16.7.05



O gajo nasceu para aquilo.

É das pessoas mais inesperadas que já descobri através da blogosfera. Pela sua pose de gajo maluco, traída pela desconcertante bagagem cultural, que se revela quando fala de Borges, por exemplo, ou disserta sobre linguística. Pela criatividade absolutamente extraordinária de quem constrói uma animação a suicidar coelhos ou escreve algo como o sabor do Xau Silvestre.
Pela sensibilidade disfarçada nos insultos que larga a torto e a direito, mas que salta cá para fora se há um animalzito que lhe passa pelo ângulo de visão.

Este é, quanto a mim, um dos livros lançados a partir da blogosfera com maior propriedade. Este, para o João Pedro da Costa, poderá ser só o início. És capaz de fazer muito mais, chavalo!

p.s: esqueci-me de dizer que é impossível não gostar do gajo. E que podem ver a reportagem completa no Charco.

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