Saio de casa e está uma manhã gloriosa.
Fresca, o céu límpido, o verde das árvores parece acabado de lavar, folha por folha. O mundo irradia luz e paz. (era tão bom que assim fosse...).
Mas o que me agrada ainda mais, no meio disto tudo, é que quase não há niguém nas ruas. Um ou dois carros, silêncio quebrado apenas pelo piar dos pássaros que disfrutam do mesmo que eu.
Com os vidros do carrro abertos, ouvindo Sade, vou pensando na reconfortante taça de café (king size) a fumegar e o pão com manteiga estaladiço, de todas as manhãs de Domingo.
O sítio do costume...fechado.
A manhã continua linda e nada me fará ficar de mau-humor. Dou a volta para o café alternativo...fechado.
Para cúmulo, descubro onde anda metade da população desta cidade (a metade que não foi de mini-férias): no "calçadão", fatos desportivos, bicicletas, famílias inteiras em alegre convívio...risos, exercício físico, faces rosadas, jogging, ar saudável...
Vou debitando palavrões, enquanto penso sériamente que deve haver algo de errado com as minhas opções de vida...mas só consigo ver um jornal e uma enorme chávena de café à frente...Como é que esta gente consegue ser feliz a fazer exercício logo pela manhã?
Antes de começar sériamente a "ressacar", lembro-me de uma esplanada (da qual, por acaso, raramente me lembro e não percebo porquê, uma vez que é das melhorzinhas que por aqui temos...) e, já em síndroma de privação, viro a direcção do carro nesse sentido.
Benditos ateus ou seja lá o que fôr. As mesas estão reluzentes, cheias de chávenas vazias, dois ou três viciados como eu, lêem calmamente o jornal, a fonte debita alguns hectolitros de jactos de água, um repousante ruído de falsa cascata, numa qualquer floresta tropical... Em suma, o Paraíso.
Uma boa Páscoa para vocês.
Fresca, o céu límpido, o verde das árvores parece acabado de lavar, folha por folha. O mundo irradia luz e paz. (era tão bom que assim fosse...).
Mas o que me agrada ainda mais, no meio disto tudo, é que quase não há niguém nas ruas. Um ou dois carros, silêncio quebrado apenas pelo piar dos pássaros que disfrutam do mesmo que eu.
Com os vidros do carrro abertos, ouvindo Sade, vou pensando na reconfortante taça de café (king size) a fumegar e o pão com manteiga estaladiço, de todas as manhãs de Domingo.
O sítio do costume...fechado.
A manhã continua linda e nada me fará ficar de mau-humor. Dou a volta para o café alternativo...fechado.
Para cúmulo, descubro onde anda metade da população desta cidade (a metade que não foi de mini-férias): no "calçadão", fatos desportivos, bicicletas, famílias inteiras em alegre convívio...risos, exercício físico, faces rosadas, jogging, ar saudável...
Vou debitando palavrões, enquanto penso sériamente que deve haver algo de errado com as minhas opções de vida...mas só consigo ver um jornal e uma enorme chávena de café à frente...Como é que esta gente consegue ser feliz a fazer exercício logo pela manhã?
Antes de começar sériamente a "ressacar", lembro-me de uma esplanada (da qual, por acaso, raramente me lembro e não percebo porquê, uma vez que é das melhorzinhas que por aqui temos...) e, já em síndroma de privação, viro a direcção do carro nesse sentido.
Benditos ateus ou seja lá o que fôr. As mesas estão reluzentes, cheias de chávenas vazias, dois ou três viciados como eu, lêem calmamente o jornal, a fonte debita alguns hectolitros de jactos de água, um repousante ruído de falsa cascata, numa qualquer floresta tropical... Em suma, o Paraíso.
Uma boa Páscoa para vocês.
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