23.7.04

Devo ser

mesmo anormal, eu.
Olho pela janela da varanda para espreitar os miúdos, que brincam nas traseiras, e a esplanada, que dá para um enorme parque relvado está absolutamente cheia de gente. Casais sózinhos, casais com os filhos, mesas com dois casais, mesas juntas para dar espaço de se sentarem três casais, mesas com grupos de mulheres em animada cavaqueira. E eu aqui. A ouvir Carlos Paredes e a olhar aquela foto deslumbrante com olhos marejados de mar...
E, se estivesse lá, também não estaria em nenhuma daquelas mesas. Cumprimentá-los-ia a quase todos, diria duas ou três frases de circunstância a um ou dois que conheço melhor, duas larachas, sorriria muito (sim, sou simpática pensam o quê??) e sentar-me-ia sózinha. Ou sózinha com a minha filha. Ou sózinha com os meus dois filhos.
Decididamente, sou mesmo anormal.

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