19.5.04

Datas

Que merecem ser lembradas, celebradas. Com este poema:

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade


Faria hoje um ano que escutávamos e recolhíamos nas conchas das nossas mãos e corações, o cristal, o punhal, a luz, a noite, os verdes paraísos das palavras da Catarina.
Agora estamos 100nada mas com tanto: A amizade.
Parabéns Amiga!

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