as máquinas se unem para nos f**** o juízo.
Ou de como uma simples ida às compras se transforma num pesadelo...
Chega uma gaja, no fim de um exaustivo dia de trabalho, àquela hora do dia em que tem que assumir o papel de extremosa mãe-de-família e dona-de-casa exemplar (cof, cof...), e, depois de estacionar o carro numa manobra digna do mais hábil condutor de ralis, entre dois gajos que devem ter tirado a carta na farinha amparo, caneco, que não sabem estacionar uma merda de um carro sem ser em cima da linha branca e todos torcidos benza-os Deus, adiante, depois de estacionar sem fazer sequer um risquinho nos outros filhos-da-mãe que bem o mereciam, lembra-se, de repente com um sopapo na própria cara, que o f da p do cartão multibanco não funciona nas caixas dos supermercados nem de lojas de espécie alguma, mas apenas, o excelentíssimo, nas caixas multibanco própriamente ditas, para levantar dinheiro.
Praguejando que assim mais vale não ter merda de cartão nenhum e qualquer dia guardo mas é o dinheiro debaixo do colchão p que pariu estas modernices, torno a ligar o carro e a fazer a mesma manobra arriscada, desta vez no sentido inverso, enquanto penso que vou ali à caixa multibanco ao pé da rotunda do pastor (uma estátua, para quem não conhece), que, assim como assim é mesmo aqui ao pé...estava-se mesmo a ver...chego, depois de 2 minutos ao referido local, saio do carro, exclamo mentalmente "Yesss" quando vi que a caixa estava a funcionar, tento introduzir o cartão e...nada. Nada. Não entrava de maneira nenhuma, a caixa aparentemente normal mas a maldita ranhura bloqueada com qualquer coisa e nada. Toca de meter de novo no carro já semi-furiosa, e pensar que ali a caixa da Rodoviária também não é assim tão longe, já agora, tenho mesmo que levantar dinheiro.
Ou de como uma simples ida às compras se transforma num pesadelo...
Chega uma gaja, no fim de um exaustivo dia de trabalho, àquela hora do dia em que tem que assumir o papel de extremosa mãe-de-família e dona-de-casa exemplar (cof, cof...), e, depois de estacionar o carro numa manobra digna do mais hábil condutor de ralis, entre dois gajos que devem ter tirado a carta na farinha amparo, caneco, que não sabem estacionar uma merda de um carro sem ser em cima da linha branca e todos torcidos benza-os Deus, adiante, depois de estacionar sem fazer sequer um risquinho nos outros filhos-da-mãe que bem o mereciam, lembra-se, de repente com um sopapo na própria cara, que o f da p do cartão multibanco não funciona nas caixas dos supermercados nem de lojas de espécie alguma, mas apenas, o excelentíssimo, nas caixas multibanco própriamente ditas, para levantar dinheiro.
Praguejando que assim mais vale não ter merda de cartão nenhum e qualquer dia guardo mas é o dinheiro debaixo do colchão p que pariu estas modernices, torno a ligar o carro e a fazer a mesma manobra arriscada, desta vez no sentido inverso, enquanto penso que vou ali à caixa multibanco ao pé da rotunda do pastor (uma estátua, para quem não conhece), que, assim como assim é mesmo aqui ao pé...estava-se mesmo a ver...chego, depois de 2 minutos ao referido local, saio do carro, exclamo mentalmente "Yesss" quando vi que a caixa estava a funcionar, tento introduzir o cartão e...nada. Nada. Não entrava de maneira nenhuma, a caixa aparentemente normal mas a maldita ranhura bloqueada com qualquer coisa e nada. Toca de meter de novo no carro já semi-furiosa, e pensar que ali a caixa da Rodoviária também não é assim tão longe, já agora, tenho mesmo que levantar dinheiro.
No local em questão, depois de duas voltas à rotunda porque não havia lugar nenhum à vista, lá consigo enfiar o carro entre uma árvore e um poste de iluminação, não sem antes ter que subir o passeio à má fila com os consequentos danos nas jantes de liga leve...bem, não há-de ser nada de relevante, chego à caixa multibanco e, claro, não tinha dinheiro! Nesta altura já todo o léxico do calão português mais hardcore saía dos meus puros e castos lábios enquanto lá tirei a custo o carro do sítio pouco aconselhável onde o tinha conseguido meter, pressuposto este que vim a confirmar quando, para o tirar obriguei a parar todo o trânsito que vinha a entrar na rotunda...o que vale é que eram todos uns gentleman e nem apitaram nem nada, nem mesmo quando lhes passei à frente, com uma espécie de inversão de marcha pouco consentânea com as regras do Código da Estrada (acho que as gajas é que deviam fazer essas regras, de certeza que se tornava tudo muito mais fácil, mas enfim...).
Deitando fumo de raiva, depois de mais de meia hora perdida nestes preparos, lá fui ver a caixa mais próxima (nesta altura já bem distante do local inicial das compras), prometendo mentalmente que, se a mesma não estivesse a funcionar algo de terrível lhe aconteceria...
Antes que o pudesse comprovar, mal acabo de estacionar, sou surpreendida por dois conhecidos que me abrem a porta do carro, fazendo-me dar um salto de susto enquanto se riam que nem perdidos, aos quais resmunguei entredentes que não tinha achado graça nenhuma, e virei costas deixando-os a olhar para mim com cara de quem nunca mais me vai tornar a cumprimentar. Sorte a deles...
Lá levantei o dinheiro e, antes que fosse caçada por mais algum inoportuno, dirigi-me como um foguete para o carro que... tinha outro a parar atrás, nesse preciso momento, travando-me a saída! Gesticulando (imagino com que cara...) ao prevaricador que se chegasse atrás para eu tirar o meu, reparo que - mais uma vez - era um senhor conhecido que, oh deuses, tirem-me deste filme!, resolve abrir a janela e parar para me cumprimentar. Dez longos minutos depois, lá consigo enfiar-me no carro a acelerar dali para fora com um esclarecedor guinchar de pneus...
No caminho de volta, ainda apanhei uma alimária que, estacionado no semáforo, fazendo pisca para a direita, me incitava, cortêsmente, com o braço fora da janela, a ultrapassá-lo, coisa que levaria a que eu ficasse, enquanto não caía o verde, em segunda fila, parada, a cortar o caminho dos carros que vinham em sentido contrário, nem posso acreditar que estas aventesmas andam ao volante...depois de lhe apontar frenéticamente o sinal vermelho para que o anormal percebesse que eu tinha que esperar, resolve, contra tudo o que era suposto, dar pisca para a esquerda e colocar-se atravessado à minha frente à espera que o sinal abrisse para arrancar depois, fazendo gestos pouco simpáticos. Claro que tive que lhe espetar com a buzina nos c****s, ouvidos, quer dizer, durante o tempo em que o segui antes que ele mudasse de direcção...Já ao anoitecer, depois desta fantástica odisséia chego finalmente ao supermercado e estaciono o carro no mesmo sítio do início da história (não percebo bem porque é que ninguém aproveitou aquele lugar...).
Posso então entrar para fazer as minhas compras, afivelando a cara de senhora respeitável que sou, ah podem crer que sou! (olhando para todas as outras "senhoras respeitáveis" que faziam compras, ainda me interroguei se lhes acontecerá o tipo de coisas que me acontecem a mim...)(e, já agora, se saberão o que é um blogue?)
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