assim...de um bocadinho de descanso.
Campos verdes, uma manta debaixo de uma árvore, brisa suave, canto de pássaros.
Solidão. Não de estar só mas de estar temporáriamente ausente dos outros.
O ruído da vida, às vezes, é insuportável.
Antes, costumava praticar a solidão como um culto. Tinha regras, era sistemática e periódica, como num ritual. Uma cura do mundo, sózinha comigo. E com os meus livros e as minhas coisas. Funcionava. Regressava limpa, pronta para mais um período intenso da difícil arte de viver.
Há muito tempo que não o tenho podido fazer. E acho que começo a ressentir-me disso.
Começo a não saber o que fazer desta vida que tenho comigo, em mim, da qual tenho que disfrutar, enquanto a tenho. E é tão pouco tempo que ela dura...Mal damos por nós e, puff, regressamos ao pó.
Não sei se é a consciência de estar em contagem decrescente que me faz sentir hoje esta urgência. De viver, mas de antes me limpar. De fazer, como antes, uma retirada do mundo, para a ele regressar, depois disso, nova.
Só que isso nunca é completamente possível...carregamos connosco as nossas memórias e as nossas opções. O baú com os restos da vida passada é inseparável de nós, está encastrado nos nossos pertences. E, por isso, poderemos ser, apenas, parcialmente, novos.
Apetecia-me uma almofada e lencóis brancos com cheiro de alfazema.
Campos verdes, uma manta debaixo de uma árvore, brisa suave, canto de pássaros.
Solidão. Não de estar só mas de estar temporáriamente ausente dos outros.
O ruído da vida, às vezes, é insuportável.
Antes, costumava praticar a solidão como um culto. Tinha regras, era sistemática e periódica, como num ritual. Uma cura do mundo, sózinha comigo. E com os meus livros e as minhas coisas. Funcionava. Regressava limpa, pronta para mais um período intenso da difícil arte de viver.
Há muito tempo que não o tenho podido fazer. E acho que começo a ressentir-me disso.
Começo a não saber o que fazer desta vida que tenho comigo, em mim, da qual tenho que disfrutar, enquanto a tenho. E é tão pouco tempo que ela dura...Mal damos por nós e, puff, regressamos ao pó.
Não sei se é a consciência de estar em contagem decrescente que me faz sentir hoje esta urgência. De viver, mas de antes me limpar. De fazer, como antes, uma retirada do mundo, para a ele regressar, depois disso, nova.
Só que isso nunca é completamente possível...carregamos connosco as nossas memórias e as nossas opções. O baú com os restos da vida passada é inseparável de nós, está encastrado nos nossos pertences. E, por isso, poderemos ser, apenas, parcialmente, novos.
Apetecia-me uma almofada e lencóis brancos com cheiro de alfazema.
Sem comentários:
Enviar um comentário