16.10.04

Não sei bem

se sou eu que ando zen, o certo é que estou numa fase em que citações ou excertos de textos sobre coisas da vida me fazem refectir e extrapolar deles para outra realidade. A minha.
Um amigo enviou-me um excerto que me tocou particularmente. Nada que me surpreenda pois o MST é, de há muito, um dos homens do nosso tempo que leio e admiro.

Mas este texto encerra, quanto a mim, uma beleza particular:

E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

Miguel Sousa Tavares, Eternamente

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