muito pouco tempo para a escrita quando, todo o que temos é passado a viver. Quando os dias se esgotam num ápice, as horas se esfumam em voos de minutos e o tempo não nos chega, nem para o que costumava ser a rotina de expediente normal. Há tempos assim. De vida intensa. Em que os compromissos profissionais nos absorvem boa parte da energia e a que resta....tem que ser canalizada para valores muito mais altos que este quadradinho branco insaciável.
Há tempos em que a nossa existência se veste de cores vivas e frescas, caminha a par e passo com a Primavera, e os sorrisos descem dos olhos para a boca e daí para o corpo todo.
Têm estado umas manhãs gloriosas nesta terra calma de interior. O sol, bem alto, carrega as baterias que fomos gastando ao longo dos meses cinzentos que passaram por nós, cinzentos embora secos. É nestas manhãs, muito cedo, quando a brisa fresca está ainda lavada, nesse dia que (re)nasce e as folhas das árvores têm um verde da cor do mar profundo, que eu encho o peito de ar e de vontade de não desperdiçar nem um bocadinho de tudo o que a vida tem para me oferecer. De bandeja.
E é com intensidade que tenho passado por estes meus dias de brisas leves e luas brancas e redondas, que influenciam o ritmo das marés.
Dias de palavras com som e gestos adivinhados. De uma paz serena e de exaltações constantes. Dias longos e difíceis de riscar um a um no calendário e, em simultâneo, dias que voam com asas brancas.
Estados de alma extremos mas que, ao contrário do que parece de imediato, não são incompatíveis e encaixam uns nos outros com a precisão de peças de um puzzle, ou as rodas dentadas de um relógio suíço.
Há tempos em que a nossa existência se veste de cores vivas e frescas, caminha a par e passo com a Primavera, e os sorrisos descem dos olhos para a boca e daí para o corpo todo.
Têm estado umas manhãs gloriosas nesta terra calma de interior. O sol, bem alto, carrega as baterias que fomos gastando ao longo dos meses cinzentos que passaram por nós, cinzentos embora secos. É nestas manhãs, muito cedo, quando a brisa fresca está ainda lavada, nesse dia que (re)nasce e as folhas das árvores têm um verde da cor do mar profundo, que eu encho o peito de ar e de vontade de não desperdiçar nem um bocadinho de tudo o que a vida tem para me oferecer. De bandeja.
E é com intensidade que tenho passado por estes meus dias de brisas leves e luas brancas e redondas, que influenciam o ritmo das marés.
Dias de palavras com som e gestos adivinhados. De uma paz serena e de exaltações constantes. Dias longos e difíceis de riscar um a um no calendário e, em simultâneo, dias que voam com asas brancas.
Estados de alma extremos mas que, ao contrário do que parece de imediato, não são incompatíveis e encaixam uns nos outros com a precisão de peças de um puzzle, ou as rodas dentadas de um relógio suíço.
Dias que me aproximam do que um outro dia fui e do que quero ser.
Não, não resta muito tempo para a escrita.
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