Começo pelos pés.
Que são, afinal, o suporte de tudo, a base de sustentação. O que, para o caso em apreço, poderá traduzir-se pelo aspecto físico. O nosso, dos bloggers que já conhecem a alma uns dos outros e que, um belo dia, decidem torná-la corpórea e marcam um encontro.
Os pés são uma componente importante, do ponto de vista anatómico, suportam o peso do corpo.
Aqui, o aspecto físico de cada um de nós tem essa mesma função: dá-nos o suporte, o envólucro de onde saem aquelas letras pretas que lemos no monitor. Associamos, então, a essência da pessoa que conhecemos, a um conjunto de características físicas. Mais altos ou menos, magros ou rechonchudos, olhos claros, escuros, pouco importa. Ao fim de uns minutos de conversa, identificamos por completo aquele com quem conversámos virtualmente durante meses. E é esse o papel do aspecto físico nesta história toda. Nem mais nem menos.
Depois vem o corpo. O corpo do meu post ali de baixo. Ao qual, aqui, darei o papel dos comportamentos e atitudes. É a partir deles que se constrói o resto da impressão sobre os outros. Que se fazem as constatações ou as desilusões, como se referia no Eufigénio. Este corpo feito de comportamentos, de gestos e sinais revela-nos como pessoas. É da observação mútua, durante a conversa amena enquanto se janta, ou no meio da gargalhada geral do grupo, ou em pequenos sub-grupos enquanto se toma um pequeno-almoço, ou ainda, a dois, que resultam as grandes conclusões (ou constatações) sobre o outro.
E, aqui, eu defendo que não há lugar a desilusões. Não, enquanto não levamos "expectativas mal-direccionadas" como dizia a maria_árvore. Não, se formos de peito aberto, em busca de risos e amizades, sem outro interesse que não o de encontrar pessoas de quem já gostávamos antes. Que já achávamos bonitas. Só poderá haver desilusões, talvez, se encontrarmos alguém radicalmente diferente do que mostrou no seu blog. Se descobrirmos que estivémos, afinal, a observar um personagem criado pelo seu autor, que a pessoa não corresponde de todo ao que escrevia. A ser assim, admito a possibilidade de desilusão. Não quando a pessoa se revela igualzinha ao que escreve, genuína, alta, magra ou gorda, mas autêntica. Aí, o sentimento é de quem cola uma peça de um puzzle ao último espaço em branco que faltava preencher. E vocês foram peças com recortes perfeitinhos que encaixei nos vossos blogs. Tal como já havia feito antes, com os restantes, no Encontro das Mantas.
Guardo para o final a cabeça.
O principal elemento na equação. Que, aqui, representa as emoções.
As emoções que vivemos juntos constituem o centro nevrálgico, onde tudo acontece e se prepara o que há-de acontecer no futuro. Há, sem dúvida, emoções de variadas categorias, gostos e sabores. Há olhos rasos de lágrimas quando se trocam impressões sobre a dureza da vida. E da beleza indissociável dessa mesma dureza. E festinhas no cabelo que significam "és uma gaja do caraças e admiro-te a força com que enfrentas isso tudo".
Depois, há abraços sentidos e há cumplicidades que já vêem de trás. Outras que acabam por se criar quando menos esperamos.
E há o beijo que se dá com amizade e aquele que se dá com paixão, com a força do Mar ou a doçura do rio numa baía serena do caminho. A empatia e a sintonia e a alegria de descobrir que afinal somos homens e mulheres com pele e olhos, mais corações a bater como asas da liberdade.
A liberdade que fazemos porque queremos e assim o escolhemos.
As emoções não são todas iguais. Nem os sentimentos que delas se geram e que derramamos sobre os outros. É assim na vida cá fora, e é natural que, com o repetir dos contactos que vamos mantendo uns com os outros, venha a ser assim também, nesta amizade que começámos numa caixinha de comentários. São assim as relações humanas, desde que o mundo é mundo.
Sem merdas, como diria alguém que eu conheço.
Que são, afinal, o suporte de tudo, a base de sustentação. O que, para o caso em apreço, poderá traduzir-se pelo aspecto físico. O nosso, dos bloggers que já conhecem a alma uns dos outros e que, um belo dia, decidem torná-la corpórea e marcam um encontro.
Os pés são uma componente importante, do ponto de vista anatómico, suportam o peso do corpo.
Aqui, o aspecto físico de cada um de nós tem essa mesma função: dá-nos o suporte, o envólucro de onde saem aquelas letras pretas que lemos no monitor. Associamos, então, a essência da pessoa que conhecemos, a um conjunto de características físicas. Mais altos ou menos, magros ou rechonchudos, olhos claros, escuros, pouco importa. Ao fim de uns minutos de conversa, identificamos por completo aquele com quem conversámos virtualmente durante meses. E é esse o papel do aspecto físico nesta história toda. Nem mais nem menos.
Depois vem o corpo. O corpo do meu post ali de baixo. Ao qual, aqui, darei o papel dos comportamentos e atitudes. É a partir deles que se constrói o resto da impressão sobre os outros. Que se fazem as constatações ou as desilusões, como se referia no Eufigénio. Este corpo feito de comportamentos, de gestos e sinais revela-nos como pessoas. É da observação mútua, durante a conversa amena enquanto se janta, ou no meio da gargalhada geral do grupo, ou em pequenos sub-grupos enquanto se toma um pequeno-almoço, ou ainda, a dois, que resultam as grandes conclusões (ou constatações) sobre o outro.
E, aqui, eu defendo que não há lugar a desilusões. Não, enquanto não levamos "expectativas mal-direccionadas" como dizia a maria_árvore. Não, se formos de peito aberto, em busca de risos e amizades, sem outro interesse que não o de encontrar pessoas de quem já gostávamos antes. Que já achávamos bonitas. Só poderá haver desilusões, talvez, se encontrarmos alguém radicalmente diferente do que mostrou no seu blog. Se descobrirmos que estivémos, afinal, a observar um personagem criado pelo seu autor, que a pessoa não corresponde de todo ao que escrevia. A ser assim, admito a possibilidade de desilusão. Não quando a pessoa se revela igualzinha ao que escreve, genuína, alta, magra ou gorda, mas autêntica. Aí, o sentimento é de quem cola uma peça de um puzzle ao último espaço em branco que faltava preencher. E vocês foram peças com recortes perfeitinhos que encaixei nos vossos blogs. Tal como já havia feito antes, com os restantes, no Encontro das Mantas.
Guardo para o final a cabeça.
O principal elemento na equação. Que, aqui, representa as emoções.
As emoções que vivemos juntos constituem o centro nevrálgico, onde tudo acontece e se prepara o que há-de acontecer no futuro. Há, sem dúvida, emoções de variadas categorias, gostos e sabores. Há olhos rasos de lágrimas quando se trocam impressões sobre a dureza da vida. E da beleza indissociável dessa mesma dureza. E festinhas no cabelo que significam "és uma gaja do caraças e admiro-te a força com que enfrentas isso tudo".
Depois, há abraços sentidos e há cumplicidades que já vêem de trás. Outras que acabam por se criar quando menos esperamos.
E há o beijo que se dá com amizade e aquele que se dá com paixão, com a força do Mar ou a doçura do rio numa baía serena do caminho. A empatia e a sintonia e a alegria de descobrir que afinal somos homens e mulheres com pele e olhos, mais corações a bater como asas da liberdade.
A liberdade que fazemos porque queremos e assim o escolhemos.
As emoções não são todas iguais. Nem os sentimentos que delas se geram e que derramamos sobre os outros. É assim na vida cá fora, e é natural que, com o repetir dos contactos que vamos mantendo uns com os outros, venha a ser assim também, nesta amizade que começámos numa caixinha de comentários. São assim as relações humanas, desde que o mundo é mundo.
Sem merdas, como diria alguém que eu conheço.
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