Perguntavam-me, há pouco, se pertenço ao clube dos eternos insatisfeitos.
Isto, a propósito de colocarmos fasquias baixas ou demasiado altas, quando definimos os objectivos que queremos atingir.
E a resposta que dei, de entender que o inconformismo e a busca da perfeição é que têm feito evoluir a humanidade, deixou-me a pensar que é isso que sou; Inconformada.
O exercício de uma actividade política só pode ser feito por alguém que não se conforma, que não desiste, que não recua ou perde a esperança de atingir uma meta. E ainda mais quando é na oposição...
Os relacionamentos afectivos em que a rotina se instala e o sangue deixa de circular com força como reacção à simples vista do outro, só terminam quando somos inconformados. Quando não desistimos de procurar a perfeição.
Talvez por isso tenha passado todos estes anos em busca. De algo. Da perfeição? Dir-me-ão que não existe. E que o óptimo é inimigo do bom e todos esses chavões.
Mas será preferível viver sem sentir o brilho no olhar só de imaginar? Sem a nitidez que aguça os sentidos no estado de paixão e permite ver cores que mais ninguém vê e sentir cheiros que mais ninguém sente? Sem o sonho?
Eu penso que não. Penso que a procura deve existir sempre.
Isto, a propósito de colocarmos fasquias baixas ou demasiado altas, quando definimos os objectivos que queremos atingir.
E a resposta que dei, de entender que o inconformismo e a busca da perfeição é que têm feito evoluir a humanidade, deixou-me a pensar que é isso que sou; Inconformada.
O exercício de uma actividade política só pode ser feito por alguém que não se conforma, que não desiste, que não recua ou perde a esperança de atingir uma meta. E ainda mais quando é na oposição...
Os relacionamentos afectivos em que a rotina se instala e o sangue deixa de circular com força como reacção à simples vista do outro, só terminam quando somos inconformados. Quando não desistimos de procurar a perfeição.
Talvez por isso tenha passado todos estes anos em busca. De algo. Da perfeição? Dir-me-ão que não existe. E que o óptimo é inimigo do bom e todos esses chavões.
Mas será preferível viver sem sentir o brilho no olhar só de imaginar? Sem a nitidez que aguça os sentidos no estado de paixão e permite ver cores que mais ninguém vê e sentir cheiros que mais ninguém sente? Sem o sonho?
Eu penso que não. Penso que a procura deve existir sempre.
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