6.4.04

Santos de Pau (ôco??)

Quando disse que sempre gostei de anjos, não referi que esta preferência já não se estende assim muito a santos. Aquela coisa do pau, depois a possibilidade do mesmo ser ôco, o caruncho a roer, o bafio que se desprende das vestes (maioritáriamente devido à falta de arejamento das igrejas onde os pobres se encontram enclausurados, lá saindo de quando em vez, apenas por altura da procissão), enfim, aquilo é uma coisa que, para mim, não tem nada de celestial.
Já os anjos sim. As transparências, o suave roçar das asas numa carícia que podemos atribuir ao vento que passa, a decisão inexplicável de voltar atrás de repente, como se uma mão nos puxasse, quando no passeio que íamos atravessar passa um camião desgovernado, isto sim tem uma mão do divino e desconhecido!
No entanto, há uma excepção que tenho que abrir neste meu modus pensante. É para um Santo muito especial. É que este, é de pau, e fala!
Obrigado pela força, pai Agnus e nem penses que sou narcisista. Sou a pior crítica de mim própria. Ás vezes até fujo! De mim.

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