24.8.04

Sem título

As coisas escritas têm um peso diferente, acabo de concluir na resposta a um comentário que alguém me fez. A mesma expressão, usada de forma humorística (talvez mesmo levianamente, admito...) numa conversa entre amigos, já não é tão inócua se a escrevermos. Levanta fantasmas, associações de idéias, de situações reais, casos, rostos, pessoas.
A escrita (cantiga) é uma arma, onde é que eu já ouvi isto??
É uma grande verdade.
E a puta da espontaneidade de novo a fazer das suas, como um ente autónomo da minha pessoa, daquilo que, na realidade, sou e que, quem não me conhece, não sabe. E sim, importo-me com isso, qual é o mal em assumir? Importo-me apenas que pensem o que não corresponde à realidade, de resto estou-me nas tintas, entenda-se.

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