Faz um gajo (que queres Vertigem, isto dá mesmo jeito...)quase 100 kms para a tal da cerimónia, no seu melhor estilo elegante mas discreto (sem écharpe, caraças, falha imperdoável), controlando o relógio para chegar britânicamente à hora do jantar, nem um minuto a mais nem a menos, contando fazer uma entrada discreta numa sala cheia de gente, barulho e fumo, perguntar quem eram os organizadores e apresentar-se, para depois, lhe ser indicado um lugar e poder, finalmente, sentar-se ...e comer!
Estranhamente, o local encontrava-se demasiado silencioso quando se dá a entrada pontualíssima.
Perguntando na recepção, já com um ligeiro sentimento de angústia, se os senhores do jantar tal e tal já haviam chegado, sou informada que...estavam já a começar a comer!
Lá se foi a pretensão de discrição.
Chamado de urgência o gerente, delicadíssimo, lá acompanha a atrasada(eu sei que estava a ser pontual, mas que idéia é que acham que passou?) à mesa dita cuja, onde os comensais, com algum espanto, de imediato se levantam, perfeitos gentleman (pudera, a única outra mulher presente tinha mais de 60 anos e dormitava pelo que não deu pela minha chegada...), guardanapos fora do colo, cumprimentos para aqui e acoli, eu, enfiada, pedindo desculpas pois não contava que começassem tão cedo, "não tem importância, ora essa", lá vai um dos senhores para outra mesa para me dar o lugar de modo a ficar eu junto do convidado principal do evento.
Depois de uma entrada destas não havia maneira de evitar ser o centro das atenções. O pior foi que os comensais tinham todos para cima de 60 anos e comiam de boca aberta (para além da senhora que dormitava enquanto comia)...O twinset cor-de-rosa ainda me safou, agora as meias de rede com ramagens de florzinhas despertaram um indisfarçável interesse nos meus companheiros de conversa que deviam estar a tentar perceber se aquilo tinha saído de algum tecido de cortina...Não vejo outra razão possível para não despegarem os olhos das minhas pernas enquanto me serviam mais vinho, água, sobremesa, ou algo que lhes permitisse estar virados para baixo...para o prato.
Para a próxima, levo calças!
Estranhamente, o local encontrava-se demasiado silencioso quando se dá a entrada pontualíssima.
Perguntando na recepção, já com um ligeiro sentimento de angústia, se os senhores do jantar tal e tal já haviam chegado, sou informada que...estavam já a começar a comer!
Lá se foi a pretensão de discrição.
Chamado de urgência o gerente, delicadíssimo, lá acompanha a atrasada(eu sei que estava a ser pontual, mas que idéia é que acham que passou?) à mesa dita cuja, onde os comensais, com algum espanto, de imediato se levantam, perfeitos gentleman (pudera, a única outra mulher presente tinha mais de 60 anos e dormitava pelo que não deu pela minha chegada...), guardanapos fora do colo, cumprimentos para aqui e acoli, eu, enfiada, pedindo desculpas pois não contava que começassem tão cedo, "não tem importância, ora essa", lá vai um dos senhores para outra mesa para me dar o lugar de modo a ficar eu junto do convidado principal do evento.
Depois de uma entrada destas não havia maneira de evitar ser o centro das atenções. O pior foi que os comensais tinham todos para cima de 60 anos e comiam de boca aberta (para além da senhora que dormitava enquanto comia)...O twinset cor-de-rosa ainda me safou, agora as meias de rede com ramagens de florzinhas despertaram um indisfarçável interesse nos meus companheiros de conversa que deviam estar a tentar perceber se aquilo tinha saído de algum tecido de cortina...Não vejo outra razão possível para não despegarem os olhos das minhas pernas enquanto me serviam mais vinho, água, sobremesa, ou algo que lhes permitisse estar virados para baixo...para o prato.
Para a próxima, levo calças!
Sem comentários:
Enviar um comentário