nenúfar...

20.4.06

Post it

escrita da vida



Todos os dias há posts a ser escritos, a cada minuto, lá fora.

19.4.06

E, afinal

por detrásaqui

o segredo é deixar os pés pendurados, como uma criança ao sabor do vagar do tempo, enquanto se fazem juras aos deuses:
Serei uma mulher melhor, prometo que não me excedo, estou decidida a mudar.
Sim, também darei a outra face.

E, afinal, a vida é tão simples como os seixos que brilham no leito da enseada. Mas nós insistimos em passá-la a tentar decifrar mistérios inexistentes.

Quando eu estiver de novo na categoria de pó, quero que quem me ame na altura pegue em mim e caminhe até ao fim do pontão.
Depois, numa moldura de malmequeres e giestas, faça do meu corpo oferenda às águas.
É aí que quero guardar o meu lugar.
Estes - lugares - que ocupo provisoriamente, limito-me a saboreá-los sempre que o olfacto desperta e a luz me enche a retina e o coração.

18.4.06

São

ao cheiro.jpg

uns bichos sui generis, estes.
Com algum porte, ou "cabedal", o seu arcaboiço até faria prever alguma força, luta renhida com a presa de eleição, o exercício da caça na sua verdadeira acepção, vitória no final, por entre penas perdidas mas, ainda assim, o gozo da conquista.
Mas não.
Idiotas e cobardes dentro daquele corpanzil e muita garganta, optam pela espera.
E é vê-los, soturnos e agoirentos a assistir aos estertores do que lhes pareça vagamente comestível.
Com paciência, criando água no bico, até que pressentem a carcaça tombada. É aqui que se lançam sobre ela, na avidez de conseguir um bom pedaço. Mesmo que já em avançado estado de decomposição. Depois de outros terem disfrutado da vida e da alegria, do calor e do amor daquele cadáver. A estes bicharocos, chegam-lhes os restos mortais.

É que eles comem tudo, eles comem mesmo tudo.