11.7.04

A propósito

de comentar no blog do "velhote", a lembrança que ele me trouxe do Largo, do Manuel da Fonseca, não posso deixar de imortalizar também aqui no meu canto este poema que me toca o coração por me lembrar tantos sítios parecidos com o que descreve...

"Aldeia"

Nove casas,
duas ruas,

ao meio das ruas
um largo,

ao meio do largo
um poço de água fria.

Tudo isto tão parado
e o céu tão baixo

que quando alguém grita para longe
um nome familiar

se assustam pombos bravos
e acordam ecos de descampado

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