Acho que aprendi a não me empolgar demais com coisas que, antigamente, me faziam vibrar e ficar com um brilhozinho nos olhos...
Há muito tempo que tento não valorizar demasiado alguma coisa bonita que me aconteça e sei que o faço por medo de que o "castelo no ar" me caia em cima. Têm caído tantos, que as mossas e nódoas negras dão-me uma espécie de reflexo condicionado, tipo cão do Pavlov, de bloquear todos os sentimentos de euforia que algo me poderia provocar em condições normais. Leia-se, há uns 10 anos atrás...
Assim, vejo-me a ficar moderadamente contente por qualquer situação que, noutra altura, long time ago, me levaria a flutuar de felicidade.
E isto entristece-me.
Uma pessoa sentir-se impotente afectivamente, por medo de se magoar é uma merda. Assim como uma espécie de dieta obrigada em que tudo o que se come não pode levar sal e, por isso, não tem qualquer sabor.
Não gosto de viver assim. Mas a vida tem-me ensinado que a utopia não é alcançável...tal como a linha do horizonte. E caminhar só por caminhar, às tantas, cansa...
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