ter para dar, pétalas de malmequeres.
Que a vida fosse um caminho aberto, com um trilho de estrelas de cada lado.
Que os horizontes fossem azuis e que cada acto nosso decifrasse uma linha mais no mistério da felicidade.
Somos seres complexos e completos. Seres que podem até passar pela vida toda sem chegarem a conhecer-se verdadeiramente. É cómodo pensarmos que nos conhecemos, que sabemos o que queremos, que somos assim ou assado. É mais fácil julgarmos que detemos as verdades absolutas.
Quando alguém gosta de nós o suficiente para nos fazer questionar as bandeiras que sempre arvorámos, o céu cai-nos em cima. Porque dá trabalho. Porque nos desorienta as certezas que, com tanta persistência fomos construindo. Porque nos obriga a olhar de frente o Espelho e nele desenhar a figura que afinal somos. Melhor ou pior do que julgávamos.
Enfrentar as nossas pequenas misérias e grandezas é um processo que se assemelha ao rasgar de uma crisálida. Enquanto se está no interior do fino casulo, protegido do frio e do calor, translúcido e mostrando apenas o essencial, somos seres pacíficos mas cinzentos. O doloroso corte, a saída penosa, enquanto as asas se estendem e secam em contacto com o exterior, traz ao mundo um ser cansado de nascer, mas extraordinário.
Podemos seguir apenas por uma de duas opções: desistir, de nascer e de olhar, porque é mais fácil ou fazer um esforço por ver.
Ver a cor que reflecte esse olhar, que oferecemos a nós próprios pela mão de quem nos ama, pintar o nosso destino com as cores que emanam da verdade.
Eu prefiro a segunda hipótese.

Que a vida fosse um caminho aberto, com um trilho de estrelas de cada lado.
Que os horizontes fossem azuis e que cada acto nosso decifrasse uma linha mais no mistério da felicidade.
Somos seres complexos e completos. Seres que podem até passar pela vida toda sem chegarem a conhecer-se verdadeiramente. É cómodo pensarmos que nos conhecemos, que sabemos o que queremos, que somos assim ou assado. É mais fácil julgarmos que detemos as verdades absolutas.
Quando alguém gosta de nós o suficiente para nos fazer questionar as bandeiras que sempre arvorámos, o céu cai-nos em cima. Porque dá trabalho. Porque nos desorienta as certezas que, com tanta persistência fomos construindo. Porque nos obriga a olhar de frente o Espelho e nele desenhar a figura que afinal somos. Melhor ou pior do que julgávamos.
Enfrentar as nossas pequenas misérias e grandezas é um processo que se assemelha ao rasgar de uma crisálida. Enquanto se está no interior do fino casulo, protegido do frio e do calor, translúcido e mostrando apenas o essencial, somos seres pacíficos mas cinzentos. O doloroso corte, a saída penosa, enquanto as asas se estendem e secam em contacto com o exterior, traz ao mundo um ser cansado de nascer, mas extraordinário.
Podemos seguir apenas por uma de duas opções: desistir, de nascer e de olhar, porque é mais fácil ou fazer um esforço por ver.
Ver a cor que reflecte esse olhar, que oferecemos a nós próprios pela mão de quem nos ama, pintar o nosso destino com as cores que emanam da verdade.
Eu prefiro a segunda hipótese.
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