É difícil para mim falar de um dia longo e intenso, especial, tal como foi difícil quando, finalmente, por volta das 2 da manhã me coube dar o pontapé de saída naquela conversa sobre blogs. Tinha sobre os ombros a enorme responsabilidade de não defraudar os meus amigos. Os que tinha convidado a estar ali e que me deram a maior prova de confiança e amizade que se pode dar a alguém: deram a cara, perderam o anonimato que é condição essencial a um blogger. E confiaram em mim para o fazer. Este era o principal factor para o nervosismo e pressão que senti ao dizer Boa-Noite à plateia que ali estava, àquela hora da madrugada, plena de diferentes motivações.
Depois, a exposição. Estar ali a olhar para uma quantidade de caras com que me cruzo no café, no supermercado, ao entrar para o serviço, não na qualidade de representante de uma entidade qualquer, mas na qualidade de Mar, do Espelho Mágico. A sensação de me estar a desnudar perante tanta gente que não me conhece e que, naturalmente, não tem que gostar de mim.
E que, a partir daquela hora, passou a ter acesso a coisas que, normalmente, dizemos apenas aos mais íntimos amigos e que, naturalmente, gostam de nós e não nos julgam.
Essas coisas estão aqui, ao abrigo do anonimato que agora deixou de existir.
No entanto, à medida que falava, deu-se um fenómeno interessante: olhar para o lado e ver as pessoas que comigo estavam a viver aquela aventura, cheios de confiança, de brilho interior, bonitos, a aguardar a sua vez de falar, com a segurança que lhes dava o facto de acreditarem no que estavam ali a fazer, foi como um sopro de ar puro e criou em mim a enorme convicção de que era importante o que nós íamos fazer naquele momento. E que era preciso transmitir a todo o custo essa verdade a quem tinha passado por aquele longo dia e chegado áquela hora para nos ouvir. A nós, aos bloggers.
Dai até ao final foi só a subir. Em seriedade e certezas. Em emoções e risos. Em vontade de continuar.
Ouvir cada um daqueles seis bloggers a falar para a audiência (alguns dos quais pela primeira vez...), sob a luz dos holofotes, transmitindo as razões de ter criado um blog, explicando como funciona e defendendo as virtudes deste priveligiado meio de comunicação, a maior de todas elas, a possibilidade de fazer amigos e provando que é verdade esse pressuposto - estarmos ali juntos, demonstrou-o cabalmente - foi um momento mágico e inesquecível.
Como lindíssimo foi, ao olhar em frente, saber que ali estavam os "nossos" comentadores e amigos, de brilho nos olhos e sorrisos de força.
Não interessa se foi o maior ou o menor encontro de blogs de sempre. Ou sequer se foi o melhor. Ou se estavam a partilhar o momento connosco pessoas fantásticas, de blogs famosos à escala nacional.
Interessa o sentimento que ali nos unia e nos fazia iguais, e que se tornou visível a quem quis ver, nos sorrisos, nos olhares, na cumplicidade com que reforçávamos as idéias uns dos outros, nas piadas que se contaram, no abraço com que nos despedimos à saída.
Interessa sabermos que valeu a pena.
Que, quanto mais não seja, a blogosfera já nos permitiu termo-nos encontrado, termos enriquecido as vidas uns dos outros, termos partilhado esta vontade de estarmos juntos, com outras pessoas que, através de nós, puderam conhecer um bocadinho melhor esta comunidade a que pertencemos.
Se dúvidas houvesse (e não havia, de todo), ter-se-iam esfumado por completo naquela noite, aí pelas 4 da manhã, já na madrugada do dia 24 de Abril, ao ver aquela cafetaria cheia de gente, presa nas palavras, desta vez não escritas, dos bloggers convidados. E não eram só bloggers, outros da mesma espécie, que ali estavam. Eram pessoas que quiseram ouvir falar desta nova realidade de comunicação, ver os pioneiros (daqui a 10 anos seremos considerados os pioneiros da blogosfera), que a descobriram e a ela aderiram com entusiasmo. Pessoas que nos ouviram até ao fim da noite, que quiseram perceber nossas motivações, aprender connosco a validade deste meio na difícil arte de fazer amigos.
E, talvez, pessoas que acabaram a descobrir a vontade de, também eles, criar um blog.
A todos os que nos acompanharam e a todos vocês, amigos, que fizeram este momento comigo, um enorme obrigada.
(Reformulando: e a prova de que este blog não é nada sem vocês e dado que o sistema de comentários do CommentThis está com um problema qualquer e eu não sei o que farei se perder os comentários que tenho para trás, e não venho cá fazer nada se não fôr para vos ler, instalei provisóriamente o Haloscan. Tenho saudades vossas!)
Depois, a exposição. Estar ali a olhar para uma quantidade de caras com que me cruzo no café, no supermercado, ao entrar para o serviço, não na qualidade de representante de uma entidade qualquer, mas na qualidade de Mar, do Espelho Mágico. A sensação de me estar a desnudar perante tanta gente que não me conhece e que, naturalmente, não tem que gostar de mim.
E que, a partir daquela hora, passou a ter acesso a coisas que, normalmente, dizemos apenas aos mais íntimos amigos e que, naturalmente, gostam de nós e não nos julgam.
Essas coisas estão aqui, ao abrigo do anonimato que agora deixou de existir.
No entanto, à medida que falava, deu-se um fenómeno interessante: olhar para o lado e ver as pessoas que comigo estavam a viver aquela aventura, cheios de confiança, de brilho interior, bonitos, a aguardar a sua vez de falar, com a segurança que lhes dava o facto de acreditarem no que estavam ali a fazer, foi como um sopro de ar puro e criou em mim a enorme convicção de que era importante o que nós íamos fazer naquele momento. E que era preciso transmitir a todo o custo essa verdade a quem tinha passado por aquele longo dia e chegado áquela hora para nos ouvir. A nós, aos bloggers.
Dai até ao final foi só a subir. Em seriedade e certezas. Em emoções e risos. Em vontade de continuar.
Ouvir cada um daqueles seis bloggers a falar para a audiência (alguns dos quais pela primeira vez...), sob a luz dos holofotes, transmitindo as razões de ter criado um blog, explicando como funciona e defendendo as virtudes deste priveligiado meio de comunicação, a maior de todas elas, a possibilidade de fazer amigos e provando que é verdade esse pressuposto - estarmos ali juntos, demonstrou-o cabalmente - foi um momento mágico e inesquecível.
Como lindíssimo foi, ao olhar em frente, saber que ali estavam os "nossos" comentadores e amigos, de brilho nos olhos e sorrisos de força.
Não interessa se foi o maior ou o menor encontro de blogs de sempre. Ou sequer se foi o melhor. Ou se estavam a partilhar o momento connosco pessoas fantásticas, de blogs famosos à escala nacional.
Interessa o sentimento que ali nos unia e nos fazia iguais, e que se tornou visível a quem quis ver, nos sorrisos, nos olhares, na cumplicidade com que reforçávamos as idéias uns dos outros, nas piadas que se contaram, no abraço com que nos despedimos à saída.
Interessa sabermos que valeu a pena.
Que, quanto mais não seja, a blogosfera já nos permitiu termo-nos encontrado, termos enriquecido as vidas uns dos outros, termos partilhado esta vontade de estarmos juntos, com outras pessoas que, através de nós, puderam conhecer um bocadinho melhor esta comunidade a que pertencemos.
Se dúvidas houvesse (e não havia, de todo), ter-se-iam esfumado por completo naquela noite, aí pelas 4 da manhã, já na madrugada do dia 24 de Abril, ao ver aquela cafetaria cheia de gente, presa nas palavras, desta vez não escritas, dos bloggers convidados. E não eram só bloggers, outros da mesma espécie, que ali estavam. Eram pessoas que quiseram ouvir falar desta nova realidade de comunicação, ver os pioneiros (daqui a 10 anos seremos considerados os pioneiros da blogosfera), que a descobriram e a ela aderiram com entusiasmo. Pessoas que nos ouviram até ao fim da noite, que quiseram perceber nossas motivações, aprender connosco a validade deste meio na difícil arte de fazer amigos.
E, talvez, pessoas que acabaram a descobrir a vontade de, também eles, criar um blog.
A todos os que nos acompanharam e a todos vocês, amigos, que fizeram este momento comigo, um enorme obrigada.
(Reformulando: e a prova de que este blog não é nada sem vocês e dado que o sistema de comentários do CommentThis está com um problema qualquer e eu não sei o que farei se perder os comentários que tenho para trás, e não venho cá fazer nada se não fôr para vos ler, instalei provisóriamente o Haloscan. Tenho saudades vossas!)
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