6.3.04

Tenho lido

inúmeros artigos e posts que tentam analisar o fenómeno blog, participado até em encontros organizados em torno da reflexão sobre esta compulsão que leva alguém a ter e alimentar este quadradinho diáriamente.

Discutem-se as formas, os estilos, a finalidade dos mais de mil blogs existentes actualmente em Portugal.

Mas nunca ouvi ninguém a dizer aquilo que, de repente, me pareceu ser um blog. Pelo menos este.
Um blog é assim uma espécie de um filho. Uma paixão repentina que começa quando se vê pela primeira vez ou mesmo antes, quando ainda é uma promessa por concretizar.
Depois disso, começa um processo de crescimento, evolução, em tudo semelhante ao de um filho. O orgulho pelos primeiros passos, a euforia por pequenas vitórias como conseguir colocar o sistema de comentários, ou descobrir como mudar a cor de fundo.

Também há arrelias e tristezas que, no entanto, não fazem com que o amor diminua. E depois há esta necessidade de alimento diário, de conforto (mas como diabo é que eu consigo dar um visual mais giro e original, sem se parecer com nada que já exista?), de proporcionar um crescimento feliz e equilibrado.
E a vaidadezinha inerente ao instinto maternal (o meu é mais bonito que o teu), a que já ouvi alguém chamar umbiguismo. E não será normal – um pai/mãe ter orgulho naquilo que produziu?

Digam lá o que disserem – este “filho” faz-me muito feliz.

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