31.5.04

Curioso

Isto das coincidências.
Acabei de escrever o post anterior, fui aos favoritos para ver se descubro um site que guardei para quando precisasse de mudar a foto lá de cima, o que é o caso, pois sei que há pessoas que vêem o blog com uma lista cinzenta ao lado da foto (o que, diga-se de passagem, é inadmissível depois do trabalhão que eu tive, mas adiante...) e, à primeira, vou dar com esta foto e a seguinte legenda:

Beyond the Circle

circling circling circling round
the sea is the sky is the sun is the ground
and the circle within and the circle unseen
where the unknown is known and the future has been



Tirada daqui .

Atentem bem na frase-the sea is the sky is the sun is the ground.
Eu tinha acabado de falar em ciclos...

É incrível

O grau de relatividade das coisas.
Estava aqui a pensar como tudo se relativiza quando temos um filho doente.
Mesmo que seja uma simples dor de barriga. O mundo passa a girar em torno deles e do que sentem e, aquilo que sentíamos e pensávamos nós próprios, segundos atrás, esfuma-se por completo.
Até que eles fiquem bem de novo...depois, tudo recomeça, como num ciclo, seja ele qual fôr, o da água ou o da vida, mais ou menos vicioso, viciado.
Vou fazer um cházinho à minha pirralha.

Só me apetece

Escrever m***** pseudo-profundo-filosóficas sobre o sentido da vida e como vocês não têm que aturar isto, vou ali dar uma volta até que me passe e já volto.

30.5.04

Cartoons...

Descobri, o que pensa o Luis Afonso sobre o grande problema que nos afecta a todos: o seteréssi!...;-)

Domingo de compras

ou de como viver uma odisseia num hipermercado da cidade...

Estacionando o carro e saindo,
-Olá! :-)

Um metro depois,
-Como está? :-)

Mais quatro passos,
-Então, tudo bem ? :-)

Entrando,
-Olá, gosto em vê-lo!
(desta vez a coisa complica-se...)
-Tá boa? E os miúdos?
-Tudo bem e a L.?
-Porreira, olhe lá ainda bem que a vejo...(mau sinal...)

Três assuntos de trabalho discutidos e meia hora depois, entrando no corredor das frutas,
-Boa tarde! :-(

De cabeça baixa, olhando fixamente o chão consigo atingir o patamar dos enchidos, ao tirar a senha,
-Olha! Então que tal vai isso? :-((
(de novo problemático, enquanto espero vez...)
-Então, já sabes da M.?
-Não...
-Parece que saiu de casa.
-A sério!? (olhando disfarçadamente o painel dos números...)
-Sim, olha o marido...and so on....
-Duzentas gramas de fiambre, por favor.
-...e depois de o ter visto....and so on
-Obrigado. Olha tenho que ir, os miudos...

Tentando esconder-me por detrás do carrinho das compras, com a cabeça quase enfiada dentro do dito, passo incólume pelo leite, pão, águas e sumos, quase conseguindo atingir a caixa mais próxima,

-Então, há quanto tempo! Que tem feito??
-Eu, nada, trabalho, compras...:((((
-Olhe eu tenho estado doente...and so on...
Tentando guardar as compras nos sacos,
-...e o meu marido com aquele problema...and so on...
Pagando,
-...e a minha F. que não arranja emprego...and so on...
-Olhe adeuzinho, é uma chatice pois é, que se há-de fazer...

Pilotando o carrinho numa velocidade turbo até ao estacionamento, depois de atirar rápidamente tudo ao molho para a mala, na devolução do carrinho, novamente,
-Então, já está? (pergunta retórica visto que, o arrumar do carrinho assim o indicava...)
-Sim, sim, olhe tenho aqui uma chamada, desculpe...

Duas horas e meia depois da odisseia, a salvo dentro do carro, a praguejar para descomprimir, imaginando-me a carregar as compras até ao 2º andar e, com um pouco de sorte, não encontrar TODOS os vizinhos a sair ou entrar do prédio nesse preciso momento.

Post it neste blog e na porta do frigorífico:
Nunca ir às compras, numa cidade pequena, ao Domingo!!!

29.5.04

Tempo

Durante todo o dia de hoje, obsessivamente, uma letra de canção não me tem saído da cabeça

O tempo que me foge a sete pés
O tempo que, no fim, não vale nada


como se, numa estranha premonição, me parecesse que me faltará o tempo para fazer tudo o que gostaria de fazer.
Tempo para tomar o pequeno almoço numa esplanada de Paris ou admirar o Danúbio em Praga.
Jamais terei tempo para apreciar as Pirâmides no Cairo, já para não falar de percorrer África e apaixonar-me por ela como todos aqueles que por lá passam.
Ou passear na Praça Vermelha, de gorro de peles enfiado na cabeça. Ou descer o Amazonas numa piroga de índio.

Deveria falar em dinheiro? Sem dúvida que sim. Mas o que me escapa é o tempo.
O tempo de uma vida, que é tão curto que, mal dá para concretizar as coisas mínimas que é suposto um ser humano fazer...e que por vezes se esgota abruptamente, à traição, antes do prazo marcado.
Precisaria de três quatro vidas. Ou sete, como os gatos.

Talvez nesse tempo todo pudesse encontrar a fórmula que tornaria reais todos os meus sonhos...


Sol

Saúde, trabalho à brava.
Poderia ser um qualquer slogan publicitário.
Serviria para anunciar desde detergentes que "lavam mais branco" com a roupa a brilhar ao sol, até um destino turístico paradisíaco, onde se chegaria depois de ter tido muito trabalho(e com saúde, claro).

Mas não é.
É apenas o meu dia de hoje.

28.5.04

Pedagogia

No supermercado:

-Quero ali aquele corrector.
-Porque é que tem que ser o mais caro?
-Porque é igual ao do M.
-Desculpa, mas não tens que ter tudo igual ao M. e a mãe não tem dinheiro para esbanjar, levas ali aquele que é metade do preço.

Em jeito de amuo, porque já não tem idade para birras:

-Já não quero nenhum!
-Ok.

Afastando-me do local, emburrado atrás, lágrima ao canto do olho, diz-me para esperar e volta a ir buscar o corrector...que eu indiquei, regressando com cara de mau...

Horas mais tarde, em casa:

-Filho, porque é que fazes aquelas coisas? Não vês que a mãe fica tão triste, por já seres crescido e seres malcriado (com voz de mimo), e blá, blá, blá...

Voando a abraçar-me:

-Ó mãe, tá bem, desculpa.

Selado com um beijo e abraço apertado no pescoço.

Ser firme, ás vezes, compensa...

Btw: Dúvida existencial, escreve-se "corrector" ou "corretor" (estes acho que são os da bolsa...)

A Du

Descobriu um site com imagens lindíssimas, que me apetecia pespegar todas aqui.
Mas como não posso, porque esta m...er... treta anda a pedal, escolhi uma pequenininha...era o meu planeta de sonho ;-)))


Depois de

Barafustar um pouco com umas quantas vítimas escolhidas ao acaso (ou nem tanto...), e de bradar aos sete ventos que deixem de me exigir mais do que eu sou capaz de dar (isto serve para tudo), e esbravejar e dar largas ao meu mau-feitio para em seguida ir pedir desculpas a toda a gente envolvida no processo, sinto-me um bocado melhor e com coragem para iniciar, de novo, a rotina de mais um fim-de-semana cheio de trabalho pela frente. Fixe!

Já perceberam a causa do mau humor?

Bolas!

Mas será que hoje não me deixam nem respirar?
Lembraram-se todos da minha humilde existência.
Nem consigo ler blogs, quanto mais escrever.
Deixem-me!

27.5.04

E

O trabalhão que isto dá?
Era preciso não ter mainada para fazer!
O que não é, em absoluto, o caso.
Vou ali e já volto. Ficas já assim que te lixas,
template obsessivo, mimado, exigente, neurótico,
teimoso!

Pois...

De experiência em experiência fui mudando fundos e imagens e agora tenho que gramar com aquela conversa da treta ali ao lado porque se lhe reduzo o tamanho, a foto do cabeçalho deixa de se ver...
Mas eu venço o gajo!
Já volto...

Momentos

Em que nada do que fazemos parece ter uma finalidade.
Em que o que fazemos resulta em algo que jamais quereríamos ter feito.
Em que não queremos fazer mais nada.
Em que nos pedem que façamos cada vez mais.
Em que esperam de nós mais, quando o que podemos dar é menos.

Momentos que queremos que passem rápidamente.
E que, pelo contrário parecem perdurar indefinidamente.

Sem que nos apeteça fazer nada para os tranformar.
Ou, mesmo que apeteça, não parece existir nada capaz de o conseguir.

Tenho alturas em que me apetecia ser mesmo mar de verdade...

26.5.04

Mais uma tentativa

Que não deu.
Vertigem, experimentei agora mesmo a tua tese e ficou tudo na mesma, vou tentar de novo a do yardbird, até loguinho...

Bem

Isto vai ter que ir mesmo por tentativas.
Fui experimentar como disse o Yardbird e, realmente, a foto ficou lindíssima, mesmo debaixo do tílulo, etc e tal.
O piqueno problema foi que fez desaparecer toda a coluna da direita...
Tive que voltar atrás, claro.
O pior é que não faço a mínima idéia de porque é que isto aconteceu, limitei-me a colar o código debaixo do título, talqualzinho está no blog do bird...

Um pouco de Sol

Para combater a obscuridade.
Muito bonita esta, obrigada Irmão Tomás.

Tou a pensar

Como colocar uma imagem por debaixo do título, como fundo...
(tive que tirar a que tinha aqui porque esta trampa demora anos a abrir...)

Quando estou assim...

Não há nada a fazer.
Começou pelo espelho, talvez se siga a cor...
Ou então um template completamente novo...
Não sei ainda. E também não tenho tempo.

Mas o desejo de mudança, em mim, é uma característica inscrita no código genético.

Em casa mudo os móveis de lugar.
A sensação de ter tudo novo com as mesmas coisas de sempre.
(se fosse uma gaija cheia de capital, imagino...).
Aqui também é a minha casa.
Faço o que me apetecer.

25.5.04

Estou p'ráqui a pensar

Que já me apetece mudar o visual do blog.Colocar uma coisa assim...mais sóbria.
Que é para verem que isto não é um blog de adolescente, todo cheio de penduricalhos, como uma árvore de Natal.
Pode ser que com uma coisa mais discreta os cuscos deixem de vir espreitar pelo buraco da fechadura, que já uma pessoa nem pode andar à vontade na sua própria casa, caraças!
Vou pensar no assunto. É só ter tempo para começar a destruir o Template (já sei que vai dar m****).

24.5.04

Vá lá

Como sou solidária para com os leitores masculinos desta humilde página e porque "tropecei" na mecita à procura da Lara Croft de quem o meu filho é super-fã, tomem lá para não dizerem que só ofereço coisas às amigas.

Pressas...

O inimigo número um da perfeição...

Mas, pensando melhor, quem é que quer ser perfeito?

Deve ser uma coisa chatérrima, a perfeição

Sapiens-demens

As Bibliotecas Públicas são um manancial inesgotável de recursos...
Encontrei o livro.
E, ao contrário do que pensava lembrar-me, o texto que me encantou e do qual retirei um excerto que acompanhava religiosamente os meus cadernos de Liceu, não era o prefácio do livro, mas sim um dos capítulos cujo nome é o título deste post.
E o texto reza assim:

...surge a face do homem, escondida pelo tranquilizador
e emoliente conceito de sapiens. É um ser duma afectividade
intensa e instável, que sorri, ri, chora, um ser
ansioso e angustiado, um ser gozador, ébrio, extático,
violento, furioso, amante, um ser invadido pelo
imaginário, um ser que conhece a morte, mas que
não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito
e a magia, um ser possuído pelos espíritos e pelos
deuses, um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras,
um ser subjectivo cujas relações com o mundo objectivo
são sempre incertas, um ser sujeito ao erro e à
vagabundagem, um ser úbrico que produz desordem.
E, como nós chamamos loucura à conjunção da ilusão,
do excesso, da instabilidade, da incerteza entre real
e imaginário, da confusão entre subjectivo e objectivo,
do erro, da desordem, somos obrigados a ver o Homo sapiens como Homo demens.


Edgar Morin, O Paradigma Perdido-a natureza humana. EA-Biblioteca Universitária

Este conceito de Homem só podia vir de um estudioso da Sociologia, da Antropologia, da Biologia.
E permanece actualíssimo, quanto a mim.

23.5.04

Olhem

Tenho andado pelo Google, há mais de uma hora, a tentar encontrar um texto lindíssimo do Edgar Morin, que prefacia o livro "O Paradigma Perdido", que li na minha juventude irreverente e era assim uma espécie de "bíblia" de cabeceira. Não tenho já o livro e achei que encontraria fácilmente na net, mas népia.
Até no site do dito cujo, encontrei de tudo e mais alguma coisa mas esse texto em concreto não. E é o mais bonito de todos eles. Fala do Homem como um ser intenso e instável, louco, sonhador e que sendo Homo Sapiens é também Homo Demens.
Não encontrei e apetece-me fazer uma birra e amuar porque queria tê-lo aqui.

Amanhã vou à biblioteca...

22.5.04

O Post Inteligente

Ou de como o vento assobia no cume da montanha...

Era uma vez o vento.
Um ente livre e brincalhão que gostava de assustar os mais incautos quando se punha a soprar por um tubo sem ser esperado, produzindo assobios que deixavam intrigados os que o ouviam pois não tinham sido eles a produzi-los e, ainda assim, eles existiam.

Mas o vento também era inteligente e sabia que, para além de soprar por tubos, era necessário que passasse pelos mares e provocar ondulação que mudava as coisas de sítio num eterno movimento dos fundos oceâncos que mantinha o equilíbrio dos ecossistemas, ou para enfunar as velas de um navio que tinha pressa de chegar a um destino longínquo.

Também sabia que as nuvens esperavam que ele as empurrasse de lugar para lugar, para que pudessem encontrar-se umas com as outras e aumentar de tamanho e dar origem a choques eléctricos que as transformariam em gotas.
Gotas de chuva essenciais à sobrevivência do Homem...(esta é para ti Gotinha ;-))).

E ainda tinha a missão de, soprando, levar consigo grãos de areia, sementes, de voo em voo, dando origem a dunas altas e a flores silvestres que nasciam nos vales férteis.

Mas o vento um dia entristeceu. Parecia que lhe faltava ainda alguma coisa muito importante...
Foi até ao cume da montanha, que era para onde ele gostava de ir quando precisava de se isolar e reflectir, naquele silêncio imponente de neves antigas que nunca derretiam e árvores altíssimas que dançavam sempre que ele por elas passava, sentou-se num rochedo e começou a pensar:
-Mas que me falta fazer?-reflectia-Já soprei por mares e dunas e campos cultivados onde fiz cair a chuva que necessitavam para que as sementes germinassem.
Já empurrei veleiros onde donzelas suspiravam por chegar depressa aoa braços do seu amado. Mas que diabo me falta?

Enquanto pensava e repensava, o vento ouviu um ruído próximo de alguém que parecia lamentar-se. Curioso, levantou-se e viu um pequeno monge (soube que era um monge pelas vestes e pela cabeça rapada, para além dos olhos em bico, claro)que chorava sentado à porta de um templo esculpido na montanha, lá mesmo no alto, onde o ar era puro e as manhãs transparentes de tanta luz.

-Que tens tu, pequeno monge?-perguntou o vento.
-É a minha obra...não funciona-retorquiu o pequeno, desconsolado.
-A tua obra?-cusco, o vento-E onde está ela?

O monge levantou-se, deu a sua pequena mão ao vento e disse-lhe que o acompanhasse ao interior do templo.
Aí, subiram a escadaria em caracol que levava ao topo, mesmo ao cimo de tudo e entraram numa sala, tão alta que até as nuvens passavam em farrapos muito abaixo dela.

-Ali-apontou o monge, choroso.

Foi então que o vento viu que, numa das paredes, não existia parede mas sim uma abertura enorme onde se econtrava instalado um estranho sistema de tubos, longos, curtos, curvos na ponta, alguns largos como condutas de água, outros tão finos que quase pareciam pertencer a um colar de alguma princesa.

-Isto é a minha obra-explicou o monge-construí-a para que pudesse alegrar-nos a vida neste templo. Para produzir um som tão puro como o canto dos anjos, mas nunca funcionou...

O vento, de súbito, percebeu o que lhe faltava para sentir que a sua vida tinha sido completa, (afinal, aquilo que ele mais gostava era de brincar com tubos!) e, deixando o pequeno monge inspirou fundo e desatou a soprar, a soprar, entrando por aquele complicado labirinto de tubos, saltitando de um para outro alegre, veloz, depois acalmando, assobiando devagar como se uma suave carícia percorresse o metal brilhante...

Dizem que, nas aldeias do sopé dessa montanha, os habitantes se quedaram mudos, pararam as tarefas que desempenhavam e escutaram, maravilhados, a mais bela música que jamais tinham ouvido.

E a partir desse dia, foi sempre assim, o vento, assobiando nos tubos.(não, não é nas gruas, esse romance é da Lídia Jorge, não tem nada a ver com este post) ;-))))

21.5.04

A ver

Se se entusiasmam e comentam chiça!
Anda tudo preguiçoso nem um comentáriozinho p´rá malta interagir...(eu interagia ali com o da foto...lá isso, ooppsss...não era para dizer, ora, agora já está)

Para todas as minhas amigas

Que lêem este blog...recebi um email (suspiro) com o título "Deus existe!
Continha esta foto entre muitas (segundo suspiro).
Ai, ai, Deus existe mas está noutro continente...

Igualdades & Diferenças

Lendo uma agenda produzida por uma Associação que trabalha com pessoas portadoras de deficiência, descobri isto:

Porque constróis essa porta
Por onde não posso passar?

Porque ergues essa escada
Se eu não a posso subir?

Porque conversas sobre coisas
Que eu não consigo entender?

Porque te cansas em discursos
Se eu não consigo escutar?

Mas se abrires aquela porta comigo
Se endireitares aquela escada comigo
Se olhares bem nos meus olhos
Se entenderes que posso ser menino
Em corpo de Homem
Se permitires que eu faça
O que sou capaz de fazer
Descobrirás

Que os nossos corações
são...iguaizinhos.

Anónimo

Serenidade

Naquele mundo de informação que é o youvegotmail descobri uma forma de obter um pouco de serenidade nesta manhã cinzenta e chuvosa.
Espreitem , vejam, mas sobretudo, ouçam...ruído de ondas em fundo de cigarras, ou vice-versa, numa composição absolutamente relaxante.

20.5.04

Conclusão

Lentes de contacto não se dão bem com alergias...

Parecida com esta...



mas menos bicuda ;-)))

Coisas que eu adoro

Pilhas de revistas de todo o género, provenientes dos jornais de fim-de-semana - Única, Pública, DNa, Notícias magazine, Grande Reportagem e outras - Visão, Máxima, Elle que vão construindo, num canto do chão da sala, uma Pirâmide de Gizé, semana após semana, à espera que eu tenha tempo de as ler a todas.
Quando tenho um bocadinho para rasgar um dos celofanes que guarda uma delas, é duplamente saboreada: pelo tempo em que ali esteve, antecipando o prazer e pela leitura final, que terminará com o seu ciclo de vida num qualquer contentor de reciclagem de papel...pequenos prazeres...

O dilema

da minha amiga Vertigem sobre se há-de ler blogs ou escrever blogs, é um problema comum a todos nós que, neste écrã nos perdemos.
Ou porque nos apetece "deitar pelas pontas dos dedos" (lembras-te?...;-) o que nos vai na alma ou, simplesmente, o que nos dá na doideira do momento, ou então porque essas mesmas pontas de dedos nos transportam por um mundo de descobertas, de pessoas, de palavras escritas de formas lindas, de emoções, de afectos.

Palavra que a minha maior pena é não conseguir chegar a todos os cantos deste mundo de gente anónima que escreve como vive.
Com simplicidade e mestria, que é apenas o que precisamos para viver.
Vou-me contentando com passeios curtos em que descubro um ou dois e me deixo maravilhar uma e outra vez.

19.5.04

Eu sei que

Não tenho escrito assim muito.
Esta vida de super-executiva, armada em Lili, mãe de família, dona de casa dá-me cabo dos nervos.

Bem mas o que vos queria contar é que hoje deu-me um vipe, larguei tudo e fui para a cabeleireira, entregar-me nas mãos duma menina para que fizesse o que lhe apetecesse ao meu cabelo, enquanto eu relaxava durante a massagem, lavagem e mais creme e mais massagem e àgua morninha de mais lavagem, bem...o paraíso, (não o único, eu sei, mas aqui não é sítio para se estar a falar de outros paraísos mais ou menos terrenos e.....adiante).
Como sabem, esta actividade é a ideal para deixar o espírito vagar e planar e pensar em tudo e em nada e fui dar por mim a pensar que realmente, tenho muita sorte! E ainda ando sempre a queixar-me...
É que há mulheres que não têm a possibilidade de lhes dar um vipe e fazerem o que eu fiz. Tão sómente. Decidirem que querem ir arranjar o cabelo e ir!
Não é para parecer lamechas mas, na minha àrea de trabalho, contacto e conheço muitas dessas mulheres.
Sem dinheiro, sem casa, sem família de suporte, sem marido ou companheiro (ou com ele o que nalguns casos é pior do que não terem...). Com filhos, a maioria. A contar os tostões para lhes pôr comida na mesa.

Enquanto divagava nisto, entre uma toalha lavada e um secador, decidi que ia deixar de ser resmungona e mal-humorada.
Que era uma injusta do caraças para com quem não tem nada e, ainda assim, encontra alegria na vida. Que tinha que me transformar e ser mais justa, solidária, agradecer a sorte que tenho todos os dias, ajudar quem puder, ser simpática, não refilar, não explodir com quem nem tem culpa de nada e depois ter que ir atrás a correr pedir desculpa, enfim, numa palavra, mudar.

Quando, finalmente, olhei para o espelho e vi uma mancha de cor arruivada, percebi que tinha mudado...que era, efectivamente, uma nova mulher...




Datas

Que merecem ser lembradas, celebradas. Com este poema:

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade


Faria hoje um ano que escutávamos e recolhíamos nas conchas das nossas mãos e corações, o cristal, o punhal, a luz, a noite, os verdes paraísos das palavras da Catarina.
Agora estamos 100nada mas com tanto: A amizade.
Parabéns Amiga!

18.5.04

Depois de

Ter transformado a casa-de-banho numa sauna improvisada, mercê de deixar a água a ferver a correr um bom bocado de porta fechada, vou meter a miuda dentro da banheira. pode ser que estando lá dentro uma meia hora lhe passe a irritante tosse alérgica que, em conjunto com o nariz entupido a impedem de respirar como deve ser...
Tinha que ser uma fotocópia de mim no que toca ás alergias, bronquites, rinites e sei lá que mais...já agora podia ter saído ao pai nisto em vez de noutras coisas...

E eu, mãe-Galinha, somatizo todas as penas das minhas crias.
Não posso ouvi-la tossir. Para além de também andar com os mesmos sintomas, fico duplamente doente por ela.

Vai ser uma noite linda, vai...

Não estou cá!

Nota-se muito?
Irra, que dia!

17.5.04

Reflexões sobre a vida em geral...

O bom de um gajo ter 40 anos é pensar que todas aquelas coisas desnecessárias que se faziam quando tinha 20, podem ser ultrapassadas e ir direito ao assunto. Afinal, um gajo, não tem tempo a perder.

O mau é que a maioria das outras pessoas não pensa assim.

Não acredito

No dia de hoje. Palavra de honra, não existe!
Será por ser Segunda-feira?

16.5.04

Super-Gaja

Pode ser que com este título tenha mais visitantes daqueles que andam no Google a fazer buscas por Gajas Boas, Gajas a ...com Gajos a...er....adiante.
Não era nada disso, mas o título tem que ser mesmo este.

Pela simples razão de que, quando senti a primeira gota de suor a escorrer pelas costas (não! não é o que estão a pensar), dei por mim a reflectir sobre a capacidade incrível que nós, Gajas , temos de fazer 6 tarefas ao mesmo tempo e acabé-las todas, a saber:
aspirar, falar ao telefone com uma amiga (aos gritos), tomar atenção ao ponto em que se encontra o arroz que está a cozer para o jantar, tirar a miuda da banheira, distribuir pijamas lavados aos dois putos e, finalmente, estender umas peças de roupa enquanto se verifica que o arroz está no ponto e se apaga o fogão.

Desafio qualquer Gajo a dizer que é capaz de fazer o mesmo!
Ah, e em simultâneo, ir apanhando jornais, meias, copos vazios, bonecos e outros objectos mais difíceis de descrever à medida que se aspira!
Odeio o serviço doméstico.

Vou mas é tomar banho...

Alergia

Já nem sei muito bem ao que estou alérgica mas este estado, cabeça pesada, olhos a picar, comichões em todo o sistema respiratório superior, está a deixar-me cada vez mais neura.
Não é compatível com a criação literária.

Chego à conclusão

De que, quando temos aqueles "momentos", no limbo entre a nossa existência banal e aquela outra dimensão paralela em que desejaríamos viver, uma de duas: ou produzimos obras de arte ou coisas perfeitamente sem sentido.
Ontem foi um desses momentos. Eu até nem sou CAR (Católica, Apostólica, Romana)...
Neuras.

15.5.04

Outra dedicatória

Noutro livro. Noutro lugar. No mesmo dia.
Fala de asas. Traz um marcador com penas verdadeiras, que tem mais de 20 anos.
Curioso.
Também a anterior falou de pássaros...
Tenho amigos que me conhecem mesmo bem.

A propósito

De estar um dia azul, de cores, de sentimentos.

Palavras "tontas"

Que dizemos quando não sabemos o que queremos dizer.
Ou quando sabemos mas não podemos ou achamos que não podemos dizê-lo.
Disseram-me para saber das coisas simples.
E eu acho que têm razão.
Não adianta querer que o pássaro pouse no ramo em que desejamos que o faça.
A liberdade é poder decidir em que ramo pousar, e o pássaro é livre.
As palavras também o são.
Ou deveriam.

Dedicatória

Num livro, presente de aniversário:

Devias saber que a nenhuma árvore
é lícito escolher o ramo
onde as aves fazem ninho
ou as flores procriam.

Devias saber tanta coisa simples,
tu, que sabes tanta coisa complicada.

13 de maio 04
CM

Ao menos

Fiquei a saber que as bolachas de água e sal, têm tanta gordura vegetal hidrogenada (que faz mal à malta) como as outras bolachas todas...
E agora, vou comer o quê a esta hora? Deixa lá ir ver a composição das barrinhas de cereais com frutos secos...

Vida com sentido

Faz um gajo (que queres Vertigem, isto dá mesmo jeito...)quase 100 kms para a tal da cerimónia, no seu melhor estilo elegante mas discreto (sem écharpe, caraças, falha imperdoável), controlando o relógio para chegar britânicamente à hora do jantar, nem um minuto a mais nem a menos, contando fazer uma entrada discreta numa sala cheia de gente, barulho e fumo, perguntar quem eram os organizadores e apresentar-se, para depois, lhe ser indicado um lugar e poder, finalmente, sentar-se ...e comer!

Estranhamente, o local encontrava-se demasiado silencioso quando se dá a entrada pontualíssima.
Perguntando na recepção, já com um ligeiro sentimento de angústia, se os senhores do jantar tal e tal já haviam chegado, sou informada que...estavam já a começar a comer!
Lá se foi a pretensão de discrição.

Chamado de urgência o gerente, delicadíssimo, lá acompanha a atrasada(eu sei que estava a ser pontual, mas que idéia é que acham que passou?) à mesa dita cuja, onde os comensais, com algum espanto, de imediato se levantam, perfeitos gentleman (pudera, a única outra mulher presente tinha mais de 60 anos e dormitava pelo que não deu pela minha chegada...), guardanapos fora do colo, cumprimentos para aqui e acoli, eu, enfiada, pedindo desculpas pois não contava que começassem tão cedo, "não tem importância, ora essa", lá vai um dos senhores para outra mesa para me dar o lugar de modo a ficar eu junto do convidado principal do evento.

Depois de uma entrada destas não havia maneira de evitar ser o centro das atenções. O pior foi que os comensais tinham todos para cima de 60 anos e comiam de boca aberta (para além da senhora que dormitava enquanto comia)...O twinset cor-de-rosa ainda me safou, agora as meias de rede com ramagens de florzinhas despertaram um indisfarçável interesse nos meus companheiros de conversa que deviam estar a tentar perceber se aquilo tinha saído de algum tecido de cortina...Não vejo outra razão possível para não despegarem os olhos das minhas pernas enquanto me serviam mais vinho, água, sobremesa, ou algo que lhes permitisse estar virados para baixo...para o prato.

Para a próxima, levo calças!

14.5.04

O sentido da Vida

Parecia que ia sair um post assim profundo-filosófico, não era??
Pois desenganem-se que isto hoje não tá p'ra filosofias.
É mais, que roupa hei-de vestir para uma cerimónia que não sei se é muito ou pouco cerimoniosa, tão a ver?
Estilo, saia com twinset e salto alto ser demasiado simples e vestido com salto agulha e pochette ser muito pretensioso.
Isto tem lá algum sentido?
Pois.
Daí o "títalo" do post....

13.5.04

Falta de

Tempo, para explorar estas coisas novas do Blogger.
Pachorra, para explorar estas coisas novas do Blogger, neste momento.
Tempo para ler mais blogs para além dos favoritos de sempre.
Vontade de permanecer aqui sentada, desconfortável, cansada, por muito mais tempo.

E não me falta nada vontade de dormir.
Até amanhã.

E agora

Um chá do restaurante macrobiótico onde vou às vezes, para me iludir de que faço uma alimentação saudável.
Mas o chá é mesmo um must: maçã, magnólia(?), hibiscos, coco, papaia, e mais uns quantos ingredientes.
Perfumado como só visto...ou cheirado.
Catarina, deste ias gostar!

E

Uma pizza de frango e ananás , não marchava? (nhac, nhac, escrevendo só com uma mão)

Ah, e já provaram os novos Magnum-Trufas, geladas????
Malta...aquilo é divinal...estilo brigadeiro gelado tão a ver?

A seguir vai marchar um...ou dois.

Pois

Fiz anos, ok.
E já falei sobre os "dias de", não falei?
Pois então.
Sinto-me tal qual como me sentia ontem. nem mais nova nem mais velha.
Igualzinha a mim própria...com o feitiozinho do costume.
40 anos...
Isto é lá idade de se ter?
Principalmente quando, por dentro do envólucro, pensmos ainda ter os mesmo 20 e tais de há uns anitos atrás.
Bah...Os nossos amigos é que ficam contentes e gostam destas cenas e festejam e cantam (!) parabéns...6 livros, flores e um twinset novo é que também não me pareceram mal...além das mensagens , telefonemas, mails e comments de amigos de blogs (obrigado a todos que me deram os parabéns e a quem ainda não agradeci, considerem-se beijadíssimos)

Deve e haver: Haja saúde, para o ano estamos cá ;-))))

12.5.04

Não

Não tenho escrito.
Vocês sabem lá (isto não era uma canção?), o que sofre uma mulher de negócios, que, ao chegar a casa, depois de uma extenuante viagem cheia de percalços...se depara com Visitas!?
Reais, em carne, osso e malas de viagem, não daquelas que veem aqui ao blog e não chateiam!

O mau humor está instalado, quando ventos mais frescos soprarem vos contarei a Odisseia (onde é que eu já li isto hoje ?....)

11.5.04

Ahhhhhhhhhhhhh....

Que não consigo sequer chegar-me ao pé do pc!!!!
Quem foi o #?**%#&&# (palavrão) que inventou as actividades extra-curriculares das criancinhas, os jantares e a vida de dona-de-casa??
Que se acuse já aqui!

Estou aqui barricada, enquanto os "selvagens" jantam, a escrever estas palavras, sem saber quando regressarei. É que após serem alimentadas, as "feras" exigem:

atenção.
mimos.
histórias.
preparação de lanches para o dia seguinte.
idem para roupas.
negociações várias para se deitarem à hora estipulada.
idem para lavagens de dentes e restantes abluções nocturnas.
aconchego de roupa de cama.
mais mimos.
regresso aos quartos pelo menos por mais três vezes, por motivos vários (que vão desde xixi, àgua, ou uma sombra estranha no tecto do quarto...).
mais mimos...

e depois disto TUDO, acham que alguém tem cabeça para vir postar?
Vocês estão mas é malucos...

Isto de

Um gajo (esta é da Vertigem) ter que vir aqui a um pc emprestado para escrever um mísero post, porque está sem net no gabinete há mais de uma semana, não se faz!

É um verdadeiro atentado à liberdade de expressão e criatividade de um autor de blog (moi), não ter net no exacto momento em que sente aquele formigueiro na ponta dos dedos, aquela estranha compulsão que o leva a necessitar da net como do ar que respira...e isto de ficar sem respirar...tem que se lhe diga! Devia ser proibído (obras na rede que levam a ficar sem net, entenda-se). Eu penso até que deve ser inconstitucional, cercear (q'a bonito!)a liberdade individuaçl de um cidadão (moi), no momento em que o mesmo decide exercer um direito que lhe assiste: postar!

Estou sériamente a pensar consultar o Sindicato, no sentido de averiguar das possíveis posições legais a tomar, no sentido de a entidade patronal me ressarcir dos danos morais e psíquicos que me causou, ao impedir-me de dar azo ao manancial de sentimentos que fervilhavam dentro de mim, no preciso momento em que não tinha net no gabinete.

BTW: Bou mas é calar-me que a dona do pc está quase a entrar ao serviço e, se sou apanhada, ainda me despedem...até mais loguinho...

10.5.04

Que lindo!!!

Malta, o que é isto??
Chega uma pessoa aqui, depois de um extenuante dia de trabalho (do qual falarei mais adiante...) e depara-se com quê?
O Blogger também lavou a cara!
Andou em mudanças! tal como nós, nos nossos blogs. Terá sido influência da malta quando exterminámos o tal do banner??
Muito lindo, sim senhor, só não sei é bem onde vou ver o blog...ah é lá em cima na mesma, e o preview agora foi para onde?...

9.5.04

Parece que sim...

Este coiso do W.Bloggar.
Menos os comments...Porque será?
Até que ficava bonitinho...

será?

que isto resulta?

mesmo?

Ou não?

E esta agora

(a do Nua pela Rua)

Mais este blog que linkou o Espelho fizeram-me lembrar esta canção que sempre adorei:

Saíu Para A Rua
Rui Veloso
Composição: Carlos Tê / Rui Veloso

Saiu decidida para a rua
Com a carteira castanha
E o saia-casaco escuro
Tantos anos tantas noites
Sem sequer uma loucura

Ele saiu sem dizer nada
Talvez fosse ao teatro chino
Vai regressar de madrugada
E acordá-la cheio de vinho

Tantos anos tantas noites
Sem nunca sentir a paixão
Foram já as bodas de prata
Comemoradas em solidão

Pôs um pouco de baton
E um leve toque de pintura
Tirou do cabelo o travessão
E devolveu ao rosto a candura

Saiu para a rua insegura
Vageou sem direcção
Sorriu a um homem com tremura
E sentiu escorrer do coração
A humidade quente da loucura

Já há dias

Que esta não me sai da cabeça...

Nua pela rua
Ia
A mulher
Altiva e fria

Que mágoa teria
Nos olhos secos, cegos
Com que olhava
Mas não via

O que a faria
Ir
Dura e segura
Altiva e fria
Pela rua
Nua?


Ps: Agora temos poetisa...isto tá mau, tá, tá...

Bora apanhar o mote e escrever umas coisas, malta? (vá lá, para não me sentir tão anormal sózinha...)
Está dado o mote:

"Nua pela Rua", quem se atreve?

Noitadas

É o que dá.
Uma pessoa (um gajo) "alevanta-se" todo mareado, com a cabeça a doer, olhos inchados, só tem tempo de tomar um duche e almoçar e já tá com vontade de mergulhar de novo entre lençóis ...Ahhhh(bocejo)...já não tenho idade p'ra isto...vontade agora de arrumar a casa, onde anda ela?
Humm...sofá, tarde de cinema, boa idéia..olhos a fechar...pipocas boa!...bahhh...não há. Bolachas também serve. Até loguinho pessoal....

Malta

como é que a malta arranja maneira de saber quando tem novos comments lá para os fundos do blog, há alguém que saiba??

É que isto, como diz a Vertigem, não dá jeito nenhum andar a subir e descer à procura de comments porque a malta não tem cabeça para estar agora a decorar que número estava em cada post, né??

Esta cena de HTML é tão esperta que deve haver uma maneira de sermos avisados quando alguém espeta lá um novo comentário, mas como?

Aceitam-se ensinamentos dos mais velhos e peritos na matéria...

8.5.04

O fio que nos une

Tive saudades vossas.
Enquanto apanhei sol olhei para o céu e vi, junto às árvores, pequenos fios brilhantes, unindo ramos distantes.
Muito finos, quase transparentes, mas sólidos, fortes o suficiente para prender uma mosca ou outro incauto insecto, que ali vá embater durante um voo mais distraído.
Achei que é um desses fios que nos une. a nós, que aqui estamos juntos, nos blogs uns dos outros, nos grupos de conversa, neste mundo virtual que é a net.
É um fio muito fino, tanto, tanto que é quase invisível.
Mas que nos une, um por um. Sai daqui, a brilhar sob o sol quente e percorre quilómetros de planície até que tropeça no Oldman. Atravessa o rio e vai colar-se nos cabelos da Vertigem, no chapéu da Duende, enlaça uma pulseira da Gotika, e prende-se numa das flores do Azul Cobalto.
Dali flutua, de leve que é até chegar ao Outro lado da Lua, dá-lhe uma volta completa e desce a pique para acariciar ao de leve o ombro da Puta de Vida, que entretanto acha que afinal já nem é tanto. (É que o fio que nos une também é mágico e tem o poder de fazer felizes as pessoas em quem toca)...
De repente ganha velocidade e segue para Norte, cada vez mais para cima, sobre o mapa, saltando penhascos e subindo montanhas com um pouco de neve no cume, passando pelo pórtico de um antigo convento onde se enrola no hábito de um Frei e lhe pede a benção. Depois, sai por uma das torres mais altas, voa ainda mais para Norte ao encontro de uma Gotinha de água, que corre sem parar, levando-o consigo até encalhar na linha de um pescador que se chama Xerxes e tem dotes para a culinária. ;-)))
Está cansado o fio que nos une, mas ainda tem força para atravessar o Atlântico, luta contra ventos e marés até chegar a uma Memória Inventada que está em terras do Tio Sam. Cumprimenta-a num abraço e regressa, mais sossegado, desce e atravessa o Equador e deita-se numa rede da quente Ma-Shamba para descansar da longa viagem...que irá recomeçar de seguida.
Este fio que nos une é persistente e teimoso.
E muito forte.
Nunca se parte embora por vezes estique tanto, mas tanto que dá a sensação de ir estoirar, desfazer-se ali em mil bocados.
Mas não.
Porque a vontade de nos unir é mais forte que todas as vontades que o tentam partir.
E aqui estamos nós, longe mas perto, Amigos, unidos, num grande abraço, selado por um fio fino, tão fino que é quase invisível, mas que brilha quando lhe bate o sol.

BTW: sou mas é uma lírica do caraças...

Tenho a dizer

que há uns dias que não ia ver o contador e o dito marca hoje um total de...1001!! visitas.
Xiiii, andais vós aqui todos?? Nunca pensei...caneco, isto é uma responsabilidade muito grande para uma destravada como eu...
Vou portar-me bem.
Beijinhos a todos os que passam por cá, gosto muito de vocês ;-)))
Aliás, agora que falo nisso...

Lá lá lá

Tá um dia lindo!
Bora apanhar sol.

7.5.04

Gosto muito

deste blog
Mais um para ir lá tomar um cházinho...

A vitória é nossa!

Já está bem lá no fundo e não se fala mais nisso. Melhor prevenir como dizia o predatado e a duende deu o código e já todos temos blogs lindos e sem tralha porque está tudo escondido debaixo do tapete, mas também já não nos expulsam do prédio.
Prontes!

Viram?

Eu não disse?
Morto e bem morto.
Obrigado Oldman;-)))

ps: agora tenho é que ir estudar ali umas mariquices para ver se o título fica mais bonito mas isso é secundário...

Cosy

Há lá alguma coisa melhor que uma sexta-feira, noite a principiar, os saia-casaco arrumados no armário e os sapatos de salto alto desirmanados pelo chão, depois de alimentados os pintos (crianças, leia-se, não façam como um amigo que achava que eu tinha uma capoeira no quintal...LOL), a mamã vai só ali "trabalhar" um bocadinho no computador tá bem? e eles, sim, a brincar sossegados (milagre!), um pijama quente e confortável, meias grossas (descalça), e saber que amanhã se tem um dia todo para não fazer nada?
Embora isto seja apenas retórica, claro, porque há sempre as compras de hipermercado, o café de manhã com amigos, depois de almoço de novo, as voltas com os putos, pensar no que lhes dar de jantar, and so on, mas o não fazer nada é....não ter que me vestir! Admirados?

É claro que não ando nua pela rua, bolas, não percebem mesmo nada.(nua pela rua, ora aí está um bom título para um post...hei-de pensar no assunto)
"Vestir" é ter que escolher cada dia um fato diferente para exercer a profissão que escolhemos e que nos obriga a andar "fashion". E abrir o armário todos os dias e "não ter nada para vestir"!
Que bem que me sabe vestir umas calças de ganga desbotada e uns ténis para andar por aí ao fim-de.semana ;-)).

ps: Ah, para os que se perguntam que raio faz lá o coiso dependurado ainda em cima do espelho, calma...está-se a tratar do assunto.

Experiência, um dois...

Só p'ra ver se já está tudo bom...mas isto hoje tá lento ou é impressão minha?

Eu bem vi

Os meus amigos todos janotas, sem o coiso lá de cima, até a mecita nova , lá a Vertigem do Um-dia conseguiu e eu aqui com isto dependurado apesar das vossas ajudas todas, das quais metade não percebi patavina da linguagem e das linhas que era para pôr e tirar, e mais não sei o quê, mas que agradeço muito a todos na mesma, mas eu JURO! que não passa de hoje! Óviram todos?
Eu extermino o maldito raio do painel publicitário!
Só preciso de um bocadinho de tempo...vou só ali...
Me aguardem!

6.5.04

Saga

Após a heróica batalha, travada entre Mar e as Forças do Mal, leia-se o template e o blogger, com a ajuda preciosa dos valentes guerreiros, vertigem, duende, theoldman e nelson, por hoje, o mal ganha o round.
Mas atenção!
Ganhar a batalha não quer dizer vencer a guerra! E a luta continua!
Meus bravos!
Amanhã iniciaremos um novo ataque, baseado numa nova estratégia, na qual irei pensar enquanto durmo...Como enganar o Blogger e ficar a a rir? É este o mote para as novas lutas que se avizinham, que travaremos com honra, até ao cair, exangue, do último guerreiro mas...o Bem vencerá!

já chega de paleio que amanhã trabalha-se, olha q'uisto ...

Ficava giro...

Sem publicidade...

Uffff....

Já repus o template de novo...
Agora o que eu copiei do template da vertigem e que fez desaparecer a publicidade foi isto:

ahhh, que giro, não aparece no post...não percebo mesmo nada, olhem vão lá ver no blog dela e depois deem dicas.


Socooooorro!!!!

Á conta da dica do Nelson, no blog da vertigem, fui fazer experiências como ele disse e o certo é que a publicidade desapareceu...mas agora como é que eu ponho as letras normais???
Ajuda, precisa-se!

E nunca mais

Há ninguém que ensine a tirar ali o coiso da publicidade do blogspot, dali de cima, que coisa, pires, poupem-me!

O Desblogueador parece que conseguiu mas ainda não ensinou a gente. Ó Nelson,(desculpa lá a intimidade, não leves a mal, é que eu sou assim uma mecinha leve e fresca) ensina lá, já viram que lindo ficava ali o meu espelhinho sem publicidade?

PS: Tou assim um bocadinho para o fútil hoje, mas é só porque não estou inspirada...e tá a chover!

Olhem...

...sabem que mais?
Isto hoje tá muito pó cinzento chuviscoso que é um desconsolo.
É o tempo e sou eu.
E não sei o que hei-de fazer de jantar.
E nem me apetece.
Acho que vai sair ali uma pizza do ristóranti italiano...
Tou mesmo enjoada ou será só impressão?
Ai que seteréssi!
Dizem que eu conto histórias, digam lá agora isso, hein?
Mas quando é que vem o Sol?? Pode-se saber?
Tou farta da mesma roupa! Não posso calçar os sapatos sem calcanhar, com chuva, acham bem??
Isto é tudo um complot do Sto. António (??) ou lá qual é o santo da chuva para eu ficar neura.
Quero o Verão! Já!

5.5.04

O senhor polícia

Do alto da sua farda azul, autoritáriamente empoleirado no nariz a despontar sob a pala brilhante do chapéu, invectivava um grupo de prevaricadores (presumo eu) a abandonar o local onde, animadamente, conversavam, e por um acaso, eu diria mesmo um piqueno lapso, impediam os carros de passar, pois que se tratava de um cotovelo de rua estreita, daquelas que, para fazer a manobra a malta tem que pôr os olhos assim tipo camaleão, na lateral, em simultâneo, para ver se não bate num lado nem raspa no outro, tão a ver como é?

Ora o dito grupo, de costas, distraido com o tema da conversa (o qual não consegui apurar) já tinha obrigado a formar uma fila (é assim que se diz, não é?) de duas viaturas que, pacientemente, esperavam a natural dispersão, eis senão quando aparece "O Apito", a mandar circular, com maus modos, os conversadores, que se aquilo era sítio para impedirem o trânsito e com tanto espaço ali no jardim, onde se haviam de vir pôr e outros entretantos e considerandos.

Ele até se teria safado...não fosse o grupo composto de 4 ou 5 velhos alentejanos, daqueles de bóina encostada para trás e beata de cigarro de papel de enrolar ao canto da boca...
Os sujeitos olharam "o Apito", como se ele fosse um objecto descartável, durante uns incómodos segundos de silêncio absoluto....após o que lhe viraram costas, deslocando-se rua abaixo, os carros atrás( em passo de caracol, depreenda-se), enquanto comentavam o sucedido, na típica voz arrastada de alentejano, em tom jocoso para com o pobre do "Apito" e bastante audível:

-Mas queim é qui eli pensará qui éi?
-O Jeitoso, anda cá, anda...
-É capaz de tári a veri mali, atão c'a boina a tapar-lhi os olhos, coitado...
-Terê que lh'ir mudar as fraldas? (risos)
Enquanto o mais pragmático de todos, cuspindo a beata, afirmava peremptóriamente, para acabar já ali com a conversa:
-Dêxem-no compádris, taméim mórri, pensará eli que nã mórri?? Vai p'ra debaxo dos torrões com'ós ôtros.

E continuaram calmamente a descer a rua, a passo de caracol, comigo dentro de um dos carros que os seguiam, morta de tanto rir...

(vá lá que não estava com pressa desta vez...;-)))

Há uma mocita

que chegou agora à blogosfera, ou esta coisa onde andamos todos nós, que tem uma escrita leve como eu gosto e além do mais, tem sentido de humor. Por isso, como preciso de uma vertigem de vez em quando, aqui vai ficar até que ela queira. bem-vinda!

4.5.04

Mas porq'é q'eu tenho

que estar sempre c'o nariz aqui colado, vocês podem-me dizer??
Ca raio da vício q'eu havia d'arranjar q'uisto nem tv,nem livros, nem dvd, já nada me tira daqui, tou a atrofiar, óviram??

(mas entretanto descobri uns blogs do baril...eheheh, nem vos conto, ou melhor, logo conto)

E agora vou-me retirar, nem vale a pena pedirem, ajoelharem-se, implorarem, NÃO, não volto mais hoje. Tenho dito.

Justiça

Bem...olhem...eu nem comento.
Não sei quem está inocente ou culpado, não estive lá, não conheço, não moro próximo, não vi.Mas gostava de poder confiar em quem tem a responsabilidade de nos demonstrar essa culpa ou inocência, a nós todos, que não vimos, ao país.
E como podemos confiar num sistema que prende e "desprende" assim, ao sabor do vento? Prenderam 7, e já vão 5 soltos.
Será isto um jogo de tira e põe, como aqueles em que o último e menos lesto fica sem a cadeira?
Mas para quê ou como se fazem as coisas assim?
Sem uma explicação séria ou razoável? No meio de uma enorme encenação, teatro-espectáculo onde parece que o encenador é o gajo que manda nessa coisa chamada comunicação social? Estará o quê por detrás? Há sempre alguma coisa por detrás...ou será alguém?
Só interrogações é o que tenho.
Que país é este, digam-me? É isto o descrédito final?

Mistérios da Natureza I

Tenho um peixinho dourado inteligente!
Já sei que vós, cépticos do caraças, estarão de antemão a torcer o nariz a esta minha afirmação semi-entusiástica-siderada, mas é verdade.

O peixe está num aquário. Facto. E, de vez em quando, esqueço-me, por um dia (vá lá, tá bem, ás vezes dois...), de o alimentar com aquela mistela malcheirosa que vendem para garantir a saúde do animal, que consiste em flocos multicolores compostos sei lá de quê, mas que também não interessa agora para o caso.

Ora o certo é que o bicho, que normalmente tem um comportamento típico de peixe (ou seja, obtuso), com aquele olhar parado (com que costumamos apelidar aqueles nossos conhecidos com que não simpatizamos muito..."de peixe mal-morto"...mas adiante), nadando em círculos lentamente, fazendo um esforço mínimo com a cauda (os peixes têm cauda??) para o efeito,(uns calões é o que são, ainda por cima!), abrindo e fechando a boca...onde é que eu ia? Ah! dizia eu que, nesses dias, em que a fominha aperta, o animal dá nítidamente sinais de querer comunicar!
Ora isto, vindo de um peixe é uma coisa espantosa!

Estava eu há pouco, descansadamente, a estender roupa, quando aconteceu, de novo, o fenómeno.
Ouço um "plonk" ali ao lado, vindo do aquário, e vejo o Douradinho (que querem, não houve imaginação para mais...), a acabar de mergulhar, depois de uma pirueta perfeita, digna de um golfinho no Zoomarine. .
Depois, coloca-se de frente, nariz colado ao vidro a olhar-me! com aqueles olhos parados muito abertos, a abrir e fechar a boca a um ritmo muito mais rápido que o normal, abanando a cauda como quem espera algo.
É isto normal?
Se houver por aí um perito em peixes a ler estes textos, por favor que me diga se tenho entre mãos um fenómeno digno de Guiness Book, ou assim. É que umas coroas a mais vinham dar um jeitão...

Bem, ao menos tem o efeito pretendido: vendo-o naqueles preparos, finalmente lembro-me de lhe dar comida.

3.5.04

Cores

As cores podem mudar o nosso humor ou estado de espírito.
Certo.
Até há aquela coisa da .....terapia, não é aromaterapia porque isso é com o cheiro (eu sei, ó seus melgas!), mas é assim uma coisa parecida de que agora não me lembro o nome...(cromo?). Ora, sei lá. Também não sou uma erudita que vem p'raqui despejar conhecimento livresco.
O que eu queria dizer é que cores claras elevam-nos o moral e para isso não é preciso nenhum tratado, basta ver a malta toda vestida de black com aquele ar deprimido e uma Lili assim, vestida de pink com uns sapatos a condizer que agora usam-se multicoloridos e uma maquilhagem-a-parecer-que-não-se-está-a-usar e...er..., estou a desviar-me do assunto.
Agora, Catarina...um roxo!, assim um verde-folha-de-árvore! uns pinks, claro, não poderiam faltar, umas cores assim quentes...nem te conto o que foram capazes de me fazer ao astral ;-))).


Alma-Gémea II

2.5.04

Porque será

Que estão para ali a lançar foguetes a uma hora destas?
Ter-se-ão atrasado no 1º de Maio?
Será o Dia da Mãe, que também já dá direito a foguetes?
Comemora-se hoje alguma efeméride que me tenha passado despercebida?
Já ninguém comenta nada aqui? Estou aqui a falar para as paredes ou quê?? Hein??

Ah, como estou existencialista hoje, se fumasse, apetecia-me mesmo um cigarro...

Ali anda ele

O malandro, que não há meio de nos aparecer.
"Here come's the sun"...lá,lá,lá,lá.

Ora

que se lixe!
Que merda de dia de neura, todo deprimente, chove, chove e chove e reflexões pseudo-profundas, que dão azo a interpretações mais profundas ainda.
E amanhã é Segunda! "I don't like Mondays"...
Não quero saber, quero é saber onde anda o sol e os dias alegres, e roupas coloridas e gelados à beira-mar.


Ou será egoísmo?

Já não sei como classificar o que penso sobre tudo e sobre nada.
Dir-me-ão que é egoísmo, individualismo, o que escrevi antes?

O facto de não querer que exijam nada de mim significa que não tenho eu, nada para dar?

Ou apenas significará que dar não tem hora marcada e acontece naturalmente, espontâneamente, quando podemos fazê-lo, nem sempre quando os outros mais precisam? Serei, por isso, menos amiga dos outros do que eles são de mim? Ou mais egoísta?

Não tenho respostas. Sei apenas que os caminhos nem sempre se cruzam, por vezes são paralelos e ali vão, lado a lado, sem nunca se encontrarem.
E que sou assim e sou eu e estou aqui. Por muito que isso não sirva para nada nem para ninguém.
Estou aqui.

Ensaio sobre a amizade

"Asas são para voar..."
Fácil de dizer, mais difícil de pôr em prática.

Amizade não devia pressupôr posse, sentimento de traição, tristeza ou revolta, quando algo não corre exactamente como planeámos, em relação ao objecto desse nosso sentimento.
Só porque amizade rima com exclusividade?
Pois se também rima com liberdade!

Amizade deveria ser um rio a correr, água límpida sobre pedrinhas, que corre sempre, umas vezes quase parada em leito plano, noutras em torrente, descendo veloz por falésias abruptas esculpidas na montanha. Mas que nunca pára.
Não há como comandar o rio...a não ser construindo um dique feito de cimento e argamassa, com pedras fortes e altas em que o rio se esmaga e pára e se desvia do seu caminho...e aí já não é o mesmo rio.

Amizade são pássaros a voar. Em que as asas, abertas ao sabor do vento, inventam o caminho. Asas sem grilhetas que as prendam, sem gaiolas douradas que são tanto prisões como as de latão.

Não há forma de possuir o vento ou a espuma do mar, a não ser fechando-os em sacos, em caixas, onde perdem a sua frescura e cor e morrem.

Para que os queremos assim, então?

"Les Fleurs"

Um dos meus poemas favoritos do Paul Élouard, está aqui

Tenho quinze anos, levo-me pela mão.
Certeza de ser jovem com a vantagem de ser acariciante.

Não tenho quinze anos. Do tempo passado,
nasceu um incomparável silêncio.
Sonho com esse belo, esse bonito mundo
de pérolas e ervas roubadas.

Existo em todos os meus estados.
Não me prendam, deixem-me.

1.5.04

Não liguem...

o raio da tarde tá chuvosa.
Faltam-me os blogs de que mais gostava.
O 1º de Maio estava uma depressão pegada(outros tempos já não voltam...)
E nem sequer tenho gelado em casa.

Alma-Gémea

Sinto a tua falta.
Embora não saiba sequer quem és nem por onde andas.

Nunca tenha trocado uma palavra contigo
ou olhado fundo dentro dos teus olhos cor de...não sei.

Mas sinto a tua falta.
De te escutar e que tu, mansamente, me digas coisas que nunca ninguém me havia dito antes.

De que me escutes. A minha raiva ou euforia, os meus medos e certezas, o meu choro ou o meu riso. Mas preciso que me escutes.

E que o teu colo, seguro, me ampare.
Que as tuas mãos, fortes e ternas enlacem meus braços, num apoio sem palavras.
O teu peito no meu peito e um só batimento, um único som, como
duas almas-gémeas. Ou corpos.
Dois que fazem apenas um.
E que, sendo um, nunca fica só.

Sinto a tua falta.
E, o que mais me dói, é que talvez nunca te encontre.

Ps: E a imagem perfeita de viver a vida aos pares coloridos