acometida por periódicas crises de "fé".
Manifestamente.
Sejam elas a propósito da Humanidade, da carne de vaca, do Luis Filipe Vieira (afinal o não sei quantos, Dédé, ou agora é Léo (tudo nomes amaricados...) é ou não é a nova aquisiçao?), do Santo Graal garantir a eterna juventude ou até mesmo da validade (eu quero é dizer do saldo, mas não é políticamente correcto...) do cartão de crédito, face à nova colecção Outono/Inverno da Stefanel, o certo é, que de vez em quando lá estou eu contra o mundo, a destilar a minha posição "do contra", só porque me apanharam em dia não. Ou semana, pronto...(normalmente passa-me antes disso, principalmente se alguém tiver o bom senso de me convidar para umas imperiais e me deixar "esbravejar" à vontade, até ter expurgado todo o mal que me despoletou a crise - e atenção, que o factor desencadeador pode ter sido uma coisa tão simples como a "cara de caso" de alguém que, no meu entender, não tem a mínima razão para agir assim comigo. Ou os sapatos que vesti nessa manhã, meio a dormir, não combinarem com a cor da camisola)
Mas adiante, como não podia deixar de ser, isto tudo aplica-se na perfeição à blogosfera e às suas virtudes. Ou defeitos. É para o lado que der.
Quem me conhece bem, sabe todas as vezes que tenho questionado o interesse em continuar por aqui. Em particular, depois de muita gente na cidade onde moro ter conhecido a minha identidade, tenho sido tentada, mais do que uma vez, a abandonar esta paragem espelhada, a abrir uma outra página, perdida algures pela net, para lá escrever o que me apetecer, se me apetecer, sem restrições de tema ou de tom.
Convenhamos que não é fácil, a exposição assumida ao longo de textos que, sendo ficção numa determinada percentagem, acabam por conter muito do que somos enquanto pessoas, com vidas e emoções próprias e para além daquelas que nos são conhecidas enquanto desempenhamos o papel do horário nine to five.
Estão aqui coisas que só contamos aos amigos e, mesmo assim, àqueles mais do peito, em quem confiamos cegamente. Estão aqui bocados de nós e dos nossos sonhos, os tais que, por pudor numa sociedade mesquinha e reduzida ao mal-dizer, todas as pessoas ocultam do gajo com quem se sentam diariamente para tomar uma bica no café da esquina. É, socialmente melhor aceite dizer mal do colega de trabalho, do que confessar que gostamos de ver o pôr-do-sol no mar ao lado do nosso mais-que-tudo. Ou que acreditamos que a Paz no mundo é possível. E, qual de entre vós, tem a coragem de afirmar que não tem, pelo menos um destes momentos de lirismo, ao longo do dia (chato) de trabalho? (ok, ok, também pode contar o delírio erótico com a vizinha do 6º andar, que até é boa comó milho)
Faxavôr de não assobiarem para o ar que eu estou a ouvir, ou julgam que isto é só em sentido único e eu não sei o que vos vai na alma?
Certo, certo, é que não está fora de questão que, um belo dia eu acorde com os pés prá lua e venha aqui comunicar formalmente a debandada para outro local mais aprazível. Em sítio incerto, como é óbvio. Confesso que me chateia que o senhor da mercearia, barricado por detrás de um molho de espinafres enquanto arruma a secção dos legumes, me pisque o olho com ar cúmplice, depois de eu ter aqui postado a minha última tarde de paixão. Fico logo sem vontade de escrever, em seguida, aquilo que penso verdadeiramente dos cuscos que não têm mais o que fazer do que andarem por aqui a tentar descortinar como vai andando a minha vida privada, sob pena de espantar de vez os que ainda vêm a este blog de forma desinteressada (vocês, queridos comentadores, pois, eu sei que sim).
Não é linear, o futuro deste blog.
Mas, enquanto me lembrar do sorriso desta menina ao dar-me o abraço em que nos (re)conhecemos, apesar de nunca antes nos termos visto (parabéns, linda!), ou da maluqueira deste agora famoso escritor (ansiosa por chegar 5ª feira, méne), insuperável em quantidade de palavras obscenas por frase, (com sotaque franco-tripeiro, nunca vi, palavra...), terei grandes reservas em arrumar a trouxa e sair desta "casa", através da qual cheguei às "casas" deles.
E de outros, nas quais me instalei como uma "okupa", em definitivo...
Manifestamente.
Sejam elas a propósito da Humanidade, da carne de vaca, do Luis Filipe Vieira (afinal o não sei quantos, Dédé, ou agora é Léo (tudo nomes amaricados...) é ou não é a nova aquisiçao?), do Santo Graal garantir a eterna juventude ou até mesmo da validade (eu quero é dizer do saldo, mas não é políticamente correcto...) do cartão de crédito, face à nova colecção Outono/Inverno da Stefanel, o certo é, que de vez em quando lá estou eu contra o mundo, a destilar a minha posição "do contra", só porque me apanharam em dia não. Ou semana, pronto...(normalmente passa-me antes disso, principalmente se alguém tiver o bom senso de me convidar para umas imperiais e me deixar "esbravejar" à vontade, até ter expurgado todo o mal que me despoletou a crise - e atenção, que o factor desencadeador pode ter sido uma coisa tão simples como a "cara de caso" de alguém que, no meu entender, não tem a mínima razão para agir assim comigo. Ou os sapatos que vesti nessa manhã, meio a dormir, não combinarem com a cor da camisola)
Mas adiante, como não podia deixar de ser, isto tudo aplica-se na perfeição à blogosfera e às suas virtudes. Ou defeitos. É para o lado que der.
Quem me conhece bem, sabe todas as vezes que tenho questionado o interesse em continuar por aqui. Em particular, depois de muita gente na cidade onde moro ter conhecido a minha identidade, tenho sido tentada, mais do que uma vez, a abandonar esta paragem espelhada, a abrir uma outra página, perdida algures pela net, para lá escrever o que me apetecer, se me apetecer, sem restrições de tema ou de tom.
Convenhamos que não é fácil, a exposição assumida ao longo de textos que, sendo ficção numa determinada percentagem, acabam por conter muito do que somos enquanto pessoas, com vidas e emoções próprias e para além daquelas que nos são conhecidas enquanto desempenhamos o papel do horário nine to five.
Estão aqui coisas que só contamos aos amigos e, mesmo assim, àqueles mais do peito, em quem confiamos cegamente. Estão aqui bocados de nós e dos nossos sonhos, os tais que, por pudor numa sociedade mesquinha e reduzida ao mal-dizer, todas as pessoas ocultam do gajo com quem se sentam diariamente para tomar uma bica no café da esquina. É, socialmente melhor aceite dizer mal do colega de trabalho, do que confessar que gostamos de ver o pôr-do-sol no mar ao lado do nosso mais-que-tudo. Ou que acreditamos que a Paz no mundo é possível. E, qual de entre vós, tem a coragem de afirmar que não tem, pelo menos um destes momentos de lirismo, ao longo do dia (chato) de trabalho? (ok, ok, também pode contar o delírio erótico com a vizinha do 6º andar, que até é boa comó milho)
Faxavôr de não assobiarem para o ar que eu estou a ouvir, ou julgam que isto é só em sentido único e eu não sei o que vos vai na alma?
Certo, certo, é que não está fora de questão que, um belo dia eu acorde com os pés prá lua e venha aqui comunicar formalmente a debandada para outro local mais aprazível. Em sítio incerto, como é óbvio. Confesso que me chateia que o senhor da mercearia, barricado por detrás de um molho de espinafres enquanto arruma a secção dos legumes, me pisque o olho com ar cúmplice, depois de eu ter aqui postado a minha última tarde de paixão. Fico logo sem vontade de escrever, em seguida, aquilo que penso verdadeiramente dos cuscos que não têm mais o que fazer do que andarem por aqui a tentar descortinar como vai andando a minha vida privada, sob pena de espantar de vez os que ainda vêm a este blog de forma desinteressada (vocês, queridos comentadores, pois, eu sei que sim).
Não é linear, o futuro deste blog.
Mas, enquanto me lembrar do sorriso desta menina ao dar-me o abraço em que nos (re)conhecemos, apesar de nunca antes nos termos visto (parabéns, linda!), ou da maluqueira deste agora famoso escritor (ansiosa por chegar 5ª feira, méne), insuperável em quantidade de palavras obscenas por frase, (com sotaque franco-tripeiro, nunca vi, palavra...), terei grandes reservas em arrumar a trouxa e sair desta "casa", através da qual cheguei às "casas" deles.
E de outros, nas quais me instalei como uma "okupa", em definitivo...
Sem comentários:
Enviar um comentário