As Bibliotecas Públicas são um manancial inesgotável de recursos...
Encontrei o livro.
E, ao contrário do que pensava lembrar-me, o texto que me encantou e do qual retirei um excerto que acompanhava religiosamente os meus cadernos de Liceu, não era o prefácio do livro, mas sim um dos capítulos cujo nome é o título deste post.
E o texto reza assim:
...surge a face do homem, escondida pelo tranquilizador
e emoliente conceito de sapiens. É um ser duma afectividade
intensa e instável, que sorri, ri, chora, um ser
ansioso e angustiado, um ser gozador, ébrio, extático,
violento, furioso, amante, um ser invadido pelo
imaginário, um ser que conhece a morte, mas que
não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito
e a magia, um ser possuído pelos espíritos e pelos
deuses, um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras,
um ser subjectivo cujas relações com o mundo objectivo
são sempre incertas, um ser sujeito ao erro e à
vagabundagem, um ser úbrico que produz desordem.
E, como nós chamamos loucura à conjunção da ilusão,
do excesso, da instabilidade, da incerteza entre real
e imaginário, da confusão entre subjectivo e objectivo,
do erro, da desordem, somos obrigados a ver o Homo sapiens como Homo demens.
Edgar Morin, O Paradigma Perdido-a natureza humana. EA-Biblioteca Universitária
Este conceito de Homem só podia vir de um estudioso da Sociologia, da Antropologia, da Biologia.
E permanece actualíssimo, quanto a mim.
Encontrei o livro.
E, ao contrário do que pensava lembrar-me, o texto que me encantou e do qual retirei um excerto que acompanhava religiosamente os meus cadernos de Liceu, não era o prefácio do livro, mas sim um dos capítulos cujo nome é o título deste post.
E o texto reza assim:
...surge a face do homem, escondida pelo tranquilizador
e emoliente conceito de sapiens. É um ser duma afectividade
intensa e instável, que sorri, ri, chora, um ser
ansioso e angustiado, um ser gozador, ébrio, extático,
violento, furioso, amante, um ser invadido pelo
imaginário, um ser que conhece a morte, mas que
não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito
e a magia, um ser possuído pelos espíritos e pelos
deuses, um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras,
um ser subjectivo cujas relações com o mundo objectivo
são sempre incertas, um ser sujeito ao erro e à
vagabundagem, um ser úbrico que produz desordem.
E, como nós chamamos loucura à conjunção da ilusão,
do excesso, da instabilidade, da incerteza entre real
e imaginário, da confusão entre subjectivo e objectivo,
do erro, da desordem, somos obrigados a ver o Homo sapiens como Homo demens.
Edgar Morin, O Paradigma Perdido-a natureza humana. EA-Biblioteca Universitária
Este conceito de Homem só podia vir de um estudioso da Sociologia, da Antropologia, da Biologia.
E permanece actualíssimo, quanto a mim.
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