mas quero imortalizar aqui os textos do Galeano que mais me tocam, que me assentam como uma segunda pele a cobrir esta minha, cansada, levemente bronzeada mas altivamente só, a não permitir o afago da mão que, apenas um pouco mais estendida lhe sentiria a maciez tépida e ficaria impregnada do subtil aroma a sabonete e perfume...mas não era nada disto, desculpem mas têm que levar com o Galeano. Porque ele diz coisas como esta:
Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém,
nem mesmo dono de minhas certezas, sou
minha cara contra o vento, a contra-vento, e
sou o vento que bate em minha cara.
A Ventania, em O Livro dos Abraços
Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém,
nem mesmo dono de minhas certezas, sou
minha cara contra o vento, a contra-vento, e
sou o vento que bate em minha cara.
A Ventania, em O Livro dos Abraços
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