31.7.04

Confissões

Já sabem onde hão-de ir quando pensamentos pecaminosos vos assaltarem, irmãos, o
nosso bem-amado Frei Tomás , espera-os para aplicar a penitenciazinha da praxe. (o que, aliás é o seu desporto favorito, isto é, quando não está a instruir as noviças nas artes da oração...)

Considerações ensonadas

sobre férias longe de vícios (leia-se: internet em geral e blogues em particular...)

1. Conseguimos sobreviver.
2. O Síndroma de Privação pode atingir níveis difíceis de suportar.
3. Nessas alturas o melhor a fazer é encontrar uma terapia de substituição, nomeadamente: beber umas caipirinhas, mergulhar e aguentar sem respirar até começar a ver luzinhas de todas as cores e deixar de conseguir pensar. Não pensando não conseguimos lembrar-nos do blog, f**** alarvemente (sic Cat100nada), apaixonar-se, levar uma marretada e perder os sentidos.
4. Depois dos primeiros dias o Síndroma atinge níveis mais toleráveis.
5. As recaídas devem ser tratadas da mesma forma que em 3.
6. À semelhança dos outros vícios, quando se retoma após o regresso de férias, os níveis de necessidade disparam para o dobro.

No blog

Santa Cita , este post.
Para que não esqueçamos.


Pequeno post fútil

Gosto mesmo muito de ficar com o cabelo cheio de reflexos loiros, depois de alguns dias de água do mar e sol...

Ai miguinha lili onde andarás tu, no mínimo em Saint-Tropez?? E nós aqui a precisarmos de tantos conselhos de beleza pós-férias...

30.7.04

Depois de

já ter lavado alguma roupa e actualizado meia dúzia de blogues favoritos, entre uma garfada e outra, sou chamada à terra por alguém que grita em off se pode levar mais uns action man para dentro da banheira...

Hello...

...is there anybody outhere?

Cheguei agora e vim só anunciar o facto, porque tenho uma cambada de tralha para desemalar e máquinas para pôr a lavar e crianças para dar banhos e alimentar...mas estava cheia de saudades!!!!!

Regresso daqui a pouco com novidades das mini-férias...(acho que esta noite vamos ter serão, com tanto blog para pôr em dia...)

24.7.04

Decisão

de última hora:
Vou-me embora para a praia! Não há quem aguente, o termómetro ali na varanda marcou 45º, acham que se admite??

Vou e tá decidido.
Buáááááááá...........uma semana sem blog.................cybercafés existem no Algarve, não é?

Amigos, a separação é difícil mas o desejo de mar é mais forte...até Sexta.

Não estou cá

Hoje a minha existência resume-se a isto

23.7.04

Devo ser

mesmo anormal, eu.
Olho pela janela da varanda para espreitar os miúdos, que brincam nas traseiras, e a esplanada, que dá para um enorme parque relvado está absolutamente cheia de gente. Casais sózinhos, casais com os filhos, mesas com dois casais, mesas juntas para dar espaço de se sentarem três casais, mesas com grupos de mulheres em animada cavaqueira. E eu aqui. A ouvir Carlos Paredes e a olhar aquela foto deslumbrante com olhos marejados de mar...
E, se estivesse lá, também não estaria em nenhuma daquelas mesas. Cumprimentá-los-ia a quase todos, diria duas ou três frases de circunstância a um ou dois que conheço melhor, duas larachas, sorriria muito (sim, sou simpática pensam o quê??) e sentar-me-ia sózinha. Ou sózinha com a minha filha. Ou sózinha com os meus dois filhos.
Decididamente, sou mesmo anormal.

Estou

neura.
Está bem?
Ninguém comentou o meu post inspiradíssimo de ontem, por isso não falo mais com vocêzes todos. Humpffff.(e vou beber caipirinha para afogar as mágoas.)

22.7.04

A espera

- Não estou preparado - declarou ele, desviando o seu dourado olhar cor de mel.
Não desvendem ainda os segredos da caixa de Pandora.  Não a abram, que a luz nacarada que dela sair poderá cegar-me. Os palácios de janelas em chamas, as arcas cheias de pedrarias, o doce odor dos nardos, o âmbar puro e cristalino com o universo dentro, preso, eterno. Não, não me mostrem o segredo da imortalidade, não estou preparado.
 
- Não estou preparado - disse, quando ela o beijou com a sua boca carnuda, carmim, perfumada de framboesa e jasmim. Não me abraces com esse veludo que é a tua pele sobre a minha pele. Não quero saber do bater do teu coração, louco, sobre o meu peito, das nossas mãos entrelaçadas, dos pássaros em voo enlouquecido e livre, das estrelas do mar, do pó de ouro no horizonte ao entardecer, não estou preparado.
 
- Não estou preparado - gritou durante os dias e noites e noites e mais dias de uma vida em que nunca soube o que era deixar o espírito vogar livre, sobre montanhas de alvos picos, entrar em cavernas húmidas cobertas do musgo que cresce na penumbra, descer por límpidas cascatas de cristal fresco, rebolar em campos verdes salpicados de minúsculas flores raras, conversar com os duendes e os seres mágicos das florestas encantadas, perdidas na bruma. 
O espírito fora do corpo, a flutuar sem peso, como um tecido feito da mais fina e transparente teia de aranha, todas as gavetas da alma abertas, escancaradas, sem segredos, não estou preparado.
 
- Não, não estou preparado - pensou, no último dia da sua vida, no instante em que a luz se fazia escuridão aos poucos e o doce abismo da inexistência o sugava para o fundo, mais fundo, cada vez mais fundo, sem dar luta...
Não estou preparado.

Hoje

Estive aqui e descobri isto:

O que acontecerá se te amar para sempre?

A eternidade, disseste.


E gostei.

Com esta

é que ela mostrou tudo o que vale.
Ufff, tipo soco no estômago Du .
A sério. Tá lindo.

A imagem

Lá de cima mudou.

Esqueçam o que estava aqui antes...

Mas quem é que manda

a malta, uns pindéricos funcionários públicos, de classe média (e vá lá, vá lá, muita sorte...), andar a aproveitar as horas de tomar cafézinho numa esplanada, que deveriam ser de puro relaxamento, para passar os olhos distraídamente sobre revistas de viagens e deparar-se com isto! para  ficar logo c'uma neura daquelas das antigas, porque não se tem dinheiro para mandar cantar um cego e estes gajos andam por aqui, a fazer massagens tai em spas paradisíacos à beira-mar? Não é justo, não não é (Calimero dixit e eu subscrevo).





21.7.04

Vegetarianices...

 
Bifes de seitan...legumes gratinados...mnhammm...copo enorme de sumo multivitaminado de mistura de frutos....zzzzzzzzzzzzzzzz.....som de fundo de música dos Andes ou Tibete, relaxantessssssszszzzzzzzzzzzzz..........aquele restaurante faz-me bem à alma....

And now

 
para algo completamente novo....vou mas é "dromir" q'isto já não tá a bater muito certo...

Mas

Como é que esta cena funciona???
 
Pois...parece que é assim, mas porque raios não no "títalo"????
 
(para além de dar um trabalhão do caraças, livra!)

20.7.04

Lições

Que nos ensinam e que aprendemos. Ou apreendemos.
Bastam palavras simples, poucas mas com um ingrediente essencial: franqueza.
E lá damos por nós a ter que concordar com o que nos é dito, apesar de, na prática, fazermos exactamente o oposto...vicissitudes de ser humano, cheio de defeitos de fabrico na origem (leia-se a história da maçã e da serpente e fácilmente se compreenderá que nós, descendendo de uma coisa daquelas, não poderíamos nunca ser perfeitos...tsss, tsss).
Enfim, o que eu queria dizer é que hoje aprendi uma lição importante que é aprender a deixar seguir o rumo natural das coisas. Sem pressões, sem "stresses", foi o que ouvi. E tudo, sempre, acaba por se resolver (esta já é da minha lavra...)
A verdade é que ser impulsiva e precipitada com'ó caraças (ver post anterior) não ajuda muito a pôr isto em prática...Mas não tenho, agora, dúvidas que é a visão correcta da vida, esta: deixá-la correr, ver onde ela nos leva, tal como a água de um rio.
É sempre altura de aprender.

E se fizeres uma asneira

...isso é Impulse. Não, não era isto. Era dizer que os impulsos são bons para fazer andar o mundo mas quando se trata de nós fazermos algo que nos apeteceu muito, por impulso, o que vem depois é horas de insónia a pensar se afinal deveria ter feito ou não.
Exploram-se todas as ínfimas possibilidades de consequências várias que o nosso acto poderá trazer. E agoniamo-nos horas sem fim até termos o feedback daquilo que fizémos, por impulso...o pior é se o feedback não se encontra à mão de semear.
Sempre fui assim, impulsiva, precipitada. Em tudo. Ajo por instito e a razão só vem ao de cima muito depois. E o meu mundo tem mesmo andado assim, sempre para a frente. O certo é que, até hoje, nestes anos todos de "jogar de cabeça" não houve muitas coisas de que me arrependesse ou que tivessem corrido mal (bem, sou capaz de me lembrar de umas quantas...adiante) mas a incerteza de ter agido bem mata-me e sempre me matou. Já devia ter aprendido, mas não...

Raio

do coiso, blogger, rai'queoparta, charenga, que não há meio de conseguir que a foto apareça e tão linda que ela é!
Não consigo, a miserável da foto está colocada na página, o url está correcto e não funciona!! Mas eu venço, já disse isto uma vez e venci, não foi?(lembrem-se, vão lá abaixo, às catacumbas do espelho ver onde está a publicidade do blogger, vão, ehehehehe(riso sádico e tenebroso)para ver se venci ou não).
Aceitam-se ainda achegas de alguma alma caridosa que por aqui passe e que saiba como colocar nos blogs fotos tiradas por nós próprios e alojadas em páginas da net e que não aparecem! Grrrr.....

O meu mal deve ser sono...mas qu'ódio de foto que não m'aparece!

18.7.04

Mar ou Céu?



Difícil de diferenciar...o resultado de um passeio de Domingo, final de uma tarde de Verão. No rádio Norah Jones bem alto e na face e nos cabelos as carícias do vento.
A qualidade da foto, tirada com o telemóvel, não é das melhores mas que importa isso se posso trazer para aqui um bocadinho daquele céu em que as nuvens poderiam muito bem ser espuma das ondas do Mar?

Reflexões

Acho que aprendi a não me empolgar demais com coisas que, antigamente, me faziam vibrar e ficar com um brilhozinho nos olhos...
Há muito tempo que tento não valorizar demasiado alguma coisa bonita que me aconteça e sei que o faço por medo de que o "castelo no ar" me caia em cima. Têm caído tantos, que as mossas e nódoas negras dão-me uma espécie de reflexo condicionado, tipo cão do Pavlov, de bloquear todos os sentimentos de euforia que algo me poderia provocar em condições normais. Leia-se, há uns 10 anos atrás...
Assim, vejo-me a ficar moderadamente contente por qualquer situação que, noutra altura, long time ago, me levaria a flutuar de felicidade.
E isto entristece-me.
Uma pessoa sentir-se impotente afectivamente, por medo de se magoar é uma merda. Assim como uma espécie de dieta obrigada em que tudo o que se come não pode levar sal e, por isso, não tem qualquer sabor.
Não gosto de viver assim. Mas a vida tem-me ensinado que a utopia não é alcançável...tal como a linha do horizonte. E caminhar só por caminhar, às tantas, cansa...


17.7.04

O Amor

Não depende da beleza física mas daquela que vem da alma.
Bonita lição para os meninos que hoje sairam do cinema com os olhos cheios de estrelas e bolas de sabão.

As mães dos meninos já sabiam mas não se importaram de relembrar.

16.7.04

Ainda (e sempre) Sophia

- Sabes - dizia Florinda ao Rapaz de Bronze - em frente da minha janela há uma tília. E no Verão, quando durmo com a janela aberta, antes de adormecer olho para a tília e vejo as folhas da tília a dançar, vejo-as fazer sinais umas às outras e oiço-as conversas, e oiço um murmúrio de segredos. E de dia conto isto às pessoas. Mas todos dizem: - as folhas não conversam nem fazem sinais. É o vento que faz mexer as folhas.
- Florinda - disse o Rapaz de Bronze - vou-te ensinar um grande segredo: quando tu vires uma coisa acredita nela, mesmo que todos te digam que não é verdade.
 
Sophia de Mello Breyner Andresen, O Rapaz de Bronze 








15.7.04

Cuntinua

a não me apetecer fazer nada de jeito. Nem aqui nem fora daqui.
E aquela imagem ali em cima é de uma floresta encantada onde a luz do sol vem reflectir-se nas folhas caídas no chão e em alguma poça de água e há uma Duende ou elfo, ou fada, encostada ao tronco da árvore a admirar essa mensagem de luz, mas não se vê nada disto, porque não sei como raio pôr aquilo um pouco maior...

14.7.04

Anda-me cá a dar umas vontades

de mudar algo...

Tá muito calor

para actualizar o blog.
Vou mas é a banhos, regresso quando estiverem menos de 35º.

13.7.04

Gosto

do cheiro do linho lavado.
Trouxe para casa um pano antigo, com mais de 100 anos, de linho com letras bordadas, uma data e duas iniciais.
Depois de lavado ficou um pouco mais fino mas o cheiro leva-me 100 anos atrás no tempo, a quem o teve nas mãos e bordou pacientemente aqueles símbolos.
O cheiro fresco a sabão que as fibras desprendem faz com que imagine uma história de amor, uma paixão impossível, vivida em sobressalto pela dama do lenço, no varandim de sua casa, à espera da hora exacta em que o amado passava por debaixo dele, do ruído dos cascos do cavalo no empedrado do pavimento.
Por detrás da fímbria da cortina ei-la que suspira, o seu colo estremece e ruboriza, à fugaz visão do porte do cavaleiro. Ele lança um olhar à janela, um subtil e brevíssimo aceno de cabeça e segue caminho, confiante que o bilhete que enviou pela aia terá chegado ás mãos da sua dama.
O lenço no varandim é o sinal.
Ele vira-se, o olhar vislumbra o branco que esvoça, como uma asa de ave em busca de liberdade, e sorri.
Nessa noite, ao bater das 12 badaladas, ela será sua.

Tenho o lenço à minha frente. Será que ele serviu tão nobre missão?

12.7.04

Às tantas

um gajo começa a pensar, afinal, para que é que tem esta treta de canto na net.
Principalmente quando o tempo que se deveria ter para dedicar a isto passa a ser gasto noutras coisas interessantes, tais como ver teatro, espectáculos, beber umas imperiais numa esplanada, em suma "socializar" ao vivo e não virtualmente.
Chega-se a casa depois do exercício referido e, seja das cervejas, seja do cansaço acumulado o que a malta quer é afundar na cama e apagar até ao dia seguinte.
Depois o bichinho...insidioso o gajo, começa a roer, a roer e a cama de repente a estar demasiado quente, fria, desmanchada, seja o que fôr, para nos obrigar a levantar. Já que estamos levantados, deixa lá ir ver se alguém comentou alguma coisa...uma mão lava a outra e cá está a gente, a abrir o blogger só para dizer boa-noite. E assim se passa um dia atrás do outro. Sempre pingando qualquer coisinha na página em branco...
Mas depois ninguém comentou...será porquê? Já não me visitam? Fartaram-se deste espelho e descobriram outros reflexos com mais brilho (também não admira, p'rás porcarias que tenho aqui posto...)?? De repente penso se valerá a pena ter isto quase só para mim. E sem tempo para ter algo com sentido ainda por cima.
Acho que estou numa crise de existencialismo bloguístico...

11.7.04

O poço

de água fria

A propósito

de comentar no blog do "velhote", a lembrança que ele me trouxe do Largo, do Manuel da Fonseca, não posso deixar de imortalizar também aqui no meu canto este poema que me toca o coração por me lembrar tantos sítios parecidos com o que descreve...

"Aldeia"

Nove casas,
duas ruas,

ao meio das ruas
um largo,

ao meio do largo
um poço de água fria.

Tudo isto tão parado
e o céu tão baixo

que quando alguém grita para longe
um nome familiar

se assustam pombos bravos
e acordam ecos de descampado

Prefácio

de Jorge de Sena, em 1970 ao livro do Eugénio As Mãos e os Frutos:

(...)
"Uma poesia nem alegre nem triste, nem apaixonada nem fria, nem próxima nem distante, nem confessional nem reticente, nem intelectual nem sentimental, nem pura nem impura - em versos musicais, fluidos e firmes, a que a rima dá por vezes, menos que a pontuação do canto, a marcação da dança, uma poesia do ser e do amar, entre a carne e o espírito, lá onde as almas não existam para torturar-se e os corpos não saibam o que seja trairem-se."(...)


"As mãos e os frutos...as mãos que se estendem, que tocam, que acariciam...Os frutos que, maduros, tombam e se entregam...Não as mãos que suplicam, ou que receiam ou desistem. Não "os frutos de sombra sem sabor", como o poeta diz. Mas as mãos e os frutos do poeta que, aos vinte e cinco anos, podia serenamente dizer:

Se vens à minha procura
eu aqui estou. Toma-me, noite,
sem sombra de amargura,
consciente do que dou"

10.7.04

Só espero

Que a Luisa não se zangue mas eu tenho que transcrever para aqui este post dela porque era exactamente o que eu queria ter escrito.

quero-te. acho que te quero. e não é de agora, é de antes de te conhecer. por isso não sei se te quero. se quero uma pessoa que não existe. existe? não sei. não sei se quero uma noite, se um dia, se uma vida, se parte da vida. se cinco minutos. não quero saber o que quero. mas quero qualquer coisa. para perceber o que quero. e quero sentir-te antes de te ter. uma palavra. um beijo. um toque. um nada. não te quero sem sentir que me queres. que queres qualquer coisa, nem que cinco minutos, de mim.

Lindíssimo e verdadeiro. Porque será que as pessoas complicam??

Há áreas

da sociedade em que as pessoas deviam ser obrigadas a ser isentas, sérias e honestas.
A política é uma delas.
Quem tem ao seu dispôr(e somos todos nós, cidadãos)a possibilidade de se tornar responsável pelo desenvolvimento de uma terra (que pode ser uma aldeia, cidade ou país), devia ser formado para criar um sentido ético que o impedisse de aldrabar, ter ambição pessoal, ser desonesto, oportunista.
Deviam ser criadas escolas onde os fututros candidatos a políticos estudariam e prestariam provas que eliminassem todos os que não tivessem o perfil para o desmpenho do cargo.
Afinal, a mesma selecção que é feita para quem quer ser médico ou ter outra profissão altamente especializada.
A política deveria ser considerada uma profissão altamente especializada. E, em consonância, os cursos teriam a duração que se entendesse necessária para incutir nessas pessoas os sentidos da solidariedade, do respeito, da preocupação em dar sempre o seu melhor, da idoneidade.
Só depois de aptos, formados e aprovados, estes candidatos se candidatariam. Mas independentemente da força política que representassem, agiriam sempre segundo os princípios para oas quais tinham sido formados.(sim, se fosse necessário fazer uma lavagem ao cérebro para tornar as pessoas honestas, qual era o mal??)
Gerir uma autarquia ou um país é uma tarefa de uma enorme responsabilidade mas altamente gratificante. Saber que se contribuiu para que nascesse algo em locais onde nada havia,passar anos mais tarde por um sítio e admirar, ali, algo feito por nós, torna-nos melhores como pessoas.
Não se admite que haja gajos que venham dar cabo disto tudo.

9.7.04

Hoje

é este.
Todo o dia
E mais o nó no estômago.

8.7.04

Não sei de ti.

E penso se não terei eu sido a única culpada.
Se calhar pensas o mesmo, tu, pela tua parte. Mas porque não partilhamos estes pensamentos continuamos assim, sem saber um do outro.
Não sei se dormes, ou trabalhas, frente a uma folha branca de papel, ouvindo "haja o que houver". Não sei se te sentes repousado e sereno e beijas quem a teu lado se aconchega melhor junto a ti, porque a noite arrefeceu...não sou eu, por isso não sei.
Não sei se pensas em mim. Ou se apenas te passo pela lembrança, fugazmente, entre mil pensamentos.
E queria tanto saber que, no teu estômago o nó que sinto no meu te afecta a ti, que os teus dedos percorrem outra pele imaginando que é a minha, que a urgência que tenho de te beijar os olhos e passar suavemente a minha face no teu cabelo, te consome como a mim...e não sei.
Mas sei que um dia saberei.

Não tenho

sono...
Pois...mau quando esta cena acontece, a sorte ainda é a malta ter um blog e poder vir aqui despejar dislates em noites como a de hoje...também é para isso que temos os blogs, ou não?
E quem não gostar, olhe ponha na borda do prato e adiante, corações ao alto (esta anda aqui a moer-me o juizo desde o raio da final...)
Dizia eu que não tenho sono, ouvi hoje uma música que me deixou a pensar..."Haja o que houver" dos Madredeus, e quando a gente fica a pensar e ainda por cima em noites em que não tem sono é um problema...cena chata esta...não me sai da cabeça, haja o que houver. E ouvi um programa de rádio onde passou a dita música. E onde foi lido o poema da Sophia que eu precisamente tinha escolhido no dia em que ela partiu e que se chama "a hora da despedida". Chato isto. Uma pessoa fica a matutar nestas coisas e depois não tem sono. E o diabo da outra com o "Não há coincidências" , que é light e que depois um gajo não pode usar aqui a frase porque é pires, poupem-me, alguma vez lia aquilo que a gaja escreve? Mas só me vem á cabeça o raio da frase...
Será que não há mesmo?
Coincidências?
E depois assisti a uma peça de teatro fantástica, com uma actriz simplesmente espantosa e a única coisa que não me saía da cabeça enquanto a ouvia e o vento me batia no rosto e desmanchava os cabelos e transportava o meu perfume para o olfacto de quem me rodeava era, haja o que houver...

Btw, não liguem, deve ser do sono..ah, não tinha?? pois mas agora já tenho e não digo coisa com coisa. E quando tenho sono tenho mau-feitio. Boa noite.


7.7.04

Poema sem título

mas que, para mim, simboliza a magia da escrita, das palavras, da proximidade que elas nos proporcionam, a nós e a quem nos lê.



Nos teus dedos nasceram horizontes
e aves verdes vieram desvairadas
beber neles julgando serem fontes


Eugénio de Andrade, in As Mãos e os Frutos

6.7.04

Er....

...pois....glup....é mesmo algo no pc lá de casa, aqui as letras estão normais...
Eu sei que é uma vergonha estar para aqui a admitir que não percebo nada disto e párem já de gozar, óviram!??
Mas o facto é que não mexi em nada e aquilo de repente aumentou (não, os miudos também não mexeram...quer dizer, pelo menos eles garantem que não...).
Que diabo??...Não é que esteja ,muito chateada, até se vê melhor, prontes!

5.7.04

Será

dos meus olhos (estarão em bico com a necessidade de concentração para aceitar o 2º lugar de ontem?...Bah....), ou o Blogger decidiu presentear-nos com um significativo aumento do tamanho das letras nos nossos blogues????

4.7.04

Não!!!!

Não, não era desse lado! Porra que uma gaja tem que explicar tudo!
O NOSSO golo. Era, quando vem o nosso golo!

Vá lá a ver se metem a cabeça no lugar (neste caso, os pés, bom mas a cabeça também pode ser, dede que metam golo, caneco!!!!!!)

Mas

O raio do Blogger tá mesmo passado!
Não consigo fazer publish porquê??? Hein??
Será nervoso da final?
Rai's partam!

Btw: parece que já consegui....

E o golo???? Quando vem o golo?????

E agora

Corações ao alto, que é hora de irmos ganhar o campeonato!


Tornar a vida mais leve

É o tema de capa de uma revista de fim-de-semana.
Fico a pensar que é disso mesmo que preciso. Aligeirar a vida, os sonhos, as mágoas e os desejos que não se concretizam.
Aligeirar, para não vergar sob tanto peso.

3.7.04

A força

Que me deu este, que se transformou no meu poema favorito de entre todos os que adoro, foi tão sómente a de continuar em frente, quando o mundo parecia ruir à minha volta.
E por isso lhe estarei sempre grata.
A ela, à Sophia.

Apesar das ruínas e da morte
Em que sempre terminou cada ilusão
A força dos meus sonhos é tão forte
Que de tudo renasce a exaltação

E nunca
As minhas mãos ficam vazias

Sophia

Disse, como só ela o saberia fazer, que

A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.


Chegou hoje de tarde, para ela, essa hora.
Fica em nós a candura dos seus poemas, a forma como viu a vida, o mar, o amor.
Até sempre, Sophia.

2.7.04

"Isto vai meus amigos, isto vai"

Um passo atrás são sempre dois em frente,
dizia o Ary, enquanto que comigo é ao contrário; Um em frente e logo a seguir dois ou três para trás.
Chama-se "estar à defesa" (coincidência, um termo futebolístico...) e não consigo evitar.

1.7.04

Cá no fundo

bem cá no fundo, eu tinha fé nesta vitória.
Algo me dizia que, com o jogo que tivemos com a Inglaterra, este ia ser canja.
Não foi, própriamente. Os holandeses estiveram muito mais no ataque e com o domínio da bola amaior parte do tempo.
Mas os "nossos" meninos ganharam. E mereceram, mesmo assim, ganhar.(meu Deus, estou a comentar Futebol!!) Temos um bela Selecção!

Lá fora a festa continua. Aqui e ali ouve-se uma buzina, alguém passa a gritar PORTUGAL, grupos de adolescentes em magote, cobertos de bandeiras e cachecóis, andam para lá e para cá entre gritos e risos.

Eu, aqui, ouço-os com serenidade. Uma sensação estranha de dever cumprido. De que, afinal, temos algo para mostrar aos outros todos, valemos mais que eles, pelo menos numa coisa. E se fôr na bola, então que seja, como já disse antes.
É que sabe bem sentir orgulho de ser deste país, ao menos por uma vez nestes últimos tempos conturbados...