intervalos de tempo cada vez maiores sem actualizar o Espelho.
Por vezes, quando passo por aqui, com o tempo contado à justa para ler os comentários na última posta, sem oportunidade sequer de lhes responder nesse momento, auto-flagelo-me com culpas e remorsos, desejando ser a escriba produtiva que corresponda às expectativas de todos vós, que por aqui passam, vá-se lá saber porque cargas de água...
Noutras vezes, quando encontro um bocadinho para retribuir a simpatia de quem teve a pachorra de me deixar um feedback ao que escrevi, apetece-me colocar algo de novo, deixar-vos um sinal da minha presença por aqui, nem que seja uma frase maluca a dizer "não tenho tempo de dizer nada".
Acabo por não o fazer. Fazia-o em tempos, numa outra fase da existência deste canto perdido no éter. Agora, já não me parece que tenha tanto lugar esse tipo de "encher chouriços". Não depois de, alguém altamente abalizado, ter avaliado a minha presença por aqui, nos últimos meses, como bem melhor do que antes. De ter definido este, como um estádio de escrita mais maduro que o anterior.
(definição esta que a minha modéstia militante e auto-crítica feroz me impede de perceber, digam lá o que disserem, mas vá-se lá fazer o quê...)
É certo que, temos um blog porque nos dá prazer, porque é giro ver em letras pretas os devaneios que nos ocorrem enquanto conduzimos, ou tomamos um café numa esplanada, porque nos apetece, porque sim.
Mas, sabermos que somos lidos, e que somos lidos por pessoas que prezamos e admiramos, que temos ali na listinha do lado, que visitamos, nós próprios, religiosamente todos os dias, pessoas que escrevem, elas sim, duma forma que nos encanta, incute-nos um sentido de responsabilidade que nos impede de debitar larachas para cumprir calendário. (não confundam, debitar larachas é o que eu faço em 90% do tempo, mas essas são debitadas por opção e não apenas porque há 3 dias que não actualizo o raio do blog, mas adiante).
Prefiro abster-me de escrever seja o que fôr, enquanto não tiver a certeza que o consigo fazer com um mínimo de pés e cabeça, se não para os outros, quanto mais não seja, com coerência para mim.
E atenção, que isto não implica necessariamente que sejam coisas verídicas o que escrevo com coerência. Há muito de coerente numa história romanceada, numa ficção bem esgalhada. Muito mais até do que em alguns episódios da vida real...
Deixo ao vosso critério de argutos leitores, a interpretação do que é uma coisa e do que será a outra, nas prosas que vos tenho oferecido...e siga a Marinha! :-)
Por vezes, quando passo por aqui, com o tempo contado à justa para ler os comentários na última posta, sem oportunidade sequer de lhes responder nesse momento, auto-flagelo-me com culpas e remorsos, desejando ser a escriba produtiva que corresponda às expectativas de todos vós, que por aqui passam, vá-se lá saber porque cargas de água...
Noutras vezes, quando encontro um bocadinho para retribuir a simpatia de quem teve a pachorra de me deixar um feedback ao que escrevi, apetece-me colocar algo de novo, deixar-vos um sinal da minha presença por aqui, nem que seja uma frase maluca a dizer "não tenho tempo de dizer nada".
Acabo por não o fazer. Fazia-o em tempos, numa outra fase da existência deste canto perdido no éter. Agora, já não me parece que tenha tanto lugar esse tipo de "encher chouriços". Não depois de, alguém altamente abalizado, ter avaliado a minha presença por aqui, nos últimos meses, como bem melhor do que antes. De ter definido este, como um estádio de escrita mais maduro que o anterior.
(definição esta que a minha modéstia militante e auto-crítica feroz me impede de perceber, digam lá o que disserem, mas vá-se lá fazer o quê...)
É certo que, temos um blog porque nos dá prazer, porque é giro ver em letras pretas os devaneios que nos ocorrem enquanto conduzimos, ou tomamos um café numa esplanada, porque nos apetece, porque sim.
Mas, sabermos que somos lidos, e que somos lidos por pessoas que prezamos e admiramos, que temos ali na listinha do lado, que visitamos, nós próprios, religiosamente todos os dias, pessoas que escrevem, elas sim, duma forma que nos encanta, incute-nos um sentido de responsabilidade que nos impede de debitar larachas para cumprir calendário. (não confundam, debitar larachas é o que eu faço em 90% do tempo, mas essas são debitadas por opção e não apenas porque há 3 dias que não actualizo o raio do blog, mas adiante).
Prefiro abster-me de escrever seja o que fôr, enquanto não tiver a certeza que o consigo fazer com um mínimo de pés e cabeça, se não para os outros, quanto mais não seja, com coerência para mim.
E atenção, que isto não implica necessariamente que sejam coisas verídicas o que escrevo com coerência. Há muito de coerente numa história romanceada, numa ficção bem esgalhada. Muito mais até do que em alguns episódios da vida real...
Deixo ao vosso critério de argutos leitores, a interpretação do que é uma coisa e do que será a outra, nas prosas que vos tenho oferecido...e siga a Marinha! :-)
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