longamente, a ler.
Nesta casa, agora silenciosa, que cheira a chão acabado de lavar e a brasas quentes...
Aqui, onde o bater das teclas ao mesmo ritmo que o do coração, são os únicos ruídos na noite serena.
Deste lado da janela que abri para aí. De onde me assomo para ver o mundo e me mostro um bocadinho a esse mesmo mundo. Troca por troca.
Foi uma janela generosa, esta. Num ano de descobertas.
De que se podia ler textos maravilhosos sem ser em folhas de papel.
De descobrir ser possível falar com as pessoas por detrás dos textos. E conhecê-las. Como se conhecem os Amigos. Com conversas e cumplicidades e segredos partilhados. E sorrisos, ainda que virtuais :-) :-) :-). E lágrimas.
Fui ficando por aqui, a lembrar-me.
De ter descoberto pessoas, que ainda não conhecia, neste pedacinho de terra que amo e a que chamo minha. Neste ano.
A lembrar-me, não em jeito de balanço, apesar de ser costume fazê-lo, quando subimos os últimos degraus que nos levam ao novo ano. Mas não. Não é um balanço mas sim um registo, algo que perdure, que não me deixe esquecer o que este ano significou para mim, as coisas que li, as emoções que aqui deixei e que descobri desse lado de lá, cada dia, até ao de hoje.
A magia e o mistério que fomos sendo capazes de transportar para este rectângulo branco.
Fiquei por aqui e concluí que não sei escrever.
Que as palavras não têm tamanho suficiente para descrever tanta coisa, não sabem dizer o que somos e sentimos e apenas sabemos como se sente e não como se conta. Não sabem como dizer do sangue que corre mais rápido sempre que me lembro de tantos momentos deste ano.
Não sei como se conta um brilho no olhar, um sorriso luminoso, um rio que sai dos olhos sem que o consigamos parar. Não se pára o rio. Escrevi isto neste ano que vai passar. Há coisas que não se explicam, foi também uma frase deste ano. Deste, e de nenhum outro.
Fui ficando e lembrando e pensando. Muito.
E tomando decisões. Que se tomam com a cabeça e não com o coração, porque senão rasgavam-no. E um coração rasgado não serve para nada. Tem que continuar inteiro para bater, saudável, e manter-nos de pé, para que possamos continuar. Há que continuar.
E nunca, nunca poderemos continuar, sabendo que foi à custa da felicidade de alguém.
Vou ficando por aqui.
Nesta casa, agora silenciosa, que cheira a chão acabado de lavar e a brasas quentes...
Aqui, onde o bater das teclas ao mesmo ritmo que o do coração, são os únicos ruídos na noite serena.
Deste lado da janela que abri para aí. De onde me assomo para ver o mundo e me mostro um bocadinho a esse mesmo mundo. Troca por troca.
Foi uma janela generosa, esta. Num ano de descobertas.
De que se podia ler textos maravilhosos sem ser em folhas de papel.
De descobrir ser possível falar com as pessoas por detrás dos textos. E conhecê-las. Como se conhecem os Amigos. Com conversas e cumplicidades e segredos partilhados. E sorrisos, ainda que virtuais :-) :-) :-). E lágrimas.
Fui ficando por aqui, a lembrar-me.
De ter descoberto pessoas, que ainda não conhecia, neste pedacinho de terra que amo e a que chamo minha. Neste ano.
A lembrar-me, não em jeito de balanço, apesar de ser costume fazê-lo, quando subimos os últimos degraus que nos levam ao novo ano. Mas não. Não é um balanço mas sim um registo, algo que perdure, que não me deixe esquecer o que este ano significou para mim, as coisas que li, as emoções que aqui deixei e que descobri desse lado de lá, cada dia, até ao de hoje.
A magia e o mistério que fomos sendo capazes de transportar para este rectângulo branco.
Fiquei por aqui e concluí que não sei escrever.
Que as palavras não têm tamanho suficiente para descrever tanta coisa, não sabem dizer o que somos e sentimos e apenas sabemos como se sente e não como se conta. Não sabem como dizer do sangue que corre mais rápido sempre que me lembro de tantos momentos deste ano.
Não sei como se conta um brilho no olhar, um sorriso luminoso, um rio que sai dos olhos sem que o consigamos parar. Não se pára o rio. Escrevi isto neste ano que vai passar. Há coisas que não se explicam, foi também uma frase deste ano. Deste, e de nenhum outro.
Fui ficando e lembrando e pensando. Muito.
E tomando decisões. Que se tomam com a cabeça e não com o coração, porque senão rasgavam-no. E um coração rasgado não serve para nada. Tem que continuar inteiro para bater, saudável, e manter-nos de pé, para que possamos continuar. Há que continuar.
E nunca, nunca poderemos continuar, sabendo que foi à custa da felicidade de alguém.
Vou ficando por aqui.
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