22.4.05

Voltando

aqui à linha editorial "cartaz de espectáculos" (pelo menos até acabar a semana e antes que os mais entusiastas do Dia Mundial do Livro me batam...), tenho a informar-vos que, conheci há pouco o Roberto de Freitas que vai animar alguns dos momentos do dia de amanhã.
Tal como é comum a todos os contadores de histórias que conheço, sejam de que nacionalidade forem, tem aquele ar doce e delicado de quem possui os mistérios das lendas e dos contos no seu interior. Vão gostar dele ;-)

Quanto ao Antonio Sarabia, é um escritor de destaque na moderna narrativa iberoamericana. As suas obras de aventuras, publicadas em vários países (Os Contos do Vulcão é um dos traduzidos para português), e a participação em livros colectivos de contos, tal como "Contos Apátridas" transformaram-no numa referência incontornável na literatura contemporânea. Atentem na sinopse deste seu romance:



A Taberna da Índia

Um retrato admirável da Sevilha das Descobertas


Pouco ouro e ainda menos especiarias era o que traziam das Índias os primeiros navegadores que seguiram os passos de Colombo. O que de facto carregavam nos seus porões eram centenas de escravos índios, que vendiam mal desembarcavam no porto de Sevilha. E vão ser dois índios os protagonistas de A Taberna da Índia: o jovem Cristobalillo, trazido da Hispaniola por don Pedro de las Casas e empregado como pajem do seu filho Bartolomé, e uma bela canibal vendida a um taberneiro de Triana e rapidamente transformada na atracção do local pela fascinação erótica que produz e pela sua fama de trazer boa sorte a todo aquele que dela se aproximar.

Com admirável plasticidade e um extraordinário conhecimento da época, Antonio Sarabia reconstrói o quadro daquela Sevilha excitada pelas maravilhas mal entrevistas dos Descobrimentos e traça ao mesmo tempo uma terrível parábola da violência cega que haveria de manchar de sangue e infâmia a conquista dos novos territórios.

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Em Beja, amanhã, Antonio Sarabia.

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