transcrever para aqui todos os poemas do livro "As Feridas Essenciais", do Fernando Ribeiro, ou, à falta disso, ter uma cópia do texto escrito pelo José Luís Peixoto, numa das sessões de apresentação deste livro, algures no país e que o Fernando leu, esta noite, descrevendo a forma como o tinha feito o Zé Luís, hoje ausente de Beja mas presente ali, naquele auditório, através das palvras. Simples. Honestas "Não sei se sou capaz de apresentar este livro", as suas palavras, inequívocamente.
Apetecia-me descrever-vos o contraste entre a aparência, "heavy", "gótica", de negro, cabelo comprido, do Fernando, vocalista dos Moonspell e a sua voz baixa, suave, o seu jeito tranquilo de estar e de falar e de ir contando uma história - a do livro - com muitas histórias dentro - a da banda, do seu primeiro poema, das aulas de Filosofia, das viagens em digressão, dos momentos de escrita, da criação literária e musical, dos "Diálogos" de Platão "Não sei se algum de vocês leu os "Diálogos"....?". Silêncio na sala.
Apetecia-me que pudessem ter estado lá, vocês.
Mas como não se pode ter tudo o que nos apetece, deixo-vos o poema da contracapa do livro, um dos muitos que ele nos leu esta noite:
Hoje acordámos em sítios diferentes
Eu, no meio das ruínas que se movem, das sombras que sopram, das
almas em fuga para dentro da vida.
Tu, no meio das ruínas paradas, das sombras que já não respiram,
das almas em fuga para longe da vida.
Amanhã, sempre amanhã, tentaremos acordar no mesmo sítio de
sempre e o abismo do medo e da dor irá rir-se de nós enquanto nos
engole ou nos deixa passar.
Um poema de amor, num livro que fala de amor e da simplicidade das relações.
Bonito.
Apetecia-me descrever-vos o contraste entre a aparência, "heavy", "gótica", de negro, cabelo comprido, do Fernando, vocalista dos Moonspell e a sua voz baixa, suave, o seu jeito tranquilo de estar e de falar e de ir contando uma história - a do livro - com muitas histórias dentro - a da banda, do seu primeiro poema, das aulas de Filosofia, das viagens em digressão, dos momentos de escrita, da criação literária e musical, dos "Diálogos" de Platão "Não sei se algum de vocês leu os "Diálogos"....?". Silêncio na sala.
Apetecia-me que pudessem ter estado lá, vocês.
Mas como não se pode ter tudo o que nos apetece, deixo-vos o poema da contracapa do livro, um dos muitos que ele nos leu esta noite:
Hoje acordámos em sítios diferentes
Eu, no meio das ruínas que se movem, das sombras que sopram, das
almas em fuga para dentro da vida.
Tu, no meio das ruínas paradas, das sombras que já não respiram,
das almas em fuga para longe da vida.
Amanhã, sempre amanhã, tentaremos acordar no mesmo sítio de
sempre e o abismo do medo e da dor irá rir-se de nós enquanto nos
engole ou nos deixa passar.
Um poema de amor, num livro que fala de amor e da simplicidade das relações.
Bonito.
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