24.10.04

Habituamo-nos

aos poucos, sem dar por isso, a ler sempre os mesmos blogs. Abrimos primeiro o nosso, vamos à listinha do lado direito, ou esquerdo, ou conforme e começamos por aquele de que mais gostamos, o favorito dos favoritos, actualizamos a leitura do post ou posts mais recentes do respectivo autor, mandamos umas bocas nos comentários - ou não - e partimos para o próximo. Depois, o tempo (sempre o tempo) urge e lemos mais dois ou três. Mesmo de pé, já de saída para uma outra terefa, ainda passamos os olhos por mais um ou dois. E assim, com falta de tempo, se passam os dias e se criam as rotinas.
Só que as rotinas fazem-nos perder tanta coisa.
Nem que seja o nascer do sol, porque há muito tempo não se faz uma directa ou porque o ritmo é tão acelerado que qualquer minuto a mais de descanso é uma bênção. Perdemos aos poucos a surpresa, o deslumbramento de nos acontecer o inesperado. Tudo passa a ser previsível, a rotina é previsível.

A rotina de leitura de blogs favoritos faz-nos perder o hábito de deambular ao acaso de um link para outro, de um título que nos derpertou a atenção para o seguinte e daí para outro ainda, completamente novo.
Foi assim que hoje descobri um blog, que entretanto acabou mas que nos deixou nos arquivos as suas maravilhosas pequenas histórias. Que pena não ter continuado.

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