Sigo-te o rasto, enquanto passeio por entre cada raio de sol que te toca.
Enquanto respiro o ar frio da manhã, sem nunca saber onde estás.
Sem te ver, ouço o teu riso, vejo-te o brilho no olhar, consigo imaginar do que falas, conheço a música que te emociona, sei o que tens na alma.
Sigo-te o rasto, sem ser para te encontrar mas apenas porque sei que antes fizeste aquele caminho.
Que o teu perfume ficou no ar, que as tuas mãos tocaram a pedra, a madeira, o metal que eu percorro com as minhas.
Sigo o vento, que não me leva até ti. Mas sigo-o na mesma. Sei que antes te despenteou os cabelos.
Não te tenho. Não me tens.
Recorto pedaços de ti, que vou colando cuidadosamente dentro do meu peito, na tentativa de que um dia façam o todo.
Embora saiba que esse dia não chega. Que faltará sempre um pedaço. Ou mais que um, muitos, talvez, não sei. Nunca soube.
Os olhos, aqui. O gesto, que fizeste noutro dia. A forma como mexes as mãos, quando falas. Um sorriso, ali. A roupa que vestias quando quase nos tocámos. A conversa breve. O peso de uma palavra, noutro lugar. O teu cheiro...suave, tão próximo e tão inatingível.
Não te tenho. Nunca me tiveste.
Enquanto respiro o ar frio da manhã, sem nunca saber onde estás.
Sem te ver, ouço o teu riso, vejo-te o brilho no olhar, consigo imaginar do que falas, conheço a música que te emociona, sei o que tens na alma.
Sigo-te o rasto, sem ser para te encontrar mas apenas porque sei que antes fizeste aquele caminho.
Que o teu perfume ficou no ar, que as tuas mãos tocaram a pedra, a madeira, o metal que eu percorro com as minhas.
Sigo o vento, que não me leva até ti. Mas sigo-o na mesma. Sei que antes te despenteou os cabelos.
Não te tenho. Não me tens.
Recorto pedaços de ti, que vou colando cuidadosamente dentro do meu peito, na tentativa de que um dia façam o todo.
Embora saiba que esse dia não chega. Que faltará sempre um pedaço. Ou mais que um, muitos, talvez, não sei. Nunca soube.
Os olhos, aqui. O gesto, que fizeste noutro dia. A forma como mexes as mãos, quando falas. Um sorriso, ali. A roupa que vestias quando quase nos tocámos. A conversa breve. O peso de uma palavra, noutro lugar. O teu cheiro...suave, tão próximo e tão inatingível.
Não te tenho. Nunca me tiveste.
Mas houve um dia, um único dia, um momento, em que os caminhos paralelos das nossas vidas, embora não tivessem sido os da nossa perdição, se cruzaram num nó(s) perfeito.
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