o sol por entre as pedras brancas da calçada.
Os dias parados, a ouvir o bater morno do coração.
Sobram risos de criança ao longe, cheiros fortes de café, uma gaivota recortada contra um céu infinitamente azul.
Sobra-me vida, a sair pelos poros abertos em reacção ao suave toque do vento. O riso e o arrepio, a carícia do cabelo com cheiro a pêssego, que descansa sobre um ventre ainda em frémito.
E vêm até mim vozes de outros dias, um olho entreaberto em luta contra o sono que lhe pesa, bocas molhadas de beijo.
Sobram bocados soltos de caminho, como se fosse um vestuário demasiado largo a cobrir um corpo de tamanho dois números abaixo.
Um corpo franzino a tentar aconchegar até si, a trazer para bem junto da pele, esse conforto breve e feliz.
Os dias parados, a ouvir o bater morno do coração.
Sobram risos de criança ao longe, cheiros fortes de café, uma gaivota recortada contra um céu infinitamente azul.
Sobra-me vida, a sair pelos poros abertos em reacção ao suave toque do vento. O riso e o arrepio, a carícia do cabelo com cheiro a pêssego, que descansa sobre um ventre ainda em frémito.
E vêm até mim vozes de outros dias, um olho entreaberto em luta contra o sono que lhe pesa, bocas molhadas de beijo.
Sobram bocados soltos de caminho, como se fosse um vestuário demasiado largo a cobrir um corpo de tamanho dois números abaixo.
Um corpo franzino a tentar aconchegar até si, a trazer para bem junto da pele, esse conforto breve e feliz.
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