que dar um título a este poema, que descobri noutros Espelhos, chamar-lhe-ia, plagiando Torga, alucinação de sentidos.
Sim, acho que seria um bom nome.
Sim, acho que seria um bom nome.
Pois que outro nome dar a todas as paixões, culpadas de sensações intensas e irracionais, exaltadas até aos extremos opostos da alegria e da tristeza, violentas e doces em simultâneo, que não o de alucinações momentâneas?
Incendeiam-me ainda os beijos que me não deste
E cegam-me os acenos que me não fizeste
Da janela irreal onde o teu vulto
Era uma alucinação dos meus sentidos.
(...)
Miguel Torga
Incendeiam-me ainda os beijos que me não deste
E cegam-me os acenos que me não fizeste
Da janela irreal onde o teu vulto
Era uma alucinação dos meus sentidos.
(...)
Miguel Torga
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