6.12.04

Tenho

de vez em quando, umas tiradas com que me surpreendo a mim mesma depois de as reler, um ou dois dias mais tarde.
Escrevo com o coração na ponta dos dedos, um pouco como falo, com ele mesmo junto à garganta. Escrevo de uma assentada, em turbilhão quase como se tivesse medo de não conseguir agarrar as idéias, de não ir a tempo de passar para o papel (?éter...) os pensamentos.
E depois espanto-me. Com o que me sai do peito, principalmente sempre que escrevo com ele apertado por algum nó invisível...
A última tem andado aqui a moer de mansinho e saiu quando escrevia um email a alguém com quem gosto de conversar.

Para mim a amizade não se mede em tempo mas em acções.

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