o espaço de uma caixa de comentários não chega para tudo o que haveria a dizer sobre um tema. Há coisas sobre as quais nos questionamos muitas vezes. Persephone lançou o desafio à blogosfera, o meu comentário lá no seu espaço foi apenas um excerto do que me apetecia dizer sobre este tema. O resto fica aqui.
A cumplicidade é partilha, é liberdade e confiança.
É dizer um segredo ao ouvido de uma estrela ou para dentro de buraco cavado na rocha e tapá-lo com terra e ramos de árvore sabendo que ali ficará guardado, protegido.
A cumplicidade é segurança e tranquilidade porque é certeza. E as certezas dão asas.
A cumplicidade nunca é mentira, fingimento. É olhos nos olhos, transparentes, é sim quando é sim e não, sempre que fôr não. E é espaço, espaço aberto como a imensidão do céu, é ar puro e cores fortes numa tela, é uma peça onde os personagens existem sem amarras e sentem sem limites, porque a cumplicidade é pintada de respeito e de compreensão e de aceitação das diferenças.
É a porta da alma escancarada, todas as portas abertas para quem sabemos que irá entrar nelas com cuidado, pisando devagarinho para não magoar.
É a verdade dita com o peito cheio e "o coração dado nas duas mãos, abertas".(obrigado vague, por esta frase).
A cumplicidade "exige" dois lados, um em cada extemo da mesa de ping-pong.
Requer retorno, de um lado, igual àquilo que é enviado, do outro e rima com lealdade, que é o fermento que faz crescer a amizade.
E, quando enfim, se conquista, já não exige nada. Apenas existe. Sem perguntas nem respostas. Com actos.
Existe num olhar, que dura fracções de segundo mas que fala como se de um livro aberto se tratasse.
A cumplicidade é partilha, é liberdade e confiança.
É dizer um segredo ao ouvido de uma estrela ou para dentro de buraco cavado na rocha e tapá-lo com terra e ramos de árvore sabendo que ali ficará guardado, protegido.
A cumplicidade é segurança e tranquilidade porque é certeza. E as certezas dão asas.
A cumplicidade nunca é mentira, fingimento. É olhos nos olhos, transparentes, é sim quando é sim e não, sempre que fôr não. E é espaço, espaço aberto como a imensidão do céu, é ar puro e cores fortes numa tela, é uma peça onde os personagens existem sem amarras e sentem sem limites, porque a cumplicidade é pintada de respeito e de compreensão e de aceitação das diferenças.
É a porta da alma escancarada, todas as portas abertas para quem sabemos que irá entrar nelas com cuidado, pisando devagarinho para não magoar.
É a verdade dita com o peito cheio e "o coração dado nas duas mãos, abertas".(obrigado vague, por esta frase).
A cumplicidade "exige" dois lados, um em cada extemo da mesa de ping-pong.
Requer retorno, de um lado, igual àquilo que é enviado, do outro e rima com lealdade, que é o fermento que faz crescer a amizade.
E, quando enfim, se conquista, já não exige nada. Apenas existe. Sem perguntas nem respostas. Com actos.
Existe num olhar, que dura fracções de segundo mas que fala como se de um livro aberto se tratasse.
Existe no sorriso que trocam os cúmplices, quando uma palavra, uma frase curta e simples, para os outros, é afinal um segredo dito às claras e que só nós entendemos.
É quando Canção quer dizer Revolução, Grândola é Fraternidade e Gaivota, afinal, significa Liberdade.
É quando Canção quer dizer Revolução, Grândola é Fraternidade e Gaivota, afinal, significa Liberdade.
Existe nos silêncios, quando se sabe que não é preciso falar, para dizer se estamos tristes ou alegres.
De início, dá muito trabalho a construir. Vão-se tecendo os pequenos fios que unem os amigos, com paciência e tempo e persistência. É uma maratona, não é uma corrida de 100 metros...embora também possa ter barreiras...Os elos são muito finos, tal como os fios de seda que brotam das aranhas. Mas, tal como estes, depois de bem presos nas duas extremidades que os ligam, são fortes e resistentes, podem esticar se, porque isso faz parte do processo, somos às vezes desiludidos ou magoados, mas não partem, aguentam o embate de pesos várias vezes superiores ao seu e retornam à forma inicial fácilmente, bastando para isso uma conversa franca, um sorriso, uma festinha no cabelo, um abraço apertado.
E é por isso que estes fios são preciosos e muito procurados por todos os caçadores de tesouros do mundo.
Quem os encontra nunca mais será o mesmo. Porque passa, a partir daí, a ter a grande missão de cuidar deles, de nunca os perder ou deixar roubar, de os manter brilhantes e sedosos.

A cumplicidade nunca oprime. A desconfiança sim.
A cumplicidade não esmaga ou limita. A falta de abertura, diálogo, o medo de ser mal-entendido ou de entender mal, sim.
De início, dá muito trabalho a construir. Vão-se tecendo os pequenos fios que unem os amigos, com paciência e tempo e persistência. É uma maratona, não é uma corrida de 100 metros...embora também possa ter barreiras...Os elos são muito finos, tal como os fios de seda que brotam das aranhas. Mas, tal como estes, depois de bem presos nas duas extremidades que os ligam, são fortes e resistentes, podem esticar se, porque isso faz parte do processo, somos às vezes desiludidos ou magoados, mas não partem, aguentam o embate de pesos várias vezes superiores ao seu e retornam à forma inicial fácilmente, bastando para isso uma conversa franca, um sorriso, uma festinha no cabelo, um abraço apertado.
E é por isso que estes fios são preciosos e muito procurados por todos os caçadores de tesouros do mundo.
Quem os encontra nunca mais será o mesmo. Porque passa, a partir daí, a ter a grande missão de cuidar deles, de nunca os perder ou deixar roubar, de os manter brilhantes e sedosos.
A cumplicidade nunca oprime. A desconfiança sim.
A cumplicidade não esmaga ou limita. A falta de abertura, diálogo, o medo de ser mal-entendido ou de entender mal, sim.
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