2.3.04

Nascimento

Este é um poema que me dedicaram há muito tempo, dizendo "...que tem que continuar a acreditar que o instante é o presente":

É este o instante
de erguer a taça e derramar o vinho;
de abrir as asas ao sol
e pairar sobre os navios;
de afeiçoar pedaços da nuvem
para nela adormecer;
de inventar um arco-íris
com as cores que apetecer;
de dourar os sons da harpa
para o concerto das manhãs;
de me vestir de véus
e dançar na brisa da tarde;
de escancarar os portões dos templos
e expulsar os anjos;
de me perder no tempo líquido
do encanto do seu olhar.

Este é o instante
fugaz, irrepetível e secreto
que a ninguém permitirei que me subtraiam.

25 de Out. 2001

Parece-me um bom mote para começar um blog.

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