13.4.05

Atendendo

ao interesse que está a despertar a iniciativa Eu Blogo, Tu Blogas, Ele Bloga, nos locais mais insuspeitos, dentro e fora da blogosfera, adianto apenas mais um cheirinho, dizendo-vos que vamos ter a presença de alguém, que o caríssimo Luis Ene descreve, no seu blog, desta forma:

Rosa Montero é a menina de vestidinho curto e meias brancas que passou quatro anos presa a uma cama. A adolescente rebelde que abandona a casa paterna quando poucas se atreviam a fazê-lo. A jovem meia "hippy" que, no fim do franquismo, divide o apartamento com uma amiga e só come queijos, maçãs, ovos cozidos e barras de chocolate. A filha de toureiro, feita acérrima defensora dos direitos das mulheres, dos imigrantes, dos animais. A profissional a quem se confia responsabilidades enormes - como entrevistar a peculiar Indira Ghandi ou cobrir a entusiástica queda do Muro de Berlim. A escritora de 53 anos, cabelo vermelho, tatuagem no antebraço, que a crítica aprendeu a respeitar.

Rosa Montero recusou-se a crescer, crescendo. "Algum bem faremos à sociedade com o nosso crescimento meio abortado, com a nossa maturidade tão imatura, pois de outra forma não permitiriam a nossa existência", escreve ela em "A Louca da Casa". Fala dela, sim. Fala dos ficcionistas em geral também. Porque dentro de um escritor mora muita gente. "O romance é a autorização da esquizofrenia" e "ser romancista é conviver harmoniosamente com a louca de cima", a imaginação.

Dos diversos livros de Rosa Montero, há que destacar "A Filha do Canibal", "Amantes e Inimigos", "Paixões" (todas da Editorial Presença) e "Histórias de Mulheres (da Asa). Mas "A Louca da Casa" é, para ela, a sua obra maior. Não por ser a última, adverte. Por ser algo "único".


Segundo segredo (shhhhhh): Ela mesma, Rosa Montero.



À conversa com todos os que cá estiverem, no dia 23.

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