e impossíveis...
- Diz-me, incomoda-te a "rapidez", as conversas que dizes difíceis e...definitivas?
- Não...bem...inquieta-me o não saber o que esperas de mim, se quiseres, nesse sentido, sim, incomoda-me.
- Não espero nada de ti. Não quero nada de ti. E não sou assim, "rápida" como dizes, não sou assim com quase ninguém.
- E então, o que te levou a seres assim, comigo?
-...há coisas que não se explicam, a frase foi tua. Curiosidade, no início. Depois, querer saber mais e mais. E o defeito que eu tenho, de achar que, se a intuição não me engana e sinto empatia, é como se já conhecesse essa pessoa há séculos, sou capaz de lhe contar a vida toda, depois de meia hora de conversa.
- Repara, eu não disse que isso era uma coisa má...
- Não és tu, sou eu que digo, as pessoas não são assim e tens razão, assusto-as.
Um diálogo que não existiu. E que, se tivesse existido deveria ter tido como resposta, não espero de ti nada que não me possas dar. Não ando à procura de nada que possa prejudicar alguém. Não suportaria sentir-me responsável se isso acontecesse.
Mas perguntaste o que me tinha feito ser assim "rápida", em relação a ti.
E não fui capaz de te dizer que, fui assim porque o teu olhar no meu, das poucas vezes em que o deixaste ficar por mais algum tempo, me deu a vontade de saber se passar a minha mão no teu rosto, os dedos ao de leve nos teus lábios e no teu cabelo faria a mesma faísca. E continuo sem saber...
E a mim, o que me inquieta, é não chegar a saber se alguma vez sentiste o mesmo,
É muito fácil clarificar isto. Basta dizeres afinal, o que esperas, TU, de mim.
É isto mesmo, a vida. Tomarmos decisões e sermos honestos.
Foi assim que sempre fui em relação a ti. E gostei de cada minuto.
Mas se não se passou nada disto contigo, chegou o momento de eu saber, para podermos seguir em frente.
Como amigos. Ou apenas conhecidos, o que achares que consegues, depois desta conversa.
Mar
Não existiu, mas se tivesse existido, mereceria ao menos uma resposta...acho eu.