4.11.04

Matei

um escaravelho.
A bem dizer até pode nem ter sido bem um escaravelho, certo é que era um espécime couraçado preto, daqueles que fazem crrrssshhhh quando se esmagam (bléarghh!), tinha várias patas (peludas!) de ambos os lados da dita couraça e movia-se a uma velocidade razoável, por detrás dos móveis.
Escusado será dizer que foi o caos...bichos rastejantes são coisas com quem nunca gostei de socializar...
Armei-me de esfregona, sacudi os putos para fora da sala e montei uma estratégia de ataque em três frentes:
- A primeira foi pôr uma cadeira à frente, entre mim e o monstro. Sim, porque estão a ver o que era se aquilo se lembrasse de subir pelos meus pés acima??
- Depois foi tentar enganar o bicho como se faz nos filmes, em que o herói manda uma pedra para um lado, o inimigo ouve o barulho e - tanso - vai para esse lado enquanto o outro lhe aparece por detrás e pimba! Mas o animal não parecia ter visto muitos filmes, vai daí nem se moveu quando atirei as minhas preciosas conchas para o espaço entre a estante e a lareira, esperando-o do outro lado.
- Ainda pensei utilizar a táctica do fumo para fazer o sacana sair da toca mas, considerando que corria o risco de ter os vizinhos a chamar a polícia julgando que eu tinha incendiado a casa (pela segunda vez...), achei melhor estar quieta.
Não restou mais alternativa que arrastar a estante, sempre controlando o local onde, alapado, o monstro esperava que eu desistisse. Depois de ter a estante no meio da sala, com poucos danos, se exceptuarmos a queda de vários livros em cima da PS2 do puto e o facto de ter ficado com os fios dos vários aparelhos electrónicos todos desligados e a tomada semi-arrancada da parede, iniciei o ataque final. Bem...quase. Porque nesse preciso momento o bicho resolve dar uma corrida rápida, rasando os meus pés o que fez com que algumas palavras menos próprias saissem dos meus castos lábios, enquanto pulava para cima da cadeira aos gritos (histérica, eu??) e desferia vários golpes, ou estocadas, se quiserem, de esfregona em cima do horroroso, produzindo finalmente o característico ruído já descrito. Que nojo!! Não devia ser permitido a existência destes animais! Onde já se viu?
Depois ainda tive que limpar a a porcaria dos restos mortais do animal, amarelos! e desinfectar-me dos pés à cabeça com álcool! Que nojo!

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