tinha por finalidade dizer-vos que, neste mundo da escrita, há coisas que me deixam com uma dualidade de sensações à qual quase nunca consigo resistir.
Assim, acho que há nos blogs, textos tão bem escritos que, de lindos que são, devem sair deste mundo virtual para as páginas impressas de papel, seja em livro ou revista. para que muito mais gente a eles possa ter acesso.
É claro que, se bem o achei, melhor o fiz, desafiando alguns amigos que estão prestes a receber o resultado da experiência em mãos ;-))).
Mas, no reverso da medalha, encontro em livros, de amigos também, coisas tão sublimes, que tenho que pôr aqui, para que, vocês todos, meus improváveis leitores, delas possam também disfrutar. Foi o que aconteceu com este texto que vos deixo, a nota do autor, do qual tenho a honra de ser amiga, que prefacia um pequeno livro de poesia. Um beijinho para ti Francisco P.!
Luena. Depois das gigantescas rochas cinzentas que nascem da terra como plantas pré-históricas, muito para além do planalto do Huambo, ficam as terras dos Quiokos, das enormes chanas (planícies) maiores que o alcance do olhar, muito para além do além que se avista.
O Alentejo das planícies ao lado das chanas do leste de Angola, apenas é comparável na planura e nos tons dos verdes da vegetação rasteira e de médio porte que nos cerca por todos os lados.
A noite na chana é espectacular, até esmagadora.
A intensidade da luz das estrelas parece cair do céu e emergir da terra, parece estar ali, mesmo à mão!
Os milhares de estrelas confundem-se com os milhares de olhos que reflectiam as luzes dos projectores das Berliets em noites de caçada (olhos de zebras, gnous, leopardos, pacaças, nunces, leões, cabras, gazelas, onças, hienas...eu sei lá...simplesmente...único, inimitável, irreproduzível...intransplantável...
Terras de poucas gentes, de poucos Quimbos, de muitos quilómetros e de muitos rios:- o Cazage, o Luembe, o Dala, o Lumege, o Cassai...e o Luena.
Luena, o rio que significa eim Quioko, princesa.
Em terras do Luena escrevi alguns dos poemas deste livro, já lá vão uns bons anos.
(...) explicar aos leitores o significado da Luena da Praia.
Luena - Princesa angolana das Chanas do leste que a guerra colonial me fez conhecer e sentir.
Luena - enquanto metáfora atribuída a várias princesas da minha vida, pessoal e comunitária (colectiva).
Luena da Praia - a princesa da praia é Sines, a minha Terra, a minha gente, as minhas raízes, fundas e simultâneamente à superfície, expostas à vista de todos aqueles que compreendem as coisas simples da vida.
Afinal, todos temos as nossas Luenas.
Luena da Praia
Edição de Autor
Assim, acho que há nos blogs, textos tão bem escritos que, de lindos que são, devem sair deste mundo virtual para as páginas impressas de papel, seja em livro ou revista. para que muito mais gente a eles possa ter acesso.
É claro que, se bem o achei, melhor o fiz, desafiando alguns amigos que estão prestes a receber o resultado da experiência em mãos ;-))).
Mas, no reverso da medalha, encontro em livros, de amigos também, coisas tão sublimes, que tenho que pôr aqui, para que, vocês todos, meus improváveis leitores, delas possam também disfrutar. Foi o que aconteceu com este texto que vos deixo, a nota do autor, do qual tenho a honra de ser amiga, que prefacia um pequeno livro de poesia. Um beijinho para ti Francisco P.!
Luena. Depois das gigantescas rochas cinzentas que nascem da terra como plantas pré-históricas, muito para além do planalto do Huambo, ficam as terras dos Quiokos, das enormes chanas (planícies) maiores que o alcance do olhar, muito para além do além que se avista.
O Alentejo das planícies ao lado das chanas do leste de Angola, apenas é comparável na planura e nos tons dos verdes da vegetação rasteira e de médio porte que nos cerca por todos os lados.
A noite na chana é espectacular, até esmagadora.
A intensidade da luz das estrelas parece cair do céu e emergir da terra, parece estar ali, mesmo à mão!
Os milhares de estrelas confundem-se com os milhares de olhos que reflectiam as luzes dos projectores das Berliets em noites de caçada (olhos de zebras, gnous, leopardos, pacaças, nunces, leões, cabras, gazelas, onças, hienas...eu sei lá...simplesmente...único, inimitável, irreproduzível...intransplantável...
Terras de poucas gentes, de poucos Quimbos, de muitos quilómetros e de muitos rios:- o Cazage, o Luembe, o Dala, o Lumege, o Cassai...e o Luena.
Luena, o rio que significa eim Quioko, princesa.
Em terras do Luena escrevi alguns dos poemas deste livro, já lá vão uns bons anos.
(...) explicar aos leitores o significado da Luena da Praia.
Luena - Princesa angolana das Chanas do leste que a guerra colonial me fez conhecer e sentir.
Luena - enquanto metáfora atribuída a várias princesas da minha vida, pessoal e comunitária (colectiva).
Luena da Praia - a princesa da praia é Sines, a minha Terra, a minha gente, as minhas raízes, fundas e simultâneamente à superfície, expostas à vista de todos aqueles que compreendem as coisas simples da vida.
Afinal, todos temos as nossas Luenas.
Luena da Praia
Edição de Autor
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