demais.
31.1.05
29.1.05
Intimidade(s)
ou de como um post pode ser um excelente momento publicitário.
Secava os cabelos, uma nuvem castanho-clara a esvoaçar-lhe em torno do rosto.
VRummm.....sempre gostara de divagar enquanto o barulho do secador a isolava do mundo exterior à casa-de-banho. VrUmmmm....o barulho, o vapor a envolvê-la e o ar quente a intensificar o cheiro do shampô: maçã verde.
Secava o cabelo à solta, livre, sempre detestara cabelos engomados, as mulheres que acabadas de sair da cabeleireira ostentavam aquelas coisas enroladas à volta das orelhas ou do pescoço, consoante o tamanho e o corte. Não. Liso, apenas uma escova simples, para apanhar os mais rebeldes, de preferência despenteado.
Observava-se, como sempre, distraídamente, enquanto fazia os gestos mecânicos: escova, secador, escova, secador, os olhos, as pequenas imperfeições da pele, "mais uma puta de uma ruga, tá bem, são de expressão e então? é uma ruga e pronto". Um risco, gravado na pele, o mapa da vida, dos risos e das lágrimas, desenhado em sulcos mais profundos no rosto, junto aos olhos. Os olhos. Uma porta aberta para a sua alma, escancarada, à mercê de quem souber ler almas. Transparentes, ali ainda mais, depois do banho, a luz do espelho, cara lavada. Não que fosse normalmente muito diferente, mania do minimalismo, como em tudo. Cara lavada, que é como quem diz, um risco preto sobre as pestanas e um pouco de rímel. Os olhos, "estarão hoje mais fundos que o costume, não sei se ficam mais nublados quando estou triste? sei, de certeza, que não têm o brilho incendiado dos sonhos e das grandes paixões".
Acabou a tarefa, mecânica, desligou o secador da tomada, apoiou-se na bacia algum tempo e olhou-se.
Ninguém sabe o que disseram, ela e o espelho naqueles minutos suspensos do tempo em redor, paralelos, íntimos. Trocaram confidências e silêncios, as duas imagens dela, real e virtual. Entenderam-se.
Olhou para a prateleira de vidro e hesitou entre um "Eternity Moment" de Calvin Klein e um "Glamourous" de Ralph Lauren. Não. Nesta noite, sentia-se mais "Fragile" de Jean Paul Gaultier.
Apagou a luz e saiu.
Secava os cabelos, uma nuvem castanho-clara a esvoaçar-lhe em torno do rosto.
VRummm.....sempre gostara de divagar enquanto o barulho do secador a isolava do mundo exterior à casa-de-banho. VrUmmmm....o barulho, o vapor a envolvê-la e o ar quente a intensificar o cheiro do shampô: maçã verde.
Secava o cabelo à solta, livre, sempre detestara cabelos engomados, as mulheres que acabadas de sair da cabeleireira ostentavam aquelas coisas enroladas à volta das orelhas ou do pescoço, consoante o tamanho e o corte. Não. Liso, apenas uma escova simples, para apanhar os mais rebeldes, de preferência despenteado.
Observava-se, como sempre, distraídamente, enquanto fazia os gestos mecânicos: escova, secador, escova, secador, os olhos, as pequenas imperfeições da pele, "mais uma puta de uma ruga, tá bem, são de expressão e então? é uma ruga e pronto". Um risco, gravado na pele, o mapa da vida, dos risos e das lágrimas, desenhado em sulcos mais profundos no rosto, junto aos olhos. Os olhos. Uma porta aberta para a sua alma, escancarada, à mercê de quem souber ler almas. Transparentes, ali ainda mais, depois do banho, a luz do espelho, cara lavada. Não que fosse normalmente muito diferente, mania do minimalismo, como em tudo. Cara lavada, que é como quem diz, um risco preto sobre as pestanas e um pouco de rímel. Os olhos, "estarão hoje mais fundos que o costume, não sei se ficam mais nublados quando estou triste? sei, de certeza, que não têm o brilho incendiado dos sonhos e das grandes paixões".
Acabou a tarefa, mecânica, desligou o secador da tomada, apoiou-se na bacia algum tempo e olhou-se.
Ninguém sabe o que disseram, ela e o espelho naqueles minutos suspensos do tempo em redor, paralelos, íntimos. Trocaram confidências e silêncios, as duas imagens dela, real e virtual. Entenderam-se.
Olhou para a prateleira de vidro e hesitou entre um "Eternity Moment" de Calvin Klein e um "Glamourous" de Ralph Lauren. Não. Nesta noite, sentia-se mais "Fragile" de Jean Paul Gaultier.
Apagou a luz e saiu.
Da inutilidade
de alimentar ilusões, contra factos.
Há momentos na vida em que temos de ser claros, nada de ambiguidades.
Uma vez, há muito tempo, disseram-me esta frase que, insistentemente, me tem acompanhado nos últimos tempos.
Saco mentalmente dela, quando um ramo de árvore deixa passar a luz de um jeito mais encantador que o normal. Ou quando uma música me enche o peito, a tal ponto de quase me levar a flutuar, como uma pétala ou borboleta, pelos céus acima.
Tento gravá-la, no pensamento e no coração a tinta indelével, de cada vez que o olhar me foge para lá da linha do horizonte e se perde na imaginação louca, à solta, ao admirar o sol a apagar-se suavemente, em orgias de fogo e azul.
Repito-a e repito-a e convenço-me e lembro-me que, como alguém dizia, algures nestas caixas de comentários onde andamos, o bom da vida (acho que era do amor, foste tu vague, não foi?) é isto mesmo: a imponderabilidade do que nos cerca.
E que, como há dias disse, o sol pode esconder-se mas não morre, está lá, sempre, no dia seguinte.
E que há sempre mais uma ponte para atravessar e descobrir o que está do lado de lá.
Entre o deve e o haver, mesmo quando morre uma ilusão, creio que ficamos a ganhar.
28.1.05
Mas antes
do fim de semana, ainda temos a noite de hoje, em casa, e a oportunidade de ver uma obra verdadeiramente imperdível:
"Até Amanhã Camaradas"
"Até Amanhã Camaradas"
(retirei a foto porque pesava imenso a abrir o blog...)
Descreve assim o livro, Urbano Tavares Rodrigues:
A humanidade profunda na austeridade de quem entrega a sua vida à causa da libertação de um povo merece todo o fluir da narração, as reacções de muitas das figuras. Se é certo que o campo e os camponeses pobres e explorados, os pinhais de névoa, a desconfiança dos humildes, a bravura dos operários nas suas greves aqui aparecem, o tema central é a vida do Partido, as ligações, as casas de apoio, os contactos e precauções; por fim a prisão, a tortura, a morte. No presente um romence histórico, a diversos títulos: como obra de arte que é; como testemunho de alcance sociológico e político; como exercício moral (não confundir com moralizante, no estrito sentido apologético). Em resumo, um grande livro, inesperado e onde os sentimentos mais fortes e puros do homem encontram a simplicidade e o rigor transparente da expressão.
Em entrevista, diz o realizador, Joaquim Leitão:
"...este é um livro sobre militantes, e, curiosamente, acho que este é um dos poucos livros que existe sobre a militância. Normalmente, os livros que existem falam mais sobre acontecimentos, ou "a grande história do grande acto heróico do grande herói militante". Contrariamente, esta é a história sobre a rotina dos militantes, e isso é fascinante, porque são pessoas profissionais da revolução e da organização, e simultaneamente pessoas que estão a fazer aquilo com uma paixão enorme"
"...Eu acredito que nós somos o nosso próprio destino, e que se nós não fizermos, ninguém faz por nós. Realmente, hoje alguma parte da juventude não sente que as coisas podem mudar, se quisermos"(...)
Nem mais!
Descreve assim o livro, Urbano Tavares Rodrigues:
A humanidade profunda na austeridade de quem entrega a sua vida à causa da libertação de um povo merece todo o fluir da narração, as reacções de muitas das figuras. Se é certo que o campo e os camponeses pobres e explorados, os pinhais de névoa, a desconfiança dos humildes, a bravura dos operários nas suas greves aqui aparecem, o tema central é a vida do Partido, as ligações, as casas de apoio, os contactos e precauções; por fim a prisão, a tortura, a morte. No presente um romence histórico, a diversos títulos: como obra de arte que é; como testemunho de alcance sociológico e político; como exercício moral (não confundir com moralizante, no estrito sentido apologético). Em resumo, um grande livro, inesperado e onde os sentimentos mais fortes e puros do homem encontram a simplicidade e o rigor transparente da expressão.
Em entrevista, diz o realizador, Joaquim Leitão:
"...este é um livro sobre militantes, e, curiosamente, acho que este é um dos poucos livros que existe sobre a militância. Normalmente, os livros que existem falam mais sobre acontecimentos, ou "a grande história do grande acto heróico do grande herói militante". Contrariamente, esta é a história sobre a rotina dos militantes, e isso é fascinante, porque são pessoas profissionais da revolução e da organização, e simultaneamente pessoas que estão a fazer aquilo com uma paixão enorme"
"...Eu acredito que nós somos o nosso próprio destino, e que se nós não fizermos, ninguém faz por nós. Realmente, hoje alguma parte da juventude não sente que as coisas podem mudar, se quisermos"(...)
Nem mais!
Projectos
Para o fim de semana que se avizinha
Sobejamente anunciado e comentado em tudo quanto é órgãos de comunicação social, incluindo blogs.
Expectativa, muita expectativa...(principalmente por causa do Jude Law...quer-se dizer, a realização, a banda sonora, os diálogos...disfarça, pois, disfarça...características técnicas e isso...mas que o homem é...*suspiro*..., ai, ai, lá isso, é...amigas, pronunciem-se!)
Comentarei, à posteriori, os detalhes...er...técnicos do filme.;-)
Sobejamente anunciado e comentado em tudo quanto é órgãos de comunicação social, incluindo blogs.
Expectativa, muita expectativa...(principalmente por causa do Jude Law...quer-se dizer, a realização, a banda sonora, os diálogos...disfarça, pois, disfarça...características técnicas e isso...mas que o homem é...*suspiro*..., ai, ai, lá isso, é...amigas, pronunciem-se!)
Comentarei, à posteriori, os detalhes...er...técnicos do filme.;-)
Porque é pouco
muito pouco, o que as palavras podem dizer para que a memória permaneça viva, muitos dos bloguistas falam e continuam a falar do Holocausto. Muitos dos meus favoritos o fizeram de forma simples e original, com espanto perante a dimensão do horror, com silêncios, com respeito.
Deles é este destaque, da Azul, de Persephone, do Afixe, do Cap, e do pedra .
De todos nós é a responsabilidade de não deixar branquear a memória, de não esquecer do que é capaz a (des)humanidade.
Deles é este destaque, da Azul, de Persephone, do Afixe, do Cap, e do pedra .
De todos nós é a responsabilidade de não deixar branquear a memória, de não esquecer do que é capaz a (des)humanidade.
27.1.05
NUNCA mais!
OS SAPATOS DE AUSCHWITZ
No Museu de Auschwitz, a sala dos sapatos
Por estes sapatos que tiveram
dentro da noite os pés
arrastou-se a eternidade
Sapatos que sobem ao Céu
no seu último passo
que arranham as paredes
que se aconchegam
com as solas em silêncio
como peças de um passado
Aonde vão os pés a flutuar?
Os pés no fumo do sonho
ou nas nuvens
como linho tecidas pelo ar
subindo uns pelos outros
os sapatos têm cor de cinza
como a cinza dos corpos
que lhes estão a faltar
Estes sapatos traspassam
nossa alma
como um frio de névoa
como um rio de lama.
Marés
Se eu quiser
uma onda ou estrela do mar
não as peço, apenas sonho
Estendo a mão e esperarei que me caiam no colo
ou nasçam a meus pés
Mas se eu quiser,
conservá-las muito tempo,
cuidarei delas como de um cristal raro,
antes que se dissolvam
em espuma branca na brancura da areia.
Não se pode possuir o azul do mar.
Mergulha-se nele,
como um homem mergulha numa mulher
enquanto a ama...
e a deixa livre quando dela se afasta um pouco,
exausto e feliz
Não se prende o vento nem o mar ou a côr da estrela.
São nossos apenas no olhar e no sentir.
Respira,
enche o peito de ar.
Agora, fecha os olhos e
o amor entrará dentro de ti,
como o vento que te acaricia e foge
ou a onda que te beija
E se não souberes,
Fechar os braços no momento certo e mágico
e apertá-los com força junto ao coração,
quando os abrires,
a vaga terá morrido a teus pés
e recuado mar adentro
com determinação.
Outras virão, com as marés
cada uma mais bela e diferente,
mas aquela, única, não.
uma onda ou estrela do mar
não as peço, apenas sonho
Estendo a mão e esperarei que me caiam no colo
ou nasçam a meus pés
Mas se eu quiser,
conservá-las muito tempo,
cuidarei delas como de um cristal raro,
antes que se dissolvam
em espuma branca na brancura da areia.
Não se pode possuir o azul do mar.
Mergulha-se nele,
como um homem mergulha numa mulher
enquanto a ama...
e a deixa livre quando dela se afasta um pouco,
exausto e feliz
Não se prende o vento nem o mar ou a côr da estrela.
São nossos apenas no olhar e no sentir.
Respira,
enche o peito de ar.
Agora, fecha os olhos e
o amor entrará dentro de ti,
como o vento que te acaricia e foge
ou a onda que te beija
E se não souberes,
Fechar os braços no momento certo e mágico
e apertá-los com força junto ao coração,
quando os abrires,
a vaga terá morrido a teus pés
e recuado mar adentro
com determinação.
Outras virão, com as marés
cada uma mais bela e diferente,
mas aquela, única, não.
26.1.05
Grande jogo!
Magnífico espectáculo! Em que, seja quem fôr que marque a grande penalidade da vitória, ganha, sobretudo, o desporto!
Desenvolvi entretanto, uma teoria. O futebol é uma exibição emocionante, depois de vermos ao vivo e a cores (e cheiros e sons e cânticos e nós nos estômago e gritos de "Palhaços!", "Boa!", "Ganda goooolo!!", "Fora!", Comprado!!", e outros que, por poderem ferir ouvidos mais sensíveis, não serão postados aqui) a equipa da nossa preferência, num estádio magnífico, onde uma águia chamada Vitória faz um voo elegante do alto da mais alta bancada até ao relvado e às mãos do seu treinador.
Desenvolvi entretanto, uma teoria. O futebol é uma exibição emocionante, depois de vermos ao vivo e a cores (e cheiros e sons e cânticos e nós nos estômago e gritos de "Palhaços!", "Boa!", "Ganda goooolo!!", "Fora!", Comprado!!", e outros que, por poderem ferir ouvidos mais sensíveis, não serão postados aqui) a equipa da nossa preferência, num estádio magnífico, onde uma águia chamada Vitória faz um voo elegante do alto da mais alta bancada até ao relvado e às mãos do seu treinador.
Não tem comparação possível com a exibição num quadradinho de écran.
(começaram os penaltis, já venho cá)
Grande, grande jogo de futebol!! Jogadas bonitas, luta renhida, o resultado final a ter que ser obtido por grande penalidade e só depois de muitos penaltis bem marcados.
Apesar de estar feliz pelo Benfica, o mérito da equipa do Sporting é indesmentível.
Parabéns a estes dois clubes.
(começaram os penaltis, já venho cá)
Grande, grande jogo de futebol!! Jogadas bonitas, luta renhida, o resultado final a ter que ser obtido por grande penalidade e só depois de muitos penaltis bem marcados.
Apesar de estar feliz pelo Benfica, o mérito da equipa do Sporting é indesmentível.
Parabéns a estes dois clubes.
Aviso à Navegação!
Motivada por inúmeras manifestações de solidariedade, pesar, preocupação e propostas de casamento, a gerência desta chafarica informa os estimados ouvintes...ah não é nada disto, desculpem...informa, a quem possa interessar que, neste blog,
NÃO se fala da vida real.
NÃO se aceitam propostas de casamento por email.
NÃO se escreve aqui para que os amigos se preocupem com as metáforas que tanto trabalhinho dão a construir e nos telefonem a seguir com voz sussurrada de quem acaba de entrar num velório e tem medo de acordar o morto "então, mas o que se passa, estás tristinha, vê lá, não queres vir tomar um cafézinho" e eu odeio! a mania que a malta tem de usar os "inhos" sempre que pensam que uma gaja está c'a neura!.
NÃO sou feita de cristal, sou crescidinha e sei lidar bem com o que quer que seja.
NÃO se sabe o que se vai escrever no minuto seguinte e tanto pode sair um poema todo lamechas a falar das nuvens(inhas) e dos passar(inhos) e das abelh(inhas)!!, como um texto a partir tudo o que tenha o azar de se encontrar pela frente ou uma cena da vida (quase) real para dar umas boas gargalhadas.
NÃO sei o que hei-de dizer mais e por isso vou à vidinha que tenho mais o que fazer do que andar para aqui a dizer baboseiras.
O programa segue dentro de momentos, obrigada estimado público, não percam a seguir, já a seguir, a....MULHER BARBADA! Um fenómeno nunca visto nesta terra além-sul do tejo, entrem todos, é entr....(sempre quis ser directora de circo...)
25.1.05
Ainda sobre
as palavras.
Sobre elas ferirem mas não matarem, diz Frei Tomás.
E sobre feridas que nunca saram. Ficam cobertas por uma fina camada de pele, pele nova, que renasce, e cobre o vermelho inicial, do primeiro choque que rasgou a primeira pele mas, por dentro, não saram.
Julgamos que está curada porque não se vê, mas basta um toque, um acto, uma palavra para que a dor recomece.
Há momentos que ficam marcados a ferro em brasa na alma. Uns bons, como o primeiro beijo, o nascimento de um filho, outros que ferem...como a queda de um castelo contruido sobre nuvens ou o olhar que desejámos e...que, afinal, não nos foi dirigido.
Ferro em brasa devia cauterizar as feridas. Mas não. Ou talvez sim, só que a marca, essa, fica lá.
Sobre elas ferirem mas não matarem, diz Frei Tomás.
E sobre feridas que nunca saram. Ficam cobertas por uma fina camada de pele, pele nova, que renasce, e cobre o vermelho inicial, do primeiro choque que rasgou a primeira pele mas, por dentro, não saram.
Julgamos que está curada porque não se vê, mas basta um toque, um acto, uma palavra para que a dor recomece.
Há momentos que ficam marcados a ferro em brasa na alma. Uns bons, como o primeiro beijo, o nascimento de um filho, outros que ferem...como a queda de um castelo contruido sobre nuvens ou o olhar que desejámos e...que, afinal, não nos foi dirigido.
Ferro em brasa devia cauterizar as feridas. Mas não. Ou talvez sim, só que a marca, essa, fica lá.
24.1.05
O post
abaixo é sobre palavras interditas.
Palavras que mudariam o curso do rio se as disséssemos.
O curso do rio pode ser mudado em efémeros segundos, se rebentarmos com um dique que o segura, mais acima ou mais abaixo.
Pum! Uma palavra e o dique desfaz-se e a água turbulenta, atropela-se e corre sem parar noutro caminho. Em direcção ao futuro.
Pum! A explosão, as palavras são efémeras mas as suas consequências ficam para sempre. O rio não voltará de novo ao seu curso inicial. Mesmo que outro dique se construa, algo haverá mudado, nem que sejam centímetros de margem.
Por isso não as disse, as palavras.
Palavras que mudariam o curso do rio se as disséssemos.
O curso do rio pode ser mudado em efémeros segundos, se rebentarmos com um dique que o segura, mais acima ou mais abaixo.
Pum! Uma palavra e o dique desfaz-se e a água turbulenta, atropela-se e corre sem parar noutro caminho. Em direcção ao futuro.
Pum! A explosão, as palavras são efémeras mas as suas consequências ficam para sempre. O rio não voltará de novo ao seu curso inicial. Mesmo que outro dique se construa, algo haverá mudado, nem que sejam centímetros de margem.
Por isso não as disse, as palavras.
Queria
dizer tanta coisa...
Tanta coisa que queria e não posso dizer.
Podia dizer outras coisas que não quero, só por dizer.
Mas não seria isso o que eu quereria.
E, por isso, não digo nada.
Tanta coisa que queria e não posso dizer.
Podia dizer outras coisas que não quero, só por dizer.
Mas não seria isso o que eu quereria.
E, por isso, não digo nada.
21.1.05
Este hábito
de começar as manhãs "folheando" páginas de blogs favoritos, é uma fonte de emoções. Traz risos, lágrimas e ternura. Informa-nos do que acontece pelo mundo e na casa, que é como quem diz na alma, dos nossos amigos virtuais.
Tenho que trazer para aqui este texto que me entrou pelos olhos e coração dentro.
Tenho que trazer para aqui este texto que me entrou pelos olhos e coração dentro.
Do Brasil, da sua gente, dos seus poetas e cantores, chega-nos a exaltação da vida. Luminosa, quente, arrebatadora, como o sol tropical.
Querida Agatha , obrigado!
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata
trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor,
sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance;
para as coisas que não podem ser mudadas
resta-nos somente paciência porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu."
Luiz Fernando Veríssimo nasceu em Porto Alegre - Estado do Rio Grande do Sul - em 1936
Querida Agatha , obrigado!
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata
trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor,
sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance;
para as coisas que não podem ser mudadas
resta-nos somente paciência porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu."
Luiz Fernando Veríssimo nasceu em Porto Alegre - Estado do Rio Grande do Sul - em 1936
20.1.05
Não sei porque
é que me lembrei disto mas já que o fiz fui à procura de uma foto e atrás da foto veio a história e voilá!
A Torre de Babel
"Eis que todos constituem um só povo e falam uma só língua. Isso é o começo de suas iniciativas! Agora, nenhum desígnio será irrealizável para eles."
Jeová, um pouco antes de confundir a linguagem dos homens (Gênesis,11)
Construindo a torre
Em tempos imemoriais, num vale da Mesopotâmia, os clãs dos descendentes dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé, em sua marcha para o Oriente, se encontraram e se puseram a construir uma enorme torre, a torre de Babel. Empilharam, para tanto, milhares de tijolos, colando-os uns sobre os outros, com betume, para fazer com que um dia o seu ápice penetrasse nos céus. Provavelmente a intenção deles era agradecer à divindade por terem escapado ao terrível dilúvio que tudo arrasara em tempos remotos. Mas não foi assim que Jeová entendeu. Não viu aquele colosso se erguer no meio do nada como um possível agrado a ele, mas sim como prova da soberba dos homens. Queriam rivalizar-se com Ele. Resolveu intervir. Desceu em meio aos construtores e num gesto Dele todos começaram a dizer palavras em línguas diferentes. Ninguém mais se entendeu.
As línguas separaram a humanidade
A confusão começou em Babel
Tamanha foi a desavença entre os humanos, que cada grupo resolveu partir para um canto distinto da terra. Desse desentendimento de Jeová com os homens teriam nascido as confusões que conhecemos e que padecemos. Um Deus que temia a força daqueles a quem dera vida, agora os enfraquecia pela eternidade afora, dando um idioma diferente a cada um deles. Foi certamente pensando nisso que Jean Jacques Rousseau, no seu Ensaio sobre a Origem das Línguas, afirmou que elas nasceram das paixões (dos rancores herdados dos tempos da Torre de Babel) e não das necessidades. Ou, como ele mesmo sentenciou, "não é a fome ou a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera que lhes arrancaram as primeiras vozes... para repelir um agressor injusto, a natureza impõe sinais, gritos e queixumes."
Gosto de cenas bíblicas, o que é que querem...
A Torre de Babel
"Eis que todos constituem um só povo e falam uma só língua. Isso é o começo de suas iniciativas! Agora, nenhum desígnio será irrealizável para eles."
Jeová, um pouco antes de confundir a linguagem dos homens (Gênesis,11)
Construindo a torre
Em tempos imemoriais, num vale da Mesopotâmia, os clãs dos descendentes dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé, em sua marcha para o Oriente, se encontraram e se puseram a construir uma enorme torre, a torre de Babel. Empilharam, para tanto, milhares de tijolos, colando-os uns sobre os outros, com betume, para fazer com que um dia o seu ápice penetrasse nos céus. Provavelmente a intenção deles era agradecer à divindade por terem escapado ao terrível dilúvio que tudo arrasara em tempos remotos. Mas não foi assim que Jeová entendeu. Não viu aquele colosso se erguer no meio do nada como um possível agrado a ele, mas sim como prova da soberba dos homens. Queriam rivalizar-se com Ele. Resolveu intervir. Desceu em meio aos construtores e num gesto Dele todos começaram a dizer palavras em línguas diferentes. Ninguém mais se entendeu.
As línguas separaram a humanidade
A confusão começou em Babel
Tamanha foi a desavença entre os humanos, que cada grupo resolveu partir para um canto distinto da terra. Desse desentendimento de Jeová com os homens teriam nascido as confusões que conhecemos e que padecemos. Um Deus que temia a força daqueles a quem dera vida, agora os enfraquecia pela eternidade afora, dando um idioma diferente a cada um deles. Foi certamente pensando nisso que Jean Jacques Rousseau, no seu Ensaio sobre a Origem das Línguas, afirmou que elas nasceram das paixões (dos rancores herdados dos tempos da Torre de Babel) e não das necessidades. Ou, como ele mesmo sentenciou, "não é a fome ou a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera que lhes arrancaram as primeiras vozes... para repelir um agressor injusto, a natureza impõe sinais, gritos e queixumes."
Gosto de cenas bíblicas, o que é que querem...
19.1.05
O mundo às avessas - take one
No capítulo "Aulas magistrais de impunidade", está, entre muitas outras, esta pequena história...
A borboletinha azul
Em 1994, a empresa petrolífera Chevron, que noutros tempos se chamara Standard Oil of California, gastou muitos milhões de dólares numa campanha publicitária que exaltava os seus desvelos com a defesa do meio ambiente nos Estados unidos.
A campanha centrava-se na protecção que a empresa dá a umas borboletinhas azuis que estavam em risco de extinção. O refúgio que dava amparo a estes insectos custava à Chevron cinco mil dólares por ano; mas a empresa gastava oitenta vezes mais para produzir cada minuto da publicidade que louvava a sua vocação ecológica e muito mais, ainda, por cada minuto da emissão do bombardeamento publicitário das borboletinhas azuis esvoaçando nos ecrãs da televisão norte-americana.
O spa dos bichinhos estava instalado na refinaria El Segundo, nas areias do sul de Los Angeles. E esta continua a ser uma das piores fontes de contaminação da água, do ar e da terra, em toda a Califórnia.
Palavras para quê?
Nota: É de salientar que, o autor consultou um manancial enormíssimo de fontes bibliográficas oficiais, como relatórios das nações unidas, programas de governos, textos de tratados e acordos de medidas ambientais, contas e planos de grandes grupos económicos, o que transforma este livro num verdadeiro trabalho de investigação nas áreas que aborda.
É inevitável
voltar a ele.
Eduardo Galeano tem lugar cativo neste blog.
A ler "De pernas para o ar - a escola do mundo às avessas", do qual só encontrei uma foto de uma edição em inglês
onde este homem fala de um mundo onde o racismo, a impunidade e a prepotência são valores a perpetuar. É um relato irónico do mundo em que vivemos, onde ele começa dizendo:
"Há cento e trinta e anos, depois de visitar o país o país das maravilhas, Alice meteu-se no espelho para descobrir o mundo às avessas. Se Alice renascesse nos nossos dias, não precisaria de atravessar nenhum espelho: bastar-lhe-ia pôr-se à janela"
e o livro termina desta forma:
"O autor acabou de escrever este livro em Agosto de 1998. Se quiser saber como continua, leia, ouça ou veja as notícias de cada dia"
O programa segue dentro de momentos...
Eduardo Galeano tem lugar cativo neste blog.
A ler "De pernas para o ar - a escola do mundo às avessas", do qual só encontrei uma foto de uma edição em inglês
onde este homem fala de um mundo onde o racismo, a impunidade e a prepotência são valores a perpetuar. É um relato irónico do mundo em que vivemos, onde ele começa dizendo:
"Há cento e trinta e anos, depois de visitar o país o país das maravilhas, Alice meteu-se no espelho para descobrir o mundo às avessas. Se Alice renascesse nos nossos dias, não precisaria de atravessar nenhum espelho: bastar-lhe-ia pôr-se à janela"
e o livro termina desta forma:
"O autor acabou de escrever este livro em Agosto de 1998. Se quiser saber como continua, leia, ouça ou veja as notícias de cada dia"
O programa segue dentro de momentos...
18.1.05
Olha, a propósito
Na página
a que os gajos chamam "dashboard" (não sei traduzir...quadro? de quê?...bem, adiante), do Blogger, enquanto esperava que me abrisse o coiso para escrever este post e lia distraídamente a publicidade dos tipos, dei com isto:
Anyone Can Do It
Blogger got a nice mention in the current issue of TIME Magazine. 10 Things We Learned About Blogs: "Blogs wouldn't be such a democratic medium if they weren't so easy to set up. The most popular service, Blogger, owned by Google, boasts features like push-button photoblogging." Nice.
– Biz [12/21/2004 03:23:37 PM]
Um: Era bom que me abrissem esta m**** rápidamente para eu me apetecer dizer "Nice".
Dois: Nunca vi tal "button". Alguém sabe dele?
Anyone Can Do It
Blogger got a nice mention in the current issue of TIME Magazine. 10 Things We Learned About Blogs: "Blogs wouldn't be such a democratic medium if they weren't so easy to set up. The most popular service, Blogger, owned by Google, boasts features like push-button photoblogging." Nice.
– Biz [12/21/2004 03:23:37 PM]
Um: Era bom que me abrissem esta m**** rápidamente para eu me apetecer dizer "Nice".
Dois: Nunca vi tal "button". Alguém sabe dele?
E nunca é demais
conhecermos e reflectirmos cada um de nós, sobre as reflexões de outros quanto a este inexplicável mundo paralelo em que nos encontramos - a blogosfera.
No Modus Vivendi, a Ana dizia assim:
Do espaço em volta
A blogosfera tem um tempo , um ritmo, um espaço de respiração próprios. Ter chegado aqui, há mais de um ano e meio, numa tarde de primavera, o belo sol napolitano ainda a aquecer a pele e a ironia pronta como endereço, foi o primeiro passo de um caminho que se tornou habitual, quotidiano, de procura e partilha das palavras que rasgam a névoa do que se vive dentro. Para além disso, desse exercício gratificante e tantas vezes catártico, regenerador, de comprazimento estético, feito de meias verdades sentidas e de liberdade poética saboreada, trouxe-me amizades para dentro dos dias; o tempo e os gestos fizeram o trabalho de expurgo que lhes cabe de natura - as poucas que eram fúteis e falsas ficaram na beira do caminho, as verdadeiras cresceram e floriram. E mais ainda do que amizades, este universo levou-me as palavras no vento e devolveu-as direitas ao centro da vida.(...)
- Ana, 15:54
E eu concordo em absoluto.
No Modus Vivendi, a Ana dizia assim:
Do espaço em volta
A blogosfera tem um tempo , um ritmo, um espaço de respiração próprios. Ter chegado aqui, há mais de um ano e meio, numa tarde de primavera, o belo sol napolitano ainda a aquecer a pele e a ironia pronta como endereço, foi o primeiro passo de um caminho que se tornou habitual, quotidiano, de procura e partilha das palavras que rasgam a névoa do que se vive dentro. Para além disso, desse exercício gratificante e tantas vezes catártico, regenerador, de comprazimento estético, feito de meias verdades sentidas e de liberdade poética saboreada, trouxe-me amizades para dentro dos dias; o tempo e os gestos fizeram o trabalho de expurgo que lhes cabe de natura - as poucas que eram fúteis e falsas ficaram na beira do caminho, as verdadeiras cresceram e floriram. E mais ainda do que amizades, este universo levou-me as palavras no vento e devolveu-as direitas ao centro da vida.(...)
- Ana, 15:54
E eu concordo em absoluto.
Andava
já desde há alguns dias, para trazer este poema do lado de lá daquela ponte que tenho ali em cima.
"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em tí.... "
Mário Quintana ( 1906-1994) - Poema do livro " Esconderijos do Tempo".
Obrigada Agatha , por me deixar descobrir esta pérola ;-)
"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em tí.... "
Mário Quintana ( 1906-1994) - Poema do livro " Esconderijos do Tempo".
Obrigada Agatha , por me deixar descobrir esta pérola ;-)
17.1.05
ZzzzZZZZzzzzzZZZzzZzzzZ....
tenho uma mosca no cérebro. Quer dizer, tenho uma mosca no gabinete.
Todo o santo dia uma mosca no gabinete, a zumbir ZZzzzZZZzzzZzz e mais ZZZzzzZZZ e o zumbido a enfiar-se-me no cérebro, tanto que parece que já a tenho lá dentro. À mosca. No cérebro.
E o que mais me irrita é que já fiz milhares de coisas, telefonei e recebi telefonemas, papéis, faxes, cafézinhos e conversa com este e mais com aquela e a p*** da mosca sempre aqui, ZZzzzzZZZZzzzzZ e eu a ouvi-la e a pensar "que m****, que tenho que me levantar para abrir a janela" e já entrei e saí dezenas de vezes do gabinete e já entraram e sairam uma dezena de pessoas e até agora nada, continuo aqui, eu e a mosca, a coabitar neste pequeno espaço, a ouvir Norah Jones e a atender telefones e a dar uma vista de olhos por blogs e a assinar papéis e a marcar reuniões, "aí não, que tenho que estar em Lisboa; no dia x?? Nem pense, a miúda faz-me anos e tenho que ver o que faço, e a L também vai?" tudo, TUDO as duas, a mosca e eu.
Não tarda estou a perguntar-lhe "Ó tu que és mosca e ouves tudo, és capaz de ir ali...e dizer-me o que se está a passar?"
Boa idéia, esta...quem me dera ser mosca...
Todo o santo dia uma mosca no gabinete, a zumbir ZZzzzZZZzzzZzz e mais ZZZzzzZZZ e o zumbido a enfiar-se-me no cérebro, tanto que parece que já a tenho lá dentro. À mosca. No cérebro.
E o que mais me irrita é que já fiz milhares de coisas, telefonei e recebi telefonemas, papéis, faxes, cafézinhos e conversa com este e mais com aquela e a p*** da mosca sempre aqui, ZZzzzzZZZZzzzzZ e eu a ouvi-la e a pensar "que m****, que tenho que me levantar para abrir a janela" e já entrei e saí dezenas de vezes do gabinete e já entraram e sairam uma dezena de pessoas e até agora nada, continuo aqui, eu e a mosca, a coabitar neste pequeno espaço, a ouvir Norah Jones e a atender telefones e a dar uma vista de olhos por blogs e a assinar papéis e a marcar reuniões, "aí não, que tenho que estar em Lisboa; no dia x?? Nem pense, a miúda faz-me anos e tenho que ver o que faço, e a L também vai?" tudo, TUDO as duas, a mosca e eu.
Não tarda estou a perguntar-lhe "Ó tu que és mosca e ouves tudo, és capaz de ir ali...e dizer-me o que se está a passar?"
Boa idéia, esta...quem me dera ser mosca...
Afinal
aquela coisa do "pesquisar neste blog" serve para quê??
Ando ali pelo 100nada a tentar encontrar um post antigo, pela palavra-chave AMIGOS e não dá nada...será porque a Catarina a escreveu umas largas centenas de vezes?
Ando ali pelo 100nada a tentar encontrar um post antigo, pela palavra-chave AMIGOS e não dá nada...será porque a Catarina a escreveu umas largas centenas de vezes?
Não tenho paciência...Cat, lembras-te daquela "dos amigos que já temos mas ainda não sabemos que temos"? Importas-te de procurar, que anda tudo a falar nisso e eu agora quero mostrar? Brigadinhes...
16.1.05
Queria
escrever qualquer coisa sobre Confiança. Ou talvez seja sobre Amizade. Se calhar, sobre ambas. Não sei.
Quando somos objecto da confiança de alguém, de uma forma espontânea, até mesmo inesperada, pesa-nos em seguida a enorme responsabilidade de continuarmos a ser merecedores dela. O medo de não estar à altura. Ou de que outros tentem fazer crer que não estamos à altura.
Há coisas que, de tão raras que são, têm um valor incalculável e é natural que as queiramos preservar, a todo o custo.
Este espaço em branco também serve para isso. Para firmarmos "contratos" com as pessoas de quem gostamos, que nos lêem.
Para lhes dizer palavras que não dissémos noutros lugares, por não termos espaço, ou tempo, ou não sabermos como as dizer ou, simplesmente, acharmos que, nessa altura, não era preciso dizê-las porque tínhamos os olhos e esses também falam.
Contaste-me coisas antigas da tua vida como quem confia um segredo guardado a sete-chaves. Com uma ponta de mágoa no fundo do olhar e uma imensa coragem para dizer o que disseste, essas coisas que guardas contigo e que, imagino, não sejam nada fáceis de contar. As coisas que te tornaram a pessoa que hoje és, o percurso do qual me pareceu que te orgulhas, apesar de tudo.
De que deves orgulhar-te, digo-to eu.
Contaste-as com a voz firme, embora numa altura ou outra a baixasses de tom, como que com medo de acordar fantasmas que tens tentado manter adormecidos há muito, muito tempo. Nunca se sabe o que pode acontecer se eles acordarem...
"não quero fechar-me, mas não posso abrir-me", faz agora todo o sentido que tentei descortinar, de entre muitos possíveis, na altura em que o escreveste.
Ouvi-te, querendo dizer-te que não duvides, que sim, tudo farei para ser merecedora dessa confiança que em mim depositaste.
De mim, dir-te-ão o céu e o inferno. Ou, se calhar, já o fizeram.
Custou um bocado até me habituar a isso, fui apanhada de surpresa muitas vezes, ao vir a saber coisas que se diziam, facas que se espetavam no sítio mais sensível, aquele onde as feridas não saram. Demorou tempo até perceber que, por não querer mal às pessoas, ou até mesmo ignorar que elas existiam, isso não significava que não me quisessem elas mal a mim. Vá-se lá saber porquê...Talvez porque a inveja existe e o rancor, mesmo que nada faças para o provocar, é a manifestação da falta de carácter de tanta gente que nos rodeia com sorrisos e palmadinhas nas costas. Depois habituei-me. Passei a ignorar. E mais, a rir, de cada vez que alguém amigo me contava mais um episódio sórdido de uma qualquer novela rasca que se passava nas minhas costas. Tem mesmo que ser assim se queres seguir em frente.
Sigo em frente de cabeça levantada.
Se te disserem de mim o céu ou o inferno, não os ouças. Antes de te deixares tentar por, em função disso construires uma imagem de mim, pergunta-me. De olhos nos olhos. Porque é dentro dos olhos que se vê a verdade.
Olhos e mãos e risos. E palavras e silêncios, é disso que se compõe uma forte amizade. E é nesse muro de confiança que batem e caem no chão todas as tentativas de destruição que possam vir de fora.
Quero que saibas que podes contar comigo. Que me encheste de uma espécie de orgulho infantil por me teres falado de ti como o fizeste. Por me entregares a tua confiança.
Que, apesar de seres "inconveniente", "irregular", "terrível", há uma dessas palavras que se sobrepõe às outras três: "AMIGO".
Acho que, afinal, era sobre isto que queria escrever. O maior tesouro do mundo, a construção da amizade. Como a raposa disse ao "Principezinho", quando este lhe perguntou o que havia de fazer para ter um amigo:
- Precisas de ser muito perseverante - explicou a raposa. - Ao princípio, sentas-te ali na erva, um pouco longe de mim. Espreitar-te-ei pelo canto do olho e tu nada dirás. A linguagem é fonte de mal-entendidos. Depois, dia a dia, vens sentar-te um bocadinho mais perto...
Sim, parece-me que é esta a maneira.
Quando somos objecto da confiança de alguém, de uma forma espontânea, até mesmo inesperada, pesa-nos em seguida a enorme responsabilidade de continuarmos a ser merecedores dela. O medo de não estar à altura. Ou de que outros tentem fazer crer que não estamos à altura.
Há coisas que, de tão raras que são, têm um valor incalculável e é natural que as queiramos preservar, a todo o custo.
Este espaço em branco também serve para isso. Para firmarmos "contratos" com as pessoas de quem gostamos, que nos lêem.
Para lhes dizer palavras que não dissémos noutros lugares, por não termos espaço, ou tempo, ou não sabermos como as dizer ou, simplesmente, acharmos que, nessa altura, não era preciso dizê-las porque tínhamos os olhos e esses também falam.
Contaste-me coisas antigas da tua vida como quem confia um segredo guardado a sete-chaves. Com uma ponta de mágoa no fundo do olhar e uma imensa coragem para dizer o que disseste, essas coisas que guardas contigo e que, imagino, não sejam nada fáceis de contar. As coisas que te tornaram a pessoa que hoje és, o percurso do qual me pareceu que te orgulhas, apesar de tudo.
De que deves orgulhar-te, digo-to eu.
Contaste-as com a voz firme, embora numa altura ou outra a baixasses de tom, como que com medo de acordar fantasmas que tens tentado manter adormecidos há muito, muito tempo. Nunca se sabe o que pode acontecer se eles acordarem...
"não quero fechar-me, mas não posso abrir-me", faz agora todo o sentido que tentei descortinar, de entre muitos possíveis, na altura em que o escreveste.
Ouvi-te, querendo dizer-te que não duvides, que sim, tudo farei para ser merecedora dessa confiança que em mim depositaste.
De mim, dir-te-ão o céu e o inferno. Ou, se calhar, já o fizeram.
Custou um bocado até me habituar a isso, fui apanhada de surpresa muitas vezes, ao vir a saber coisas que se diziam, facas que se espetavam no sítio mais sensível, aquele onde as feridas não saram. Demorou tempo até perceber que, por não querer mal às pessoas, ou até mesmo ignorar que elas existiam, isso não significava que não me quisessem elas mal a mim. Vá-se lá saber porquê...Talvez porque a inveja existe e o rancor, mesmo que nada faças para o provocar, é a manifestação da falta de carácter de tanta gente que nos rodeia com sorrisos e palmadinhas nas costas. Depois habituei-me. Passei a ignorar. E mais, a rir, de cada vez que alguém amigo me contava mais um episódio sórdido de uma qualquer novela rasca que se passava nas minhas costas. Tem mesmo que ser assim se queres seguir em frente.
Sigo em frente de cabeça levantada.
Se te disserem de mim o céu ou o inferno, não os ouças. Antes de te deixares tentar por, em função disso construires uma imagem de mim, pergunta-me. De olhos nos olhos. Porque é dentro dos olhos que se vê a verdade.
Olhos e mãos e risos. E palavras e silêncios, é disso que se compõe uma forte amizade. E é nesse muro de confiança que batem e caem no chão todas as tentativas de destruição que possam vir de fora.
Quero que saibas que podes contar comigo. Que me encheste de uma espécie de orgulho infantil por me teres falado de ti como o fizeste. Por me entregares a tua confiança.
Que, apesar de seres "inconveniente", "irregular", "terrível", há uma dessas palavras que se sobrepõe às outras três: "AMIGO".
Acho que, afinal, era sobre isto que queria escrever. O maior tesouro do mundo, a construção da amizade. Como a raposa disse ao "Principezinho", quando este lhe perguntou o que havia de fazer para ter um amigo:
- Precisas de ser muito perseverante - explicou a raposa. - Ao princípio, sentas-te ali na erva, um pouco longe de mim. Espreitar-te-ei pelo canto do olho e tu nada dirás. A linguagem é fonte de mal-entendidos. Depois, dia a dia, vens sentar-te um bocadinho mais perto...
Sim, parece-me que é esta a maneira.
12.1.05
Lembrei-me
de vos contar, a propósito dos comentários do post anterior que, numa das suas muitas passagens por esta terra, durante a Ovibeja 2004, o Zé Luis Peixoto veio dar uma entrevista a uma rádio local. Enquanto aguardávamos que terminasse, íamos conversando com a Margarida Cardeal que nos confidenciava (antes de as revistas terem descoberto), estar grávida, o que provocou os gracejos habituais sobre apetites e a disponibilidade para escolher de entre uma enorme variedade de gastronomia regional, presente no certame.
Acabámos em pleno restaurante de Mértola, a jantar calmamente, 4 pessoas - um escritor (dois!) premiado, uma actriz bem conhecida e uma cidadã mais ou menos anónima, sem causar maior reboliço ou curiosidade do que, talvez, os inúmeros pierciengs do Zé Luis e o reconhecimento ocasional da cara lavada da Margarida, que identificávamos nos olhares furtivos, acompanhados de cochichos.
O "miúdo", como lhe chamei ali em baixo nos comentários, sem ponta de vaidade, assumiu durante a animada conversa que mantivémos, que nunca em sonhos esperara ter o reconhecimento da sua escrita da forma como tem hoje e falou disso com uma espécie de espanto, como só as pessoas humildes são capazes de fazer quando se fala dos seus feitos mais geniais.
É também esta característica, creio eu, que o torna tão único e especial (reflexos do post ante-penúltimo), para além da extraordinária sensibilidade que deixa sair naquilo que escreve e da forma brilhante como o faz.
Um ano antes tinha-me escrito isto no livrinho que cito em baixo:
"Para a M, estes poemas que foram escritos a pensar num romance que foi escrito a pensar nestes poemas"
e no romance-gémeo isto:
"Para a M, a lua (desenho de uma lua) e as estrelas" (desenho de 3 estrelas)"
Como resistir a ser fã deste puto? Faço votos para que nunca mude, por mais fama que alcance.
O "miúdo", como lhe chamei ali em baixo nos comentários, sem ponta de vaidade, assumiu durante a animada conversa que mantivémos, que nunca em sonhos esperara ter o reconhecimento da sua escrita da forma como tem hoje e falou disso com uma espécie de espanto, como só as pessoas humildes são capazes de fazer quando se fala dos seus feitos mais geniais.
É também esta característica, creio eu, que o torna tão único e especial (reflexos do post ante-penúltimo), para além da extraordinária sensibilidade que deixa sair naquilo que escreve e da forma brilhante como o faz.
Um ano antes tinha-me escrito isto no livrinho que cito em baixo:
"Para a M, estes poemas que foram escritos a pensar num romance que foi escrito a pensar nestes poemas"
e no romance-gémeo isto:
"Para a M, a lua (desenho de uma lua) e as estrelas" (desenho de 3 estrelas)"
Como resistir a ser fã deste puto? Faço votos para que nunca mude, por mais fama que alcance.
Este livro
este livro. passa um dedo pela página, sente o papel como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.
este livro tem palavras. esquece as palavras por momentos. o que temos para dizer não pode ser dito.
sente o peso deste livro. o peso da minha mão sobre a tua. damos as mãos quando seguras este livro.
não me perguntes quem sou. não me perguntes nada. eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
pousa os lábios sobre a página. pousa os lábios sobre o papel. devagar, muito devagar, vamos beijar-nos.
in, "A Casa, a Escuridão" de José Luis Peixoto.
este livro tem palavras. esquece as palavras por momentos. o que temos para dizer não pode ser dito.
sente o peso deste livro. o peso da minha mão sobre a tua. damos as mãos quando seguras este livro.
não me perguntes quem sou. não me perguntes nada. eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
pousa os lábios sobre a página. pousa os lábios sobre o papel. devagar, muito devagar, vamos beijar-nos.
in, "A Casa, a Escuridão" de José Luis Peixoto.
11.1.05
Mais Um
Por alguma estranha razão, por vezes convencemo-nos de que somos especiais.
Seja porque confiamos em nós e na avaliação que fazemos da nossa forma de ser e agir, seja por uma palavra ou olhar de outrém, ou pelas atitudes que a maioria dos nossos concidadãos têm para connosco.
Porque nos sabemos, ou pelo menos fazemos por sê-lo, honestos, justos, verdadeiros, autênticos, julgamos que essas qualidades, aos olhos dos outros, garantem a conquista do reconhecimento, o simples reconhecimento de sermos pessoas de corpo inteiro, na difícil tarefa de Ser.
E depois a nossa auto-estima - a parva - iludida por aquilo que vê nos filmes de Hollywood, transmite-nos que um halo de brilho e cor rodeia o que somos e fazemos, como aquelas imagens em câmara lenta em que o mundo parece parado, suspenso de um único actor.
E convencemo-nos. Estúpidamente.
Vem um dia em que descobrimos que somos apenas mais um, anónimo, cinzento, na multidão.
Aviso à navegação: podem chamar-me "naif" ou outros nomes de que se lembrem, à vontade, até porque este post é mais uma experiência no divã do psicanalista...
Seja porque confiamos em nós e na avaliação que fazemos da nossa forma de ser e agir, seja por uma palavra ou olhar de outrém, ou pelas atitudes que a maioria dos nossos concidadãos têm para connosco.
Porque nos sabemos, ou pelo menos fazemos por sê-lo, honestos, justos, verdadeiros, autênticos, julgamos que essas qualidades, aos olhos dos outros, garantem a conquista do reconhecimento, o simples reconhecimento de sermos pessoas de corpo inteiro, na difícil tarefa de Ser.
E depois a nossa auto-estima - a parva - iludida por aquilo que vê nos filmes de Hollywood, transmite-nos que um halo de brilho e cor rodeia o que somos e fazemos, como aquelas imagens em câmara lenta em que o mundo parece parado, suspenso de um único actor.
E convencemo-nos. Estúpidamente.
Vem um dia em que descobrimos que somos apenas mais um, anónimo, cinzento, na multidão.
Aviso à navegação: podem chamar-me "naif" ou outros nomes de que se lembrem, à vontade, até porque este post é mais uma experiência no divã do psicanalista...
10.1.05
A propósito
do post de ontem.
Um dos blogues onde uma boa parte de gente se tem encontrado é, escusado será dizê-lo de novo, aquele a quem o template deste dedica o destaque temporário .
A natureza do debate que se gerou a propósito da Posta Romãntica, já oficialmente considerado o post que bateu o recorde de comentários no Weblog.pt, levou a isto que o sharquinho escreveu:
Para resumir o essencial a quem não passou pela Posta Romântica, o convívio partiu de uma animada converseta ocorrida a propósito da posta que referi. Ficou no ar, até pelo espírito do próprio texto que deu origem a isto, um ideal de ambiente sereno, com mantas, com lareira e com disponibilidade para a palheta. Dar ao dente, dar à língua e mais tudo o que decorra em função da matéria humana disponível e da dinâmica que a coisa gerar.
A ideia é dar os intervenientes da Posta Romântica, bem como aos visitantes habituais dos dois blogues organizadores, uma possibilidade de dar o passo seguinte a que sempre incitam estas relações da blogosfera. Falar cara a cara com quem já nos tratamos por tu é algo de salutar e torna-se inevitável quando se reúne num espaço tanta blogueiragem com a emoção à flor da pele.
Um dos blogues onde uma boa parte de gente se tem encontrado é, escusado será dizê-lo de novo, aquele a quem o template deste dedica o destaque temporário .
A natureza do debate que se gerou a propósito da Posta Romãntica, já oficialmente considerado o post que bateu o recorde de comentários no Weblog.pt, levou a isto que o sharquinho escreveu:
Para resumir o essencial a quem não passou pela Posta Romântica, o convívio partiu de uma animada converseta ocorrida a propósito da posta que referi. Ficou no ar, até pelo espírito do próprio texto que deu origem a isto, um ideal de ambiente sereno, com mantas, com lareira e com disponibilidade para a palheta. Dar ao dente, dar à língua e mais tudo o que decorra em função da matéria humana disponível e da dinâmica que a coisa gerar.
A ideia é dar os intervenientes da Posta Romântica, bem como aos visitantes habituais dos dois blogues organizadores, uma possibilidade de dar o passo seguinte a que sempre incitam estas relações da blogosfera. Falar cara a cara com quem já nos tratamos por tu é algo de salutar e torna-se inevitável quando se reúne num espaço tanta blogueiragem com a emoção à flor da pele.
É isso. Cara a cara. O passo seguinte para todos os que descobriram que é possível fazer amigos em caixas de comentários. Não se acanhem, o pequeno tubarão recebe as inscrições.
Estava aqui
muito sossegadinha frente ao pc, a pensar que a vida de blogger não é fácil...
Tal como em tudo na vida há que fazer opções, sempre as inevitáveis opções, quantas vezes malditas, as ditas.
No caso vertente (xi, palavras mais "entelectuais", nunca pensei, deve ser por ter estado a ouvir uma conferência altamente académica...ando a aprender umas coisas), ora dizia eu, no caso vertente, ou escrevemos maravilhosas tiradas a propósito de tudo e de nada e vamos mantendo fiéis uns quantos visitantes que se habituam a seguir os nossos quotidianos ou entusiasmamo-nos com esse mundo imenso que está aí, do vosso lado, e acabamos por esquecer os nossos "deveres" bloguísticos, por entre tanto que há para ler e descobrir e reler e comentar e actualizar e adorar! cada minuto. É um vício do caneco, isto. Conciliar estes dois estados - o de escriba e o de leitor/comentador - não é fácil. Sem contar, sequer, todos os outros papéis ou "identidades" que assumimos na vida lá fora.
Tudo isto para dizer que não tenho escrito muito por aqui.
Apelos deveras interessantes têm surgido noutros blogues que me levam a passar grande parte dos poucos minutos que tenho livres durante o dia, por lá. Ir a outros "ver se já lá está alguma coisa de novo", consome o resto do tempo.
Sinto a falta de vir aqui, é certo, debitar análises profundas e filosóficas de mim e das minhas pequenas e privadas tragicomédias diárias.
Habituamo-nos fácilmente a este "divã" em que nos deitamos, de mãos cruzadas sobre o peito, olhando fixamente o tecto, enquanto nos saem palavras do pensamento, direitinhas para a tela branca ao invés de ser para os ouvidos do psicanalista. Pensando nisso, poupamos umas massas...psicanálise ao preço de uma ligação ADSL...
Tal como em tudo na vida há que fazer opções, sempre as inevitáveis opções, quantas vezes malditas, as ditas.
No caso vertente (xi, palavras mais "entelectuais", nunca pensei, deve ser por ter estado a ouvir uma conferência altamente académica...ando a aprender umas coisas), ora dizia eu, no caso vertente, ou escrevemos maravilhosas tiradas a propósito de tudo e de nada e vamos mantendo fiéis uns quantos visitantes que se habituam a seguir os nossos quotidianos ou entusiasmamo-nos com esse mundo imenso que está aí, do vosso lado, e acabamos por esquecer os nossos "deveres" bloguísticos, por entre tanto que há para ler e descobrir e reler e comentar e actualizar e adorar! cada minuto. É um vício do caneco, isto. Conciliar estes dois estados - o de escriba e o de leitor/comentador - não é fácil. Sem contar, sequer, todos os outros papéis ou "identidades" que assumimos na vida lá fora.
Tudo isto para dizer que não tenho escrito muito por aqui.
Apelos deveras interessantes têm surgido noutros blogues que me levam a passar grande parte dos poucos minutos que tenho livres durante o dia, por lá. Ir a outros "ver se já lá está alguma coisa de novo", consome o resto do tempo.
Sinto a falta de vir aqui, é certo, debitar análises profundas e filosóficas de mim e das minhas pequenas e privadas tragicomédias diárias.
Habituamo-nos fácilmente a este "divã" em que nos deitamos, de mãos cruzadas sobre o peito, olhando fixamente o tecto, enquanto nos saem palavras do pensamento, direitinhas para a tela branca ao invés de ser para os ouvidos do psicanalista. Pensando nisso, poupamos umas massas...psicanálise ao preço de uma ligação ADSL...
Como agora. Comecei a escrever sem saber o que ia dizer. É quase sempre assim, esta "química" com o papel, como se de um amigo se tratasse, com quem se pode, ao fim do dia despir a pele que vestimos para todos os outros, esticar as pernas frente a uma chávena de café e falar de tudo e de nada. Ou não falar e ficar apenas em silêncio a sentir. Sentir a presença do outro, com quem estamos bem, como se tivéssemos chegado a casa.
São assim, os amigos.
Como casas que nos aceitam de portas escancaradas, onde celebramos com risos e rolhas a saltar, as nossas alegrias e vitórias, onde choramos mágoas que por desaguarem nos amigos não nos afogam ou onde ficamos aninhados apenas, em silêncio, no quente de uma manta ou de um ombro.
É, é como um amigo, esta tela branca onde me acolho.
São assim, os amigos.
Como casas que nos aceitam de portas escancaradas, onde celebramos com risos e rolhas a saltar, as nossas alegrias e vitórias, onde choramos mágoas que por desaguarem nos amigos não nos afogam ou onde ficamos aninhados apenas, em silêncio, no quente de uma manta ou de um ombro.
É, é como um amigo, esta tela branca onde me acolho.
Eu sei que
fomos elogiados por não andarmos de "crista levantada" em relação a termos perdido com o Sporting. Mantenho que a humidade é uma coisa muito bonita e recomenda-se. Mas não posso deixar de vos informar que o melhor relato desportivo que alguma vez na vida li, a propósito deste jogo, está aqui, escrito pelo nosso polivalente (deveria antes dizer omnipresente??) Shark.
Nada tendencioso, objectivo, altamente "técnico", numa palavra hilariante!
Nada tendencioso, objectivo, altamente "técnico", numa palavra hilariante!
9.1.05
O grande problema
agora, depois disto, hoje
é convencer dois pirralhos de que não são o Flecha e a Violeta, nem têm superpoderes...
é convencer dois pirralhos de que não são o Flecha e a Violeta, nem têm superpoderes...
Testinho lindo lá lá lá
Pois, mudanças.
Para já fica assim que tenho tanto sono que já troco as letras e as cores e as linhas e já nem vejo isto!
Depois mudo tudo. Claro!
Ora, mas indo ao que interessa de verdade, a questão é a seguinte:
Vê-se tudo bem ou vão dizer-me que tive um trabalhão do caraças, há 3 horas que estou a mexer nisto e continuam a aparecer maiúsculas e coisos esquisitos? Hein?
Suspense...enquanto durmo vão dizendo coisas. Ou então vão mas é dormir também que isto não é vida.
Para já fica assim que tenho tanto sono que já troco as letras e as cores e as linhas e já nem vejo isto!
Depois mudo tudo. Claro!
Ora, mas indo ao que interessa de verdade, a questão é a seguinte:
Vê-se tudo bem ou vão dizer-me que tive um trabalhão do caraças, há 3 horas que estou a mexer nisto e continuam a aparecer maiúsculas e coisos esquisitos? Hein?
Suspense...enquanto durmo vão dizendo coisas. Ou então vão mas é dormir também que isto não é vida.
8.1.05
Eu sei que
não é habitual (ou pelo menos muito habitual) neste blog, mas a Catarina é que começou.
Vs
Benficaaaaaaaa!!!
Benficaaaaaaaa!!!
6.1.05
Tou farta
de tentar.
Já mudei o template mas perde-se tudo o que está configurado, incluindo os Comentários! o que é trágico, claro. Não há forma de mudar sem que se percam os comentários??
Voltei ao template original.
Eliminei uma série de tralhas para ver se a coisa abre mais depressa mas não notei grandes melhoras.
Estou fula, como é fácil de calcular. Se há coisa me me agonia é sentir-me impotente para concretizar algo que desejo...
Aceitam-se sugestões.
Já mudei o template mas perde-se tudo o que está configurado, incluindo os Comentários! o que é trágico, claro. Não há forma de mudar sem que se percam os comentários??
Voltei ao template original.
Eliminei uma série de tralhas para ver se a coisa abre mais depressa mas não notei grandes melhoras.
Estou fula, como é fácil de calcular. Se há coisa me me agonia é sentir-me impotente para concretizar algo que desejo...
Aceitam-se sugestões.
Raios
partam isto!
Então só agora, depois destes meses todos, um amigo (outro) me diz por email que, afinal também sempre viu o espelho mágico com aqueles erros anormais de maiúsculas e acentos no meio das palavras, para além de que sempre demorou imenso tempo a entrar e depois tinha que fazer refresh várias vezes e o caraças??
E mais ninguém me disse nada? Eu nem sonhava pois que vejo o texto normal...a única coisa que achava era, de facto, demorar algum tempo a abrir...
Dá-me a dar a travadinha de martelar o template!
Então só agora, depois destes meses todos, um amigo (outro) me diz por email que, afinal também sempre viu o espelho mágico com aqueles erros anormais de maiúsculas e acentos no meio das palavras, para além de que sempre demorou imenso tempo a entrar e depois tinha que fazer refresh várias vezes e o caraças??
E mais ninguém me disse nada? Eu nem sonhava pois que vejo o texto normal...a única coisa que achava era, de facto, demorar algum tempo a abrir...
Dá-me a dar a travadinha de martelar o template!
Ou partir algo! É melhor descarregar a fúria no template doutra forma.
Me aguardem...(com tom ameaçador)
Brincava
calmamente, sózinha, à beira-mar.
Umas pedrinhas brancas faziam a casa. A areia branca e fina era o chão, um tapete macio e quente. Levantava-se e trazia um pouco de água nas mãos em concha, com que molhava a areia e a transformava numa argamassa leve, com que ia levantando paredes.
Umas pedrinhas brancas faziam a casa. A areia branca e fina era o chão, um tapete macio e quente. Levantava-se e trazia um pouco de água nas mãos em concha, com que molhava a areia e a transformava numa argamassa leve, com que ia levantando paredes.
Ia e vinha, ia e vinha, várias vezes, tantas quantas eram precisas para construir aquele castelo ou casa de areia molhada. Os búzios, de várias cores, eram cuidadosamente enterrados no topo da parede de areia, em jeito de bordado, brilhante, que rematava a construção.
Não tinha uma boneca, nem uma bola ou uma mobília de cozinha em miniatura. Mas, com pauzinhos fazia cadeiras e mesas e camas e com conchinhas maiores e mais pequenas surgia um corpo e uma cabeça e mais um e ainda outro. Os habitantes daquela casinha nova em folha. Naquela praia onde se sentia feliz.
Falava baixinho enquanto brincava. Com voz de falsete imitava alguém que ali não estava mas fazia parte da brincadeira. Depois respondia, com a sua voz normal, num diálogo imaginário que falava de mães, pais, bébés e cães, de homens que iam à pesca, de mulheres que cozinhavam, de beijos e abraços, de risos à fogueira, entoando canções. Falava da vida que até aí conhecera nos seus tenros 8 anos. Cantarolava e sorria. Brincava, imitando a vida.
Tinha olhos enormes, negros e a pele morena, curtida de tanto sol.
Brincava e falava e cantava, serenamente, feliz, sentada na areia à beira-mar, o sol radioso fazendo brilhar o seu cabelo castanho de caracóis despenteados.
Veio uma onda gigante e levou-a.

menina
Ca. 120 cm tall, darkbrown hair and brown eyes. Have you seen her?!! She is with her mother, Kirsti Kulseth 36( Ca. 170 cm tall, light skin, red/blond hair, thin) and her mothers boyfriend, Ole Berg Drægni 40(Ca.195 cm tall).
Foram muitos, muitos milhares e milhares de crianças que perderam a vida na tragédia. São muitos milhares e milhares que perdem a vida todos os dias, no Sudão, na Somália, na Palestina, em Israel. Não consigo esquecê-las.
Falava baixinho enquanto brincava. Com voz de falsete imitava alguém que ali não estava mas fazia parte da brincadeira. Depois respondia, com a sua voz normal, num diálogo imaginário que falava de mães, pais, bébés e cães, de homens que iam à pesca, de mulheres que cozinhavam, de beijos e abraços, de risos à fogueira, entoando canções. Falava da vida que até aí conhecera nos seus tenros 8 anos. Cantarolava e sorria. Brincava, imitando a vida.
Tinha olhos enormes, negros e a pele morena, curtida de tanto sol.
Brincava e falava e cantava, serenamente, feliz, sentada na areia à beira-mar, o sol radioso fazendo brilhar o seu cabelo castanho de caracóis despenteados.
Veio uma onda gigante e levou-a.

menina
Ca. 120 cm tall, darkbrown hair and brown eyes. Have you seen her?!! She is with her mother, Kirsti Kulseth 36( Ca. 170 cm tall, light skin, red/blond hair, thin) and her mothers boyfriend, Ole Berg Drægni 40(Ca.195 cm tall).
Foram muitos, muitos milhares e milhares de crianças que perderam a vida na tragédia. São muitos milhares e milhares que perdem a vida todos os dias, no Sudão, na Somália, na Palestina, em Israel. Não consigo esquecê-las.
5.1.05
4.1.05
A última
vez que me lembro de uma coisa assim, foi talvez no 100nada , para aí com uns cento e tal (foi, Catarina ?) comentários a propósito de um tema destes que prendem a malta.
Ou no saudoso pt.conversa (saudoso para mim, bem entendido, muitos dos amigos que lá conheci ainda vão dando por lá umas voltas...). Ou talvez por aí, noutros blogs que nem conheço ou em alguns que não frequento porque são ditos "de referência" e eu chateiam-me os rótulos e sou do contra. E pronto.
Mas este, ah este post despertou paixões;-).
Quase 200 comentários, é obra! E ninguém parece ter vontade de acabar com a coisa.
Ou no saudoso pt.conversa (saudoso para mim, bem entendido, muitos dos amigos que lá conheci ainda vão dando por lá umas voltas...). Ou talvez por aí, noutros blogs que nem conheço ou em alguns que não frequento porque são ditos "de referência" e eu chateiam-me os rótulos e sou do contra. E pronto.
Mas este, ah este post despertou paixões;-).
Quase 200 comentários, é obra! E ninguém parece ter vontade de acabar com a coisa.
O blog do little Shark está transformado, literalmente, numa sala de chat. Quem não acredita que vá lá ver.
3.1.05
Post it
NUNCA chegar a casa e sentar-se em frente ao pc só para dar uma vistinha de olhos antes do jantar...
Não há vergonha!
Nenhuma!
Não há e não há mesmo.
Se houvesse não teríamos isto:
Sites apontando para este blog, nas ultimas 24 horas - minimo 2 referencias:
Google [433]
No Session, Redirecting... [211]
No Session, Redirecting... [79]
Mem Virtual [67]
100nada [64]
blo.gs favorites for 100 nada actualizados [62]
Eelko Van Mulder [61]
Um dia na vida de... [59]
doutroladodomar.... [54]
blo.gs [43]
Conversas com os meus bot?/a> [26]
Site Meter - Counter and Statistics Tracker [26]
As Ru?s Circulares [25]
Olhos Azuis [13]
http://alguidarpneumatico.blogspot.com/ [9]
Ma-Schamba [7]
Yahoo! Resultados da Busca por [4]
Blogger: : Sign In [3]
Uinks! - A navegar... [2]
Controlador de referencias alojado em www.letrascomgarfos.net.
Sem ter um único comentário desde o primeiro dia do ano.
Hein?? Que têm a dizer em vossa defesa, ainda tá tudo na ressaca das festas e patatipatatá e mais cá e lá e mais isto e o outro...Buááááááá, it's an injustice (Calimero dixit...), todos muito maus vocês, é o que é!!!!!
Btw: não gosto de caixas de comentários vazias, por acaso já disse?
Não há e não há mesmo.
Se houvesse não teríamos isto:
Sites apontando para este blog, nas ultimas 24 horas - minimo 2 referencias:
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No Session, Redirecting... [211]
No Session, Redirecting... [79]
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100nada [64]
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Um dia na vida de... [59]
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As Ru?s Circulares [25]
Olhos Azuis [13]
http://alguidarpneumatico.blogspot.com/ [9]
Ma-Schamba [7]
Yahoo! Resultados da Busca por [4]
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Uinks! - A navegar... [2]
Controlador de referencias alojado em www.letrascomgarfos.net.
Sem ter um único comentário desde o primeiro dia do ano.
Hein?? Que têm a dizer em vossa defesa, ainda tá tudo na ressaca das festas e patatipatatá e mais cá e lá e mais isto e o outro...Buááááááá, it's an injustice (Calimero dixit...), todos muito maus vocês, é o que é!!!!!
Btw: não gosto de caixas de comentários vazias, por acaso já disse?
Excertos
de coisas que escrevemos um dia e nem nos lembrávamos de o ter feito...
A verdade é que desejo uma quantidade de impossíveis e vou vivendo os dias suspensa deles. De momentos que me preenchem e alimentam os sonhos, de outros em que a realidade me cai em cima com o peso do mundo. Merda, desculpa, mas merda. Para mim, para a vida, injusta e estúpida, para os desencontros ou encontros no ano, hora, século ou dia errados. Merda.
A verdade é que desejo uma quantidade de impossíveis e vou vivendo os dias suspensa deles. De momentos que me preenchem e alimentam os sonhos, de outros em que a realidade me cai em cima com o peso do mundo. Merda, desculpa, mas merda. Para mim, para a vida, injusta e estúpida, para os desencontros ou encontros no ano, hora, século ou dia errados. Merda.
No Olimpo
Surge agora um Fórum, o de Persephone, que representa a "rendição" de um amigo ao universo da blogosfera.
Ainda no início, a "arrumar a casa", mas já com o seu traço de pessoa atenta e interventiva socialmente que é, este é um blog que faço contas de seguir atentamente, ou não fosse
A Mitologia Helênica é uma das mais geniais concepções que a humanidade produziu. Os gregos, com sua fantasia, povoaram o céu e a terra, os mares e o mundo subterrâneo de Divindades (...) A mitologia grega apresenta-se como uma transposição da vida em zonas ideais. Superando o tempo, ela ainda se conserva com toda a sua serenidade, equilíbrio e alegria
Ainda no início, a "arrumar a casa", mas já com o seu traço de pessoa atenta e interventiva socialmente que é, este é um blog que faço contas de seguir atentamente, ou não fosse
A Mitologia Helênica é uma das mais geniais concepções que a humanidade produziu. Os gregos, com sua fantasia, povoaram o céu e a terra, os mares e o mundo subterrâneo de Divindades (...) A mitologia grega apresenta-se como uma transposição da vida em zonas ideais. Superando o tempo, ela ainda se conserva com toda a sua serenidade, equilíbrio e alegria
Algumas das características da Mitologia Grega, serenidade, fantasia, génio, equilíbrio, também as associo a ele.
Sugiro que o visitem ;-)
Sugiro que o visitem ;-)
2.1.05
Se tivesse
que dar um título a este poema, que descobri noutros Espelhos, chamar-lhe-ia, plagiando Torga, alucinação de sentidos.
Sim, acho que seria um bom nome.
Sim, acho que seria um bom nome.
Pois que outro nome dar a todas as paixões, culpadas de sensações intensas e irracionais, exaltadas até aos extremos opostos da alegria e da tristeza, violentas e doces em simultâneo, que não o de alucinações momentâneas?
Incendeiam-me ainda os beijos que me não deste
E cegam-me os acenos que me não fizeste
Da janela irreal onde o teu vulto
Era uma alucinação dos meus sentidos.
(...)
Miguel Torga
Incendeiam-me ainda os beijos que me não deste
E cegam-me os acenos que me não fizeste
Da janela irreal onde o teu vulto
Era uma alucinação dos meus sentidos.
(...)
Miguel Torga
1.1.05
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