-Mãe...estou a deitar sangue do nariz.
-(pânico, hérculeamente disfarçado)...Sim? Vamos lá ver isso...Cabeça para trás? Sim. Álcool?(Oh Meu Deus, será, será? Acho que não...) É melhor não, olha vamos para a torneira, limpar com água (água fria, contrai os vasos, boa!).
Não te preocupes, filho, isto é normal, passa logo.
-...
-Algodão molhado...(mas onde c****** está a m**** do algodão nesta casa??) Por acaso mexeste no algodão?
-Estive a limpar o pc...
-(corrida desesperada até ao quarto...Meu Deus, mas donde é que sai tanto sangue??) Ok, não há problema nenhum, mantém a cabeça para trás.
Cá está!(molhar algodão, aplicar "tampão" na narina que parece um cano rebentado, ir dizendo palavrões em surdina).
-Mãe...já estou tonto de ter a cabeça para trás...
-Só mais um bocadinho.
-Dói-me o pescoço.
-Deita-te um bocadinho no sofá, até passar.
-Já passou!
-Não, ainda não...(retirar tampão e verificar que efectivamente passou...mas, será que recomeça??)
-Mãe...
-Sim?
Do alto dos seus (quase) onze anos:
-Numa nice, sem stresse...posso ir brincar?
-....
Acho que ser mãe-galinha vem inscrito no código genético de tudo quanto é fêmea.
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