Que merecem ser lembradas, celebradas. Com este poema:
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
Faria hoje um ano que escutávamos e recolhíamos nas conchas das nossas mãos e corações, o cristal, o punhal, a luz, a noite, os verdes paraísos das palavras da Catarina.
Agora estamos 100nada mas com tanto: A amizade.
Parabéns Amiga!
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