que passamos anos e anos e tempos e tempos e tempos a tentar esconder de nós próprios, tapando-os com pedras grandes e pesadas ou pedrinhas, consoante as ocasiões o exigem de uma ou de outra forma, e outras vezes deixamo-los tapados apenas com véus leves, de tão leves que são, ficam quase transparentes mas, ainda assim, continuam tapados e nós confortáveis porque pensamos que não os vemos e ninguém vê e está tudo bem.(pseudo-bem corrijo...)
E depois vem alguém, um dia, com toda a calma e afasta, uma a uma, as pedras para o lado e levanta todos os véus até que não resta mais nada a dissimular aquilo que verdadeiramente somos e queremos mas não dispomos da coragem suficiente para o admitir ou temos medo.
E aí, temos que dar o braço a torcer, para nós próprios, muito mais do que para os outros.
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