de mágico nisto dos livros, da poesia, da pintura.
Penso que seja porque as pessoas que têm a capacidade de criar, de produzir qualquer forma de arte, são pessoas excepcionais. Têm uma capacidade que é distribuida muito parcimoniosamente pelo género humano. E isso torna-os excepcionais. São muito poucos os que conseguem emocionar os outros pela observação de uma pintura sua, tocar bem fundo pela leitura de um trecho de romance, levar ao rubro platéias com uma performance musical.
Eu tenho a sorte de ter entre o meu rol de (poucos) amigos, pessoas assim. Que escrevem poesia, que são escritores com vários livros publicados, outros que pintam quadros de cores quentes, cheios de luz, cuja imagem me oferecem a meio de um Seminário qualquer, como quem partilha um mistério. Porque a criação artística é um mistério. E as pessoas com alma de artista têm qualquer coisa que os distingue, como uma marca que carregam e que é invisível aos mais incautos, mas que aparece brilhante aos olhos dos mais sensíveis e atentos. Sempre os soube identificar no meio da multidão e é talvez por isso que tenho o previlégio de os ter como amigos.
Há qualquer coisa de mágico em ter um romance à minha frente, uma pilha de folhas soltas passadas a computador, duzentas e tal páginas, um mundo por desbravar, à espera que eu o desvende, que o leia em primeira mão (eu e apenas mais um ou dois "escolhidos") antes de ser publicado. Para além de ser uma grande honra.
É como se soubéssemos de um segredo que mais ninguém sabe, se tivéssemos a chave do templo, como se a caixa de Pandora se abrisse apenas para os nossos olhos.
Obrigada por achar que eu mereço tamanha distinção. :-)
Penso que seja porque as pessoas que têm a capacidade de criar, de produzir qualquer forma de arte, são pessoas excepcionais. Têm uma capacidade que é distribuida muito parcimoniosamente pelo género humano. E isso torna-os excepcionais. São muito poucos os que conseguem emocionar os outros pela observação de uma pintura sua, tocar bem fundo pela leitura de um trecho de romance, levar ao rubro platéias com uma performance musical.
Eu tenho a sorte de ter entre o meu rol de (poucos) amigos, pessoas assim. Que escrevem poesia, que são escritores com vários livros publicados, outros que pintam quadros de cores quentes, cheios de luz, cuja imagem me oferecem a meio de um Seminário qualquer, como quem partilha um mistério. Porque a criação artística é um mistério. E as pessoas com alma de artista têm qualquer coisa que os distingue, como uma marca que carregam e que é invisível aos mais incautos, mas que aparece brilhante aos olhos dos mais sensíveis e atentos. Sempre os soube identificar no meio da multidão e é talvez por isso que tenho o previlégio de os ter como amigos.
Há qualquer coisa de mágico em ter um romance à minha frente, uma pilha de folhas soltas passadas a computador, duzentas e tal páginas, um mundo por desbravar, à espera que eu o desvende, que o leia em primeira mão (eu e apenas mais um ou dois "escolhidos") antes de ser publicado. Para além de ser uma grande honra.
É como se soubéssemos de um segredo que mais ninguém sabe, se tivéssemos a chave do templo, como se a caixa de Pandora se abrisse apenas para os nossos olhos.
Obrigada por achar que eu mereço tamanha distinção. :-)
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