não tenho tempo, nem sequer para coçar a ponta do nariz mas não quero que, os que ainda mantêm um grau de insanidade suficiente para virem aqui de vez em quando ver o que escrevo, caiam em si e me mandem mas é dar uma volta ao bilhar grande, com tanto blogue bonito, académico, excelente, cheio de style e qualidade literária que por aí anda, ando eu aqui a perder tempo com esta fulana que só enche chouriços e por aí fora, resolvi entrar numa muito zen de contar histórias que vou ouvindo por aí, nas conferências e seminários por onde tenho andado, e que, ao menos, sempre dão para isto aparecer actualizado, com pouco trabalho e esforço dos neurónios que, nos tempos que correm, são um bem quase trão precioso como uma conta num off-shore qualquer... (é claro que eu não disse isto, é apenas uma ilusão provocada pelo número de horas que já gastaram hoje com os olhos enfiados no monitor e depois queixem-se!..., fazem favor de "portantes", esfregar os olhos e adiante)
Ora bem, mas então ia eu contar a história do
Sábio e do Pássaro
Há muito, muito tempo, havia um sábio muito sábio, num sítio muito, muito longínquo, que agora não sei onde é, mas também não interessa muito...
Dois garotos traquinas resolveram testar a "sapiência" do sábio e, apanhando um pardal, decidiram ir com ele escondido atrás das costas perguntar ao sábio muito sábio, se o pobre do bicho estava vivo ou morto.
É claro que os sacanas dos putos tinham tudo previsto e, se o sábio respondesse que estava vivo, torciam o garganhol ao pobre e mostravam-no morto, se a resposta do sábio fosse que o bicho estava morto então, triunfalmente, exibiriam o bichinho vivo e de saúde (onde é que as crianças daquele tempo iam buscar estas idéias é que eu não sei, vocês lembrem-se que nem havia NET!!...)
Lá foram eles, os venenos dos monstrozinhos, rindo desavergonhadamente (onde andariam aquelas mães, umas palmadas é o que era!), antecipando a figura de urso do outro e, chegando ao pé dele, perguntaram:
- Ó tu que és sábio (naquele tempo não fazia mal tratar por tu os sábios, ainda não havia Ministério da Criança e da Família e nem cenas de Educação e Boas Maneiras - Desenvolvimento Pessoal e Cívico, ou lá o que é - nem Casas de Correcção, nem nada...), se és assim tão sábio, diz-nos lá se és capaz de adivinhar se o pássaro que temos atrás das costas está vivo ou morto?
Ora bem, mas então ia eu contar a história do
Sábio e do Pássaro
Há muito, muito tempo, havia um sábio muito sábio, num sítio muito, muito longínquo, que agora não sei onde é, mas também não interessa muito...
Dois garotos traquinas resolveram testar a "sapiência" do sábio e, apanhando um pardal, decidiram ir com ele escondido atrás das costas perguntar ao sábio muito sábio, se o pobre do bicho estava vivo ou morto.
É claro que os sacanas dos putos tinham tudo previsto e, se o sábio respondesse que estava vivo, torciam o garganhol ao pobre e mostravam-no morto, se a resposta do sábio fosse que o bicho estava morto então, triunfalmente, exibiriam o bichinho vivo e de saúde (onde é que as crianças daquele tempo iam buscar estas idéias é que eu não sei, vocês lembrem-se que nem havia NET!!...)
Lá foram eles, os venenos dos monstrozinhos, rindo desavergonhadamente (onde andariam aquelas mães, umas palmadas é o que era!), antecipando a figura de urso do outro e, chegando ao pé dele, perguntaram:
- Ó tu que és sábio (naquele tempo não fazia mal tratar por tu os sábios, ainda não havia Ministério da Criança e da Família e nem cenas de Educação e Boas Maneiras - Desenvolvimento Pessoal e Cívico, ou lá o que é - nem Casas de Correcção, nem nada...), se és assim tão sábio, diz-nos lá se és capaz de adivinhar se o pássaro que temos atrás das costas está vivo ou morto?
O sábio sorriu paternalmente (cá comigo é que havia de ser, era logo umas valentes lambadas nos fundilhos de cada um e vai-te mas é perguntar ao teu pai comé q'os passarinhos nascem e as abelhinhas e essas coisas e o mano saiu por aonde, que é muito mais pedagógico e educativo...), sábio verdadeiro que era, disse:
- Está nas vossas mãos...
Tal como está nas vossas, continuarem aqui a ler blogues em vez de irem mas é beber um copo à roda de lume e tirar um petisco de chouriço assado e pão caseiro...
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