pelo menos posso afirmar que tentei, li 45 páginas, ao fim das quais, igual a quando tinha começado (isto é, sem perceber pevas...), resolvi folhear ao acaso o raio do livro. Este foi o resultado:
Da página 44, este excerto, para ilustrar as anteriores 43, igualzinho, sem mudança alguma de ritmo, ou sem que se conseguisse perceber o fio à meada da história, que me parece vagamente, referir-se à ausencia de um pai
(um dos castiçais quebrado)
que não tocava, a enfeitar, a cunhada para a filha(a máquina de costura imóvel, um vultozito entre portas)
-O Casimiro é assim
o vultozito evaporou-se das portas e a máquina de costura a suturar-lhe a alegria
-o Casimiro é assim
unindo-a a uma bainha, uma fronha, escutava a cunhada da sua tia mastigando de palma sob o queixo a amparar as migalhas
Tentei lá mais para a frente, podia ser que a coisa se tivesse composto, mas lá para a página 375, era isto
-Tem até ao fim do mês para sair de cá
porque não era este segundo andar do jardim Constantino que ele queria, era um combóio voltando de França, um gesto nem que fosse a enxotá-lo
-Trambolho
e o pimpolho que você diz ser seu pai contente, sossegado, a trotar na direcção do capacho quando alguém se aproxima (...)
Já semi-desesperada, tento, no final, perceber algum desenlace, o culminar daquela verborreia toda e depois de ler 3 páginas sem sucesso, até à página 587
o meu pai a chamar-nos
-cumprimentem o senhor coronel rapazinhos
(não pulhas, que engraçado)
o coronel dedos vagaroso, breves, as rédeas da mula atadas na cancela, não consigo calar-me, a sobrinha hoje corcunda, de bengala, e a entrar na igreja, num internato em Viseu, um queixal escuro meditando
-O Arquimedes quem era?
desisto.
todos têm direito aos seus delírios. Até o Lobo Antunes.
Da página 44, este excerto, para ilustrar as anteriores 43, igualzinho, sem mudança alguma de ritmo, ou sem que se conseguisse perceber o fio à meada da história, que me parece vagamente, referir-se à ausencia de um pai
(um dos castiçais quebrado)
que não tocava, a enfeitar, a cunhada para a filha(a máquina de costura imóvel, um vultozito entre portas)
-O Casimiro é assim
o vultozito evaporou-se das portas e a máquina de costura a suturar-lhe a alegria
-o Casimiro é assim
unindo-a a uma bainha, uma fronha, escutava a cunhada da sua tia mastigando de palma sob o queixo a amparar as migalhas
Tentei lá mais para a frente, podia ser que a coisa se tivesse composto, mas lá para a página 375, era isto
-Tem até ao fim do mês para sair de cá
porque não era este segundo andar do jardim Constantino que ele queria, era um combóio voltando de França, um gesto nem que fosse a enxotá-lo
-Trambolho
e o pimpolho que você diz ser seu pai contente, sossegado, a trotar na direcção do capacho quando alguém se aproxima (...)
Já semi-desesperada, tento, no final, perceber algum desenlace, o culminar daquela verborreia toda e depois de ler 3 páginas sem sucesso, até à página 587
o meu pai a chamar-nos
-cumprimentem o senhor coronel rapazinhos
(não pulhas, que engraçado)
o coronel dedos vagaroso, breves, as rédeas da mula atadas na cancela, não consigo calar-me, a sobrinha hoje corcunda, de bengala, e a entrar na igreja, num internato em Viseu, um queixal escuro meditando
-O Arquimedes quem era?
desisto.
todos têm direito aos seus delírios. Até o Lobo Antunes.
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