17.2.05

E

relendo o que escrevi, neste e em alguns outros posts lá mais para trás nos recantos deste blog, companheiro de luzes e brilhos, de insónias e de sonhos, de mágoas e euforias, tenho andado com uma idéia difusa na cabeça que diz mais ou menos que,

paixão que é paixão só vale a pena quando se pode fazer de um olhar cúmplice um momento em suspenso, capaz de derreter icebergs

porque se calhar não sei ser outra coisa que não a criatura intensa que sempre fui, e é por isso que daqui dedico mais uma frase do Fernando Ribeiro em As Feridas Essenciais a alguém que não conheço ainda mas que há-de vir a sustentar esse olhar no meu:

"As linhas rectas que se cruzam em nós serão os caminhos da nossa perdição".


Porque tudo o que não fôr assim ou que seja menos do que isto, por muito que vamos tentando pintá-lo, não tem qualquer cor.

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