que me achava demasiado rápida, que andava rápido demais e assustava as pessoas com tanta velocidade.
Respondi que talvez fosse verdade mas que era a vida que me parecia demasiado rápida, e não eu.
A ânsia de viver um dia atrás do outro e fazer tudo o que se puder durante essas 24 horas, nasce apenas do medo de que possam não existir outras 24 a seguir a essas.
Por isso me parece um desperdício se deixamos de fazer algo de que gostamos ou que nos apetece, só porque...este porque abranje mil argumentos, pois também somos sempre capazes de encontrar razões para deixar de fazer algo...
A dita "rapidez" tem, no entanto, origem numa outra coisa à qual as pessoas que conheço ainda não estão habituadas: frontalidade, franqueza, falta de rodeios em dizer o que se pensa , sente e quer. Está institucionalmente convencionado nesta puta de sociedade, que devemos ser vagos, cautelosos, desconfiados, teatralizar um pouco, abrir uma porta e fechar uma janela...que só devemos ser sinceros e frontais com quem conhecemos bem, os amigos de longa data. Pode ser defeito mas se simpatizo com alguém e a intuição me diz que não estou enganada, depois de meia hora de conversa já sinto que conheço essa pessoa há imenso tempo. Ao que parece mais ninguém é assim. Pelo menos as pessoas com quem me relaciono, não são e desconfiam à partida de quem é, neste caso moi.
Não sou capaz de ser assim. Lamento.
Respondi que talvez fosse verdade mas que era a vida que me parecia demasiado rápida, e não eu.
A ânsia de viver um dia atrás do outro e fazer tudo o que se puder durante essas 24 horas, nasce apenas do medo de que possam não existir outras 24 a seguir a essas.
Por isso me parece um desperdício se deixamos de fazer algo de que gostamos ou que nos apetece, só porque...este porque abranje mil argumentos, pois também somos sempre capazes de encontrar razões para deixar de fazer algo...
A dita "rapidez" tem, no entanto, origem numa outra coisa à qual as pessoas que conheço ainda não estão habituadas: frontalidade, franqueza, falta de rodeios em dizer o que se pensa , sente e quer. Está institucionalmente convencionado nesta puta de sociedade, que devemos ser vagos, cautelosos, desconfiados, teatralizar um pouco, abrir uma porta e fechar uma janela...que só devemos ser sinceros e frontais com quem conhecemos bem, os amigos de longa data. Pode ser defeito mas se simpatizo com alguém e a intuição me diz que não estou enganada, depois de meia hora de conversa já sinto que conheço essa pessoa há imenso tempo. Ao que parece mais ninguém é assim. Pelo menos as pessoas com quem me relaciono, não são e desconfiam à partida de quem é, neste caso moi.
Não sou capaz de ser assim. Lamento.
Talvez seja melhor entrar para dentro da concha de onde saí. Aquela ali de cima parece-me acolhedora...
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