O dia 21 de Novembro de 2001 teve uma noite especial. Não direi mágica porque a palavra está gasta. Mas havia uma conjunção dos astros. Uma conspiração para que a poesia, o amor e a amizade viessem em visitação.
E eles apareceram nos rostos, nos olhares, nos sorrisos, nas palavras com que todos escrevemos essa noite. A noite em que a poesia nos visitou e uniu o desavindo e iluminou o escuro e coloriu a noite.
Hoje, não olhei os astros, mas acredito que haverá uma conjunção tão favorável quanto a que houve nessa noite. Acredito, porque as palavras, certas palavras, têm o dom de influenciar os astros. E hoje, nesta noite, mais uma vez, as palavras irão, não direi incendiá-la, mas iluminá-la,com a luz da poesia.
Foi assim que o Director da Biblioteca Municipal iniciou a de apresentação do livro do Pedra, Sol Incendiado.
Foi assim que nos fez iluminar os olhos, a nós, que vivemos esta e também a noite de 21 de Novembro de 2001.
Noites de emoções, de amizade, de memórias e histórias. De cumplicidades forjadas no que a vida tem de melhor, como sempre diz o Pedra.
As nossas vidas fazem-se de momentos e de emoções. Aquilo que melhor recordamos, que nos acaricia o coração e aquece a alma, está sempre relacionado com emoção, com afectos. Sejam eles os que nos dão ou os que queríamos que nos dessem e não conseguimos, ou que oferecemos e não souberam aceitar... Na minha vida têm existido todos os tipos, em profusão suficiente para que me possa considerar uma pessoa de sorte. Por ter tido o previlégio de sentir. É sempre preferível ser assim, do que passar pela vida cómodamente instalados, numa normalidade que não nos preenche ou faz vibrar.
É por tudo isto que, o poema lido ontem, pelo poeta Mário Máximo, o poema que o Pedra me deixou há uns anos em cima da secretária, depois de uma noite de cumplicidades e de sonhos meus por cumprir e de desabafos inflamados no seu ombro, o poema da esperança, que só um verdadeiro amigo nos sabe transmitir, me encheu os olhos de mar. E continua a acompanhar-me por todo o lado, escrito em caderninhos de notas, para não me deixar esquecer que:
Um dia destes
o sopro brando do tempo,
do tempo de colher malmequeres,
há-de vir do lado do paraíso
claro, decisivo, sem tu saberes
até ao hino do teu sorriso
Sou, sem dúvida, uma pessoa melhor, mais rica, por ter sido tocada pela graça da sua amizade :-)
E eles apareceram nos rostos, nos olhares, nos sorrisos, nas palavras com que todos escrevemos essa noite. A noite em que a poesia nos visitou e uniu o desavindo e iluminou o escuro e coloriu a noite.
Hoje, não olhei os astros, mas acredito que haverá uma conjunção tão favorável quanto a que houve nessa noite. Acredito, porque as palavras, certas palavras, têm o dom de influenciar os astros. E hoje, nesta noite, mais uma vez, as palavras irão, não direi incendiá-la, mas iluminá-la,com a luz da poesia.
Foi assim que o Director da Biblioteca Municipal iniciou a de apresentação do livro do Pedra, Sol Incendiado.
Foi assim que nos fez iluminar os olhos, a nós, que vivemos esta e também a noite de 21 de Novembro de 2001.
Noites de emoções, de amizade, de memórias e histórias. De cumplicidades forjadas no que a vida tem de melhor, como sempre diz o Pedra.
As nossas vidas fazem-se de momentos e de emoções. Aquilo que melhor recordamos, que nos acaricia o coração e aquece a alma, está sempre relacionado com emoção, com afectos. Sejam eles os que nos dão ou os que queríamos que nos dessem e não conseguimos, ou que oferecemos e não souberam aceitar... Na minha vida têm existido todos os tipos, em profusão suficiente para que me possa considerar uma pessoa de sorte. Por ter tido o previlégio de sentir. É sempre preferível ser assim, do que passar pela vida cómodamente instalados, numa normalidade que não nos preenche ou faz vibrar.
É por tudo isto que, o poema lido ontem, pelo poeta Mário Máximo, o poema que o Pedra me deixou há uns anos em cima da secretária, depois de uma noite de cumplicidades e de sonhos meus por cumprir e de desabafos inflamados no seu ombro, o poema da esperança, que só um verdadeiro amigo nos sabe transmitir, me encheu os olhos de mar. E continua a acompanhar-me por todo o lado, escrito em caderninhos de notas, para não me deixar esquecer que:
Um dia destes
o sopro brando do tempo,
do tempo de colher malmequeres,
há-de vir do lado do paraíso
claro, decisivo, sem tu saberes
até ao hino do teu sorriso
Sou, sem dúvida, uma pessoa melhor, mais rica, por ter sido tocada pela graça da sua amizade :-)
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