19.1.05

O mundo às avessas - take one



No capítulo "Aulas magistrais de impunidade", está, entre muitas outras, esta pequena história...

A borboletinha azul

Em 1994, a empresa petrolífera Chevron, que noutros tempos se chamara Standard Oil of California, gastou muitos milhões de dólares numa campanha publicitária que exaltava os seus desvelos com a defesa do meio ambiente nos Estados unidos.
A campanha centrava-se na protecção que a empresa dá a umas borboletinhas azuis que estavam em risco de extinção. O refúgio que dava amparo a estes insectos custava à Chevron cinco mil dólares por ano; mas a empresa gastava oitenta vezes mais para produzir cada minuto da publicidade que louvava a sua vocação ecológica e muito mais, ainda, por cada minuto da emissão do bombardeamento publicitário das borboletinhas azuis esvoaçando nos ecrãs da televisão norte-americana.

O spa dos bichinhos estava instalado na refinaria El Segundo, nas areias do sul de Los Angeles. E esta continua a ser uma das piores fontes de contaminação da água, do ar e da terra, em toda a Califórnia.


Palavras para quê?

Nota: É de salientar que, o autor consultou um manancial enormíssimo de fontes bibliográficas oficiais, como relatórios das nações unidas, programas de governos, textos de tratados e acordos de medidas ambientais, contas e planos de grandes grupos económicos, o que transforma este livro num verdadeiro trabalho de investigação nas áreas que aborda.

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