Embora não saiba sequer quem és nem por onde andas.
Nunca tenha trocado uma palavra contigo
ou olhado fundo dentro dos teus olhos cor de...não sei.
Mas sinto a tua falta.
De te escutar e que tu, mansamente, me digas coisas que nunca ninguém me havia dito antes.
De que me escutes. A minha raiva ou euforia, os meus medos e certezas, o meu choro ou o meu riso. Mas preciso que me escutes.
E que o teu colo, seguro, me ampare.
Que as tuas mãos, fortes e ternas enlacem meus braços, num apoio sem palavras.
O teu peito no meu peito e um só batimento, um único som, como
duas almas-gémeas. Ou corpos.
Dois que fazem apenas um.
E que, sendo um, nunca fica só.
Sinto a tua falta.
E, o que mais me dói, é que talvez nunca te encontre.
Ps: E a imagem perfeita de viver a vida aos pares coloridos